sábado, 29 de dezembro de 2018

Domingo Da Epifania, 06/01/2019
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EPIFANIA DO SENHOR


Primeira Leitura: Is 60,1-6
1Levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor. 2Eis que está a terra envolvida em trevas, e nuvens escuras cobrem os povos; mas sobre ti apareceu o Senhor, e sua glória já se manifesta sobre ti. 3Os povos caminham à tua luz e os reis ao clarão de tua aurora. 4Levanta os olhos ao redor e vê: todos se reuniram e vieram a ti; teus filhos vêm chegando de longe com tuas filhas, carregadas nos braços. 5Ao vê-los, ficarás radiante, com o coração vibrando e batendo forte, pois com eles virão as riquezas de além-mar e mostrarão o poderio de suas nações; 6será uma inundação de camelos e dromedários de Madiã e Efa a te cobrir; virão todos os de Sabá, trazendo ouro e incenso e proclamando a glória do Senhor.


Segunda Leitura: Ef 3,2-3ª
Irmãos: 2Se ao menos soubésseis da graça que Deus me concedeu para realizar o seu plano a vosso respeito, 3ae como, por revelação, tive conhecimento do mistério. 5Este mistério, Deus não o fez conhecer aos homens das gerações passadas, mas acaba de o revelar agora, pelo Espírito, aos seus santos apóstolos e profetas: 6os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho.


Evangelho: Mt 2,1-12
1Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, 2perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”. 3Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado, assim como toda a cidade de Jerusalém. 4Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. 5Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: 6‘E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo’”. 7Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. 8Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”. 9Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. 10Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. 11Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. 12Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.
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Neste Domingo celebramos a festa de Epifania. Trata-se de uma festa que tem um caráter similar à festa de Natal. Natal e Epifania são festas complementares que se enriquecem mutuamente ou festas irmãs. Ambas celebram, de diferentes perspectivas, o mistério da encarnação, a vinda e a manifestação de Cristo ao mundo. Natal acentua mais a vinda (embora o próprio Natal seja uma manifestação do amor de Deus pela humanidade), enquanto que epifania enfatiza a manifestação.


1. A Epifania Do Senhor Na Nossa Vida


O termoepifania” vem do grego “epiphaneia” (manifestação). No grego clássico este termo podia expressar duas idéias: uma, secular e outra, religiosa.  


No uso secular, epifania podia referir-se a uma chegada. Por ex., quando um rei visitava uma cidade com uma entrada solene, esse acontecimento se considerava como epifania. São Paulo utiliza este termo para falar da vinda de Cristo. Para São Paulo, a vinda de Cristo ao mundo é uma epifania: “Essa graça, que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos, foi manifestada agora pela aparição (epiphaneia) de nosso Salvador, o Cristo Jesus” (2Tm 1,10). Com o uso neotestamentário do termo epifania entendemos facilmente que o nascimento de Jesus se entende também como epifania, porque celebram-se a vinda, a chegada e a presença da Palavra encarnada entre nós.


No uso religioso, o termo epifania se usa para denotar alguma manifestação do poder divino em benefício dos homens. Dentro do uso religioso do termo estamos próximos do uso litúrgico da epifania, pois através da encarnação de Jesus, o Verbo divino, Deus manifesta seu poder benevolente para os homens. Por isso, a vinda de Cristo à terra é uma epifania em si mesma. Dentro do significado do termo, na verdade, a epifania não se limita na celebração da vinda histórica de nosso Senhor, Jesus Cristo, ao mundo, mas também dos diversossinaispelos quais durante sua vida, ele revela seu poder e sua glória.


A partir do significado do termo, a epifania é uma festa de cada dia porque nãomomento nem acontecimento que não tragam uma revelação do Senhor. Para poder captar a manifestação divina em cada momento e acontecimento necessitamos ser pobres no espírito e estar abertos à novidade. Não podemos ter medo da novidade de Deus que se manifesta diariamente. Os ricos, Herodes, os sumos sacerdotes, os escribas e os fariseus temem a novidade e criam a guerra. A novidade é sempre uma ameaça para quem tem algo a perder. Para defender-se da novidade eles se refugiam nos costumes humanos. A epifania, que é a revelação de Deus que engloba tudo, nos abre para horizontes infinitos, fonte permanente da novidade e da surpresa de Deus. Uma grande novidade que aprendemos da encarnação de Deus em Jesus Cristo é o reconhecimento de Deus em cada homem para respeitar sua dignidade, porque Deus se fez homem. Santo Tomás de Aquino ao comentar o Pai-Nosso disse: “Devemos amar nossos semelhantes porque são nossos irmãos, pelo fato de serem filhos de Deus (leia 1Jo 4,20). Devemos reverenciá-los, tratando-os como filhos de Deus (leia Ml 2,10)” [In Orationem Dominicam: Pater Noster, Expositio].


2. Os Magos e a Universalidade Do Amor De Deus


Os grandes Padres latinos como Santo Agostinho, São Leão, São Gregório e outros, nas suas reflexões sobre Mt 2,1-12 chegaram à mesma conclusão de que os Sábios do oriente (os magos) representavam as nações do mundo. Eles simbolizavam a vocação de todos os homens à única Igreja de Cristo.


Com esta interpretação, a festa de epifania toma um caráter mais universal. Deus deixa de se manifestar somente a um povo privilegiado, a uma raça humana para se dar conhecer a todos, sem exceção. A boa nova da salvação é oferecida a todos os homens. Com a vinda de Deus feito carne, a humanidade forma uma família porque o amor de Deus abraça a todos. Isto significa que Deus jamais abandona seus fiéis. Este amor imenso de Deus por nós deve aquecer o nosso coração e animar nossa vida para levarmos adiante os nossos compromissos como filhos e filhas de Deus. São Paulo fala (na segunda leitura) com muita admiração sobre a grandiosidade deste mistério, que estava oculto nas gerações passadas, mas se revela agora através do Espírito, queos pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho” (Ef 3,6). Da mesma forma São Pedro recordava aos pagãos convertidos: “Vós que outrora não éreis povo, mas agora sois o Povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia” (1Pd 2,10). Todos podem alcançar a misericórdia de Deus desde que tenham a vontade de alcançá-la, vivendo os ensinamentos de Cristo. E todos os que aceitarem Cristo e seus ensinamentos serão herdeiros das promessas de Cristo. Consequentemente todos devem ser servidores desta graça para todos que ainda não têm consciência da grandiosidade do amor de Deus que liberta e salva.


3. Os Magos e A Busca De Deus


Os magos puseram-se a caminho e deixaram sua terra em busca do Rei recém-nascido. Guiados pela estrela e com uma grande esperança no coração, os magos puseram-se a caminho. São João Crisóstomo comentou: “Não se puseram a caminho porque viram a estrela, mas viram a estrela porque se tinham posto a caminho”. Põem-se a caminho porque têm perguntas e inquietações no coração. Os magos são o símbolo dos que buscam Deus, como diz Santo Agostinho: “Anunciam e perguntam, creem e buscam; simbolizando aqueles que caminham na fé e desejam a realidade”.


Somos peregrinos nesta terra. Mas para onde caminhamos? Consciente ou inconscientemente, no fundo todos procuram Deus. “A busca de Deus é a busca da felicidade. O encontro com Deus é a própria felicidade, pois Deus é o bem perfeito, o sumo bem” (Santo Agostinho). O destino do homem é, certamente, a união plena com Deus. E na espera desse destino, o homem vive sobre a Terra com fé. A fé é ter confiança em Deus apesar das próprias dúvidas, perguntas e interrogações, queixas e murmurações; a fé é ter a coragem de agir apesar dos próprios medos; é esperar no amanhã apesar dos sofrimentos e dificuldades de hoje, porque Deus é fiel às suas promessas.  Deus veio antes ao nosso encontro e semeou no nosso coração a fome e a sede da justiça e da paz, da felicidade e da comunhão, enfim, da salvação que só podemos encontrar nele.


Para chegar ao encontro de Deus é necessário pôr-se a caminho e encarar os desafios e vencer novos obstáculos e refutar argumentos velhos e novos a fim de chegar à meta desejada, isto é, encontrar o sentido da vida na união plena com Deus. Quem quer encontrar Deus, não pode ficar preso ao passado. Precisa partir sempre de novo, com o coração cada vez mais leve e livre, porque na nossa vida costumam acontecer fatos carregados de sentido, que exigem a nossa atenção e o nosso êxodo. Mas se a pessoa não se põe a investigar e a tentar perceber o que Deus lhe quer dizer, com certeza vive mais tranquilo, não se interroga, não levanta problemas. Consequentemente, não avança, move-se num horizonte estreito, mesquinho, sem dimensões, e priva-se do que as suas capacidades lhe proporcionam para progredir. E Deus, quando queremos encontrá-lo de verdade, vem em nossa ajuda, indica-nos o caminho, às vezes, através de meios menos aptos. Mas, com certeza, Deus não se encontra na soberba que nos separa dele, nem na falta de caridade que nos isola.


Os magos iniciaram uma longa caminhada, desejando encontrar Deus guiando apenas pela estrela. Na vida, é preciso seguir uma estrela, um ideal, um modelo de santidade.  E tem que se seguir, apesar de todos os sacrifícios. Jesus, no fim, está à nossa espera.


4. Os Magos e A Estrela


“Vimos sua estrela no Oriente”, dizem os magos. A estrela é um elemento indispensável na narração de Mateus. Mas o que a estrela representa?


A estrela é a metáfora do rei messias, como pode-se ler em Nm 24,17: “Surgirá uma estrela de Jacó e surgirá um cetro de Israel”. Em Mt, porém, a estrela não é apenas uma metáfora ou imagem do Messias, porque ela guia os magos. Pela sua função de guia, ela é sinal de Deus. A estrela é a Providência divina que guia o homem no caminho de sua realização como homem e filho de Deus. A estrela também é símbolo da fé. A fé é a estrela que nos guia. A fé é a luz pela qual conhecemos Deus. A fé é um dom de Deus, é uma iluminação para nossa vida. Não se pode chegar à luz da verdade revelada através do recurso exclusivo da razão humana. Deus é quem revela; é Ele “mesmo quem reluziu em nossos corações, para fazer brilhar o conhecimento da glória de Deus, que resplandece na face de Cristo” (2Cor 4,6). Mediante a fé conhecemos realmente Deus, ainda que este conhecimento seja escuro. É um conhecimento que nos une a Deus e leva consigo a “garantia” e a substância das coisas esperadas: “A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê” (Hb 11,1).


A fé nos situa na nossa rota e nos mostra o caminho que temos que percorrer. De vez em quando perdemos nossa direção. Mas isto não quer dizer que estejamos perdidos. Esta obscuridade é momentânea e serve de prova para nossa fé. Temos que aprender dos magos. Eles não ficaram desanimados quando perderam a estrela. Ao contrário, eles pediram conselhos aos homens capazes de dizer-lhes onde nasceria Cristo. Nós também podemos pedir conselhos de quem tem mais fé do que nós ou nós mesmos podemos dar conselhos aos outros caso tenhamos fé profunda. A luz da fé é algo que pode e deve ser compartido, especialmente através do testemunho de nossa vida, pois o testemunho de uma vida correta, de uma fé viva é muito mais eficaz do que qualquer discurso bonito.


Se a epifania é uma festa de cada dia porque não há momento nem acontecimento que não tragam uma revelação do Senhor, será que, algumas vezes, você parou para procurar perceber nos sinais de cada dia a vontade ou algum recado de Deus para você?


OUTRAS MENSAGENS DO TEXTO:


1). Para encontrar Jesus, é necessário sair da própria terra para ir ao encontro de Jesus.
Os escribas e os sumos sacerdotes esquadrinharam a Bíblia e encontraram pelo menos 466 profecias messiânicas e mais de 550 conclusões tiradas da Sagrada Escritura. E até indicaram a Herodes o lugar exato onde podia encontrar o Salvador, o verdadeiro Rei dos judeus. No entanto, nenhum se pôs a caminho. Como comenta Santo Agostinho:” Ensinam a outros a fonte da vida e eles morreram de sede”. E em outra passagem ele acrescenta: ”Aqueles (os magos) buscavam na terra destes (dos judeus) o que estes não reconheciam na sua terra...”.  Mateus sublinha, assim, o paradoxo entre a busca e a acolhida de Jesus pelos “magos do Oriente”, que eram pagãos, e o seu não conhecimento por parte do rei de Jerusalém, dos chefes dos sacerdotes, dos escribas e do povo.


Os magos puseram-se a caminho e deixaram sua terra em busca do Rei recém-nascido. O texto nos diz: “Vimos sua estrela no céu e viemos adorá-lo” (v.2). Guiados pela estrela no céu e pela estrela de uma grande esperança no coração, os magos puseram-se a caminho. São João Crisóstomo comentou: “Não se puseram a caminho porque viram a estrela, mas viram a estrela porque se tinham posto a caminho”. Põem-se a caminho porque têm perguntas e inquietações no coração. São o símbolo dos que buscam, como diz Santo Agostinho: “Anunciam e perguntam, crêem e buscam; simbolizando aqueles que caminham na fé e desejam a realidade”.


Somos peregrinos nesta terra. Mas para onde caminhamos? Saibamo-lo ou não, caminhamos para Deus. Consciente ou inconscientemente, no fundo todos procuram Deus. O destino do homem é, certamente, a união plena com Deus. E na espera desse destino, o homem vive sobre a Terra com fé. A fé é ter confiança em Deus apesar das próprias dúvidas, perguntas e interrogações, queixas e murmurações; é ter a coragem de agir apesar dos próprios medos; é esperar no amanhã apesar do sofrimento e dificuldades de hoje. Porque Deus veio antes ao nosso encontro e semeou no nosso coração a fome e a sede da justiça e da paz, da felicidade e da comunhão, enfim, da salvação que só podemos encontrar nele.


Para chegar ao encontro de Deus é necessário pôr-se a caminho e atravessar, como os magos, desertos escaldantes e noites escuras, desinstalar-se e romper com o convencional, vencer novos obstáculos e refutar argumentos velhos e novos. Quem quer encontrar a Deus, não pode ficar preso ao passado. Precisa partir sempre de novo, com o coração cada vez mais leve e livre, porque na nossa vida costumam acontecer fatos carregados de sentido, que exigem a nossa atenção e o nosso êxodo. Mas se a pessoa não se põe a investigar e a tentar perceber o que Deus lhe quer dizer, com certeza vive mais tranqüilo, não se interroga, não levanta problemas. Conseqüentemente, não avança, move-se num horizonte estreito, mesquinho, sem dimensões, e priva-se do que as suas capacidades lhe proporcionam para progredir. E Deus, quando queremos encontrá-lo de verdade, vem em nossa ajuda, indica-nos o caminho, às vezes, através de meios menos aptos. Mas, com certeza, Deus não se encontra na soberba que nos separa dele, nem na falta de caridade que nos isola.


Os magos iniciaram uma longa caminhada, desejando encontrar Deus guiando apenas pela estrela. Na vida, é preciso seguir uma estrela. Um ideal. Um modelo de santidade. Essa é a estrela que brilha para nós no azul do nosso céu. E tem que se seguir, apesar de todos os sacrifícios. Jesus, no fim, está à nossa espera.


2). Para encontrar Jesus é necessário discernir os sinais
Para encontrar Jesus é necessário, em primeiro lugar, buscá-lo e querer encontrá-lo; e em segundo lugar, perceber e discernir os sinais exteriores e interiores de sua manifestação. Para ver os sinais é necessário estar com os olhos e o coração abertos para as realidades que estão além do que vêem os olhos carnais e do que sente o coração de carne. É necessário adquirir uma visão nova da realidade. Para isso, é importante sair do pequeno mundo em que estamos instalados e empreender um caminho novo. Em outras palavras, é preciso o êxodo interior e exterior. Se o nosso coração inquieto, aberto e despojado, e se for generoso como o dos magos, saberemos distinguir a voz de Deus das vozes que nos querem afastar do seu caminho.


3). Para encontrar Jesus é necessário deixar-se comover
Para chegar ao encontro de Jesus é necessário também deixar-se mover pelos sinais percebidos e discernidos; é necessário deixar-se mover e guiar por eles ao longo de toda a caminhada. Quem é movido por uma grande esperança ou por um grande amor, tem força e entusiasmo para deixar tudo o que tinha até esse momento ao encontro do Senhor que é Tudo. A “estrela” que guia nossa busca continua sempre apontando para mais verdade, mais entrega, mais justiça, mais fraternidade, mais partilha, mais honestidade, mais sinceridade e mais comunhão. Ela continua iluminando apesar das nuvens que nos atrapalham passageiramente, das decepções, das noites que anunciam o dia, dos sofrimentos etc.


4). Para encontra Jesus é necessário caminhar juntos e perguntar.
A sabedoria antiga diz: “Estar juntos é apenas o início; caminhar juntos é o progresso e trabalhar juntos é sucesso”. Não sabemos por quanto tempo os magos caminharam. O que sabemos é que caminharam juntos. O longo caminho da busca, enfrentando o cansaço, obstáculos etc., só pode ser feito em comunidade. Só ajudando-se e animando-se mutuamente, carregando o peso uns dos outros durante um longo caminho da busca, é possível chegar à meta.


Quando parece que as nuvens atrapalham a nossa vista ou visão, quando aparentemente Deus nos abandonou e sentimos que não caminha mais ao nosso lado, é necessário pararmos para perguntar, como fizeram os magos. Essas perguntas fazem parte da providência de Deus. Os chineses até dizem: “Quem pergunta, é bobo por cinco minutos. Quem não pergunta, é bobo para sempre”. Na verdade, Deus está também nas nossas perguntas, porque são perguntas sobre ele e por ele.


5). No comum encontra-se o extraordinário
Os magos não encontram a riqueza e a glória do rei recém-nascido, mas um bebê numa casa pobre, filho de pais pobres, pobremente vestido. Também não viram sua mãe coroada de pedras preciosas ou reclinada num leito de ouro. Mas “sua fé (dos magos) foi mais penetrante que o olhar, porque viram coisas humildes e entenderam coisas elevadas”, comenta S. João Crisóstomo. A glória de Deus não está nos astros do céu, mas na fragilidade dessa criancinha.


6). Quem encontra o que procura tem algo a oferecer
Os magos encontraram Jesus e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso, mirra. Tradicionalmente esses presentes simbolizam a identidade de Jesus: recebe ouro como rei, incenso como Deus e mirra como homem mortal (mirra era utilizada no embalsamamento de cadáveres).


Sabemos que a entrega de nós mesmos na adoração é o dom mais perfeito e mais agradável ao Deus que nos amou até o extremo de querer viver nossa vida mortal, e morrer nossa morte, para fazer-nos participantes de sua vida eterna. Mas o gesto de oferta pode nos recordar também que aqueles que encontram Deus com sinceridade demonstram a profundidade desse encontro concretamente através daquilo que se tornam capazes de partilhar. Quem é de Deus, ajuda os outros, desenvolvendo a sensibilidade solidária.


7). Epifania e Missão Evangelizadora
Como foi dito acima, a universalidade da fé é um dos motivos dominantes da liturgia da Epifania. Que fazemos para que se realize o desígnio salvífico de Deus, cuja meta é que todos os homens conheçam e adorem Jesus como Salvador e Emanuel? Talvez as palavras de S. João Crisóstomo possa nos despertar: ”Se os magos percorreram um caminho tão longo para vê-lo recém-nascido, que desculpa terás tu se nem sequer fores ao bairro ao lado para visitá-lo enfermo e encarcerado?” Como cristãos, somos todos “apóstolos” ou “enviado”. E o enviado deve ir aonde é chamado pela missão. 
P. Vitus Gustama,SVD


05/01/2019
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FAZER EXPERIÊNCIA PESSOAL COM JESUS AMPLIA A VISÃO DO HOMEM SOBRE TUDO
05 de Janeiro


Primeira Leitura: 1Jo 3,11-21
Caríssimos: 11 Esta é a mensagem que ouvistes desde o início: que nos amemos uns aos outros, 12 não como Caim, que, sendo do Maligno, matou o seu irmão. E por que o matou? Porque as suas obras eram más, ao passo que as do seu irmão eram justas. 13 Não vos admireis, irmãos, se o mundo vos odeia. 14 Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama permanece na morte. 15 Todo aquele que odeia o seu irmão é um homicida. E vós sabeis que nenhum homicida conserva a vida eterna dentro de si. 16 Nisto conhecemos o amor: Jesus deu a sua vida por nós. Portanto, também nós devemos dar a vida pelos irmãos. 17 Se alguém possui riquezas neste mundo e vê o seu irmão passar necessidade, mas, diante dele fecha o seu coração, como pode o amor de Deus permanecer nele? 18 Filhinhos, não amemos só com palavras e de boca, mas com ações e de verdade! 19 Aí está o critério para saber que somos da verdade e para sossegar diante dele o nosso coração, 20 pois, se o nosso coração nos acusa, Deus é maior que o nosso coração e conhece todas as coisas. 21 Caríssimos, se o nosso coração não nos acusa, temos confiança diante de Deus.


Evangelho: Jo 1,43-51
Naquele tempo, 43Jesus decidiu partir para a Galileia. Encontrou Filipe e disse: “Segue-me”. 44Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro. 45Filipe encontrou-se com Natanael e lhe disse: “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e também os profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José”. 46Natanael disse: “De Nazaré pode sair coisa boa?” Filipe respondeu: “Vem ver!” 47Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. 50Jesus disse: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” 51E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.
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Os Filhos De Deus Se Amam e Os Filhos Do Mundo Se Odeiam


Esta é a mensagem que ouvistes desde o início: que nos amemos uns aos outros, não como Caim, que, sendo do Maligno, matou o seu irmão. E por que o matou? Porque as suas obras eram más, ao passo que as do seu irmão eram justas” escreveu o autor da Carta de são João que lemos na Primeira Leitura.


O autor da Carta continua com sua análise sobre a condição de filho de Deus, tema que lemos no dia 3 de Janeiro. Para o autor a filiação divina leva consigo a separação do mundo (o mundo da qual fala são João são os homens que se opõem a Deus com sua incredulidade, com seu ateísmo prático). Consequentemente, a humanidade se divide entre filhos de Deus e filhos de diabo ou do pecado, e esta separação se converte muitas vezes em oposição e perseguições: “Todo aquele que nasceu de Deus não comete pecado, porque a semente de Deus fica nele; ele não pode pecar, pois nasceu de Deus. Nisto se revela quem é filho de Deus e quem é filho do diabo: todo o que não pratica a justiça não é de Deus, nem aquele que não ama seu irmão” (1Jo 3,9-10).


Com efeito, a caridade mútua é o critério dos cristãos, filhos de Deus; é o mandamento que conhecem desde o começo de sua conversão: “Esta é a mensagem que ouvistes desde o início: que nos amemos uns aos outros” (1Jo 3,11).


Em contraposição à caridade é o ódio: “Todo aquele que odeia o seu irmão é um homicida. E vós sabeis que nenhum homicida conserva a vida eterna dentro de si” (1Jo 3,15). Esta oposição (amor contra ódio) assinala o ritmo da vida do mundo desde as origens do homem: Abel era o justo, e Caim, o ímpio, e o segundo (Caim) odiava o primeiro (Abel): “como Caim, que, sendo do Maligno, matou o seu irmão. E por que o matou? Porque as suas obras eram más, ao passo que as do seu irmão eram justas” (1Jo 3,12). Cristo foi, depois, o Justo odiado pelo mundo até a morte. Nada estranho, então que sucede a mesma coisa na vida dos cristãos. Na medida em que são sinais de amor, eles são o alvo do ódio do mundo: “Não vos admireis, irmãos, se o mundo vos odeia” (1Jo 3,13). A presença do justo é uma censura viva para os injustos. A presença de um justo incomoda a vida dos que praticam a injustiça, a corrupção ou a desonestidade. Em vez de se converter, os injustos, os desonestos são capazes de eliminar a vida dos justos. Os que praticam a injustiça podem enterrar o corpo de um justo, mas a própria justiça sempre ressuscita toda vez que o ímpio tenta enterrá-la.


Já no Evangelho são João afirma que quem recebeu a Palavra de Jesus, ele passou da morte para a vida (cf. Jo 5,24).


São João, nesta Carta, viu o amor atualizado em Jesus Cristo que ofereceu sua vida pelos homens: “Nisto conhecemos o amor: Jesus deu a sua vida por nós” (1Jo 3,16ª). O amor não é, pois, uma teoria e sim um exemplo a imitar: “Também nós devemos dar a vida pelos irmãos” (1Jo 3,16b).


Portanto, para conhecer seu estado espiritual e para saber se possui a vida, cada cristão tem que se perguntar se possui e pratica a caridade fraterna. Mesmo que o mundo tire sua vida física, mas não será tirada a vida eterna dele.


Para Conhecer Jesus Cristo É Preciso Encontrar-se com Ele


Venha e Veja!”


A passagem do evangelho lido neste dia descreve a vocação de Felipe e Natanael, modelo de discipulado e de seguimento (veja também a analogia dessa vocação nos evangelhos sinóticos: Mc 2,14; Mt 8,22; 9,9; 19,21; Lc 9,59).


No desenvolvimento da narração acontece um intercâmbio de olhares e de encontros. Jesus chama Filipe para segui-Lo. “Segue-me”, disse Jesus a Filipe. Logo depois, Filipe convida Natanael a encontrar-se com Jesus. “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e também os profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José”. Ao ouvir a palavra “Nazaré” da boca de Filipe, Natanael pergunta: “De Nazaré pode sair coisa boa?”. Filipe não quer nem pretende resolver a dúvida inicial de Natanael, mas prefere convidá-lo para uma experiência pessoal com o próprio Jesus: “Vem e vê!”. Filipe viveu a experiência pessoal com Jesus anteriormente e mudou totalmente sua vida. Para esta mesma experiência é que Filipe convida Natanael a fazer.


Filipe convida Natanael a não ficar parado nem paralisado onde se encontra: “Vem e vê!”.  É preciso sair do próprio ângulo de sempre para ver a vida de outros ângulos e para perceber como é rica a vida que temos e como é vasta sua dimensão! “Vir” é uma ação, é uma caminhada, é um sair do próprio esconderijo e do próprio comodismo. É preciso desamarrar os pés de tantos apegos para começar a fazer um êxodo rumo à “terra prometida” por Deus. Quem caminha, vê muita coisa e vê muito mais longe. “Vem e vê” é o convite para caminhar e contemplar tudo no caminho. Diante da vitória eu preciso continuar minha luta, pois para mim é dirigido o convite: “Vem e vê!”. Diante da queda, eu preciso me levantar, pois diante de mim há um convite: “Vem e vê!”. Diante do fracasso, eu preciso reaprender, pois na minha frente está escrito: “Vem e vê!”. Diante do presente, eu preciso vibrar, pois trata-se de uma dádiva e continua soando o convite para mim: “Vem e vê!”. “Vem e vê!” é um convite para a novidade capaz de renovar toda nossa vida como aconteceu com Filipe. Quem fica no quarto, somente vê as quatro paredes. “Vem e vê!” é o convite dirigido a cada um de nós se quiser crescer na vida e ampliar sua visão sobre a vida e seus acontecimentos. O isolamento é a autodestruição. “Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias tristes em casa me esconder” (Martin Luther King). O céu (Deus) é uma comunhão plena. Ao superar o isolamento vou tendo, aos poucos, o rosto mais parecido com Deus, pois Deus é comunhão plena. “Vem e vê” é o convite de fé, pois trata-se de uma chamada para o encontro pessoal com Jesus. Somente a fé ajuda a superar os motivos de escândalo (“De Nazaré pode sair coisa boa?”) e de autossuficiência humana.


Vem e vê” é o convite de Filipe a Natanael. Trata-se realmente de um chamamento à conversão. Jo 1 é dominado pela ideia de “ver” (cf. Jo 1,39). A palavra “ver” não designa, para o evangelista João, tão somente um olhar simplesmente material sobre a humanidade de Jesus Cristo e sim uma contemplação de Sua glória e de Sua divindade. É como João Batista que viu o Espírito Santo descer sobre Jesus Cristo (Jo 1,33-34).


Logo no início da experiência pessoal com Jesus, Natanael ouviu as seguintes palavras da boca de Jesus: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade. (...) Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”.  Jesus chama, precisamente, Natanael para realizar essa “conversão” da vista (“ver”). Jesus convida Natanael a passar de um olhar sobre a humanidade de Jesus para a contemplação de Sua glória. A “conversão” de Natanael se realiza gradualmente. Na primeira etapa viu Jesus como filho de José (Jo 1,45). Na segunda etapa, este “ver” leva Natanael para a messianidade de Jesus: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel” (Jo 1,49). E na terceira etapa, Natanael reconhecerá, de uma vez, a divindade de Jesus: “Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” e sua humilhação (Filho do Homem: Jo 1,51. cf. Jo 3,14; 8,28; 12,22-34; 13,31). Em outras palavras, a conversão de Natanael é progressiva: da humanidade de Cristo para sua messianidade; da messianidade para o mistério pascal da humilhação e da exaltação.


Jesus suscita em Natanael a vontade de acolher o mistério do Filho do Homem: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”.  Jesus revela ao futuro discípulo seu conhecimento pessoal porque em Natanael não há falsidade (fraude): Natanael é o verdadeiro israelita piedoso e reto, apaixonado pela Escritura e que sabe confessar sua própria pobreza diante de Deus. Natanael questiona, mas tem humildade de aceitar a novidade.


O homem, tocado no íntimo de seu ser pelo louvor do Mestre e pelo profundo conhecimento que o Senhor tem do homem (representado por Natanael), se rende à evidencia e reconhece em Jesus o Messias e confessa: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”.  Natanael, como os outros discípulos que o precederam no encontro pessoal com Jesus Cristo, se encontra no nível da fé autentica e aberto para as revelações posteriores que Jesus fará imediatamente: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás! Em verdade, em verdade, eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. A fé sempre nos leva a “vermos” coisas maiores do que as que vemos sem fé. “A fé é um grau de conhecimento. O conhecimento é o auge da fé” (Santo Agostinho: Epist. 136,4).


Jesus convida o homem a buscá-Lo porque somente Ele se deixa encontrar pelos que O buscam como aconteceu com Natanael. Uma serie de experiências dos discípulos (cf. Jo 1,35-51) permite o homem penetrar no mistério de Jesus. Quem fizer o encontro profundo com Jesus pessoalmente, sairá mais alegre, entusiasmado e será testemunha de Jesus para os demais. E no testemunho de fé dos discípulos o céu também participa: “Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.
P. Vitus Gustama,svd

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

04/01/2019
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BUSCAR O ESSENCIAL PARA NOSSA SALVAÇÃO
O4 de Janeiro


Primeira Leitura: 1Jo 3,7-10
7 Filhinhos, que ninguém vos desencaminhe. O que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo. 8 Aquele que comete o pecado é do diabo, porque o diabo é pecador desde o princípio. Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo. 9 Todo aquele que nasceu de Deus não comete pecado, porque a semente de Deus fica nele; ele não pode pecar, pois nasceu de Deus. 10 Nisto se revela quem é filho de Deus e quem é filho do diabo: todo o que não pratica a justiça não é de Deus, nem aquele que não ama seu irmão.


Evangelho: Jo 1,35-42
Naquele tempo, 35João estava de novo com dois de seus discípulos 36e, vendo Jesus passar, disse: “Eis o Cordeiro de Deus!” 37Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus. 38Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: “Que estais procurando?” Eles disseram: “Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?” 39Jesus respondeu: “Vinde ver”. Foram pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde. 40André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram as palavras de João e seguiram Jesus. 41Ele foi logo encontrar seu irmão Simão e lhe disse: “Encontramos o Messias (que quer dizer: Cristo)”. 42Então André conduziu Simão a Jesus. Jesus olhou bem para ele e disse: “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas” (que quer dizer: Pedra).
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1. Amor: Ensinamento Central de Jesus


A primeira leitura tirada da Primeira Carta de João repete o que João escreveu previamente, intentando dizer novamente que o central nos ensinamentos de Jesus é amor. É um amor revelado em ações e não simplesmente em palavras ou profissões de fé. Nossas ações e obras revelam se realmente somos filhos de Deus e santos ou se somos gerados pelo diabo (aquele que desune) e pelos pecadores. Não temos que nos deixar enganar pelas palavras ou por qualquer coisa que não atue de acordo com o amor de Deus: “Todo aquele que nasceu de Deus não comete pecado, porque a semente de Deus fica nele; ele não pode pecar, pois nasceu de Deus. Nisto se revela quem é filho de Deus e quem é filho do diabo: todo o que não pratica a justiça não é de Deus, nem aquele que não ama seu irmão”.


Para João a linha divisória entre os que são de Deus e não o são é o amor fraterno, pois o amor vem ou nasce de Deus. O amor fraterno nos revela nossa pertence a Deus.


A partir de tudo isso nós ficamos nos perguntando: Será que realmente amamos nossos irmão e irmãs para mostrar que Deus em quem acreditamos é amor (cf. 1Jo 4,8.16)? Que tipo de Deus que revelamos para os outros através de nossas ações?                     


2. João Batista: Apresentar O Cordeiro Que Tira O Pecado E Aceitar Desaparecer Da Cena


O texto do Evangelho deste dia é a continuação do texto do evangelho do dia anterior.


No evangelho deste dia João Batista é apresentado como uma figura estática. Está no mesmo lugar do dia anterior: “... estava lá de novo”. Isto significa que ele permanece no seu posto enquanto dura sua missão, o que indica a fidelidade, compromisso e responsabilidade até o fim. Só se retira quando começa a missão de Jesus no momento em que ele dirá: “É necessário que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3,30).


A palavra “compromisso” é cada vez mais cara hoje em dia. O prazer, o hedonismo, o interesse individual e a liberdade sem freio fazem com que muitas pessoas vivem apenas na superficialidade. Elas se esquecem que a liberdade humana é sempre um cultivo e um crescimento interior. A liberdade implica o desenvolvimento pleno do fazer e do ser.


A verdadeira liberdade supõe a existência da responsabilidade. responsabilizar-se é elevar a própria existência para uma dimensão superior. Ter responsabilidade significa ser coerente com os próprios atos, com os valores reconhecidos universalmente e, por extensão, ser solidários com outras pessoas, tendo em vista os mesmos valores.


Se João Batista se mostra como uma figura estática, Jesus é, pelo contrário, apresentado em movimento. Não se sabe de onde vem nem é dito para onde vai. Mas João Batista, que sabe da origem de Jesus, volta a olhá-lo e repete seu testemunho: “Eis o Cordeiro de Deus”.


João Batista “fixa o olhar em Jesus” e diz: “Eis o Cordeiro de Deus”. Saber olhar faz parte da fé. O olhar do coração ou o olhar da fé ultrapassa a realidade sensível em que penetra. O olhar superficial, ao contrário, jamais enxerga alguém, pois ele somente quer se olhar e quer ser olhado. Quem se olha somente para si, jamais percebe a presença do outro nem a de Deus. O olhar superficial reflete, na verdade, a nossa pobreza espiritual. João Batista que vê Jesus que vem não guarda para si como propriedade privada o que viu. Ele quer que os outros vejam o que ele vê. Ele indica aos outros o Messias e aceita desaparecer, pois João Batista é apenas uma “voz” que prepara o caminho do Messias (Jo 1,23). “Essa é a minha alegria e ela é completa. É necessário que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3,29-30), afirma João Batista com toda a humildade e com a plena consciência.


Toda vez que participamos da Eucaristia ouvimos ou contemplamos a frase de João Batista: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Quem comunga o Cordeiro de Deus deve estar consciente da missão de se identificar com o Cordeiro que se doa por amor para salvar os irmãos. Quando a missa era celebrada em latim ouvia-se esta frase, certamente, no fim da mesma: “Ite, missa est!”, “Ide, sois enviados!”. Enfatiza-se, assim, o compromisso de cada participante como enviado de Deus ao sair da igreja ou templo depois que comungou o Cordeiro de Deus. Em cada Eucaristia da qual participamos ouvindo a Palavra do Senhor, nós sempre recebemos alguma missão a ser cumprida. A pergunta é a seguinte: “O que é que a Palavra de Deus, proclamada em cada Eucaristia da qual eu participo, quer que eu cumpra?”. Cada Palavra de Deus proclamada sempre tem uma palavra para mim para que eu leve adiante.


3. Buscar o Essencial Com Jesus


O testemunho de João Batista provoca uma inversão no rumo da vida dos seus dois discípulos. Eles começam a seguir Jesus. “Seguir” Jesus é uma maneira bíblica de dizer “tornar-se discípulo”; e Jesus será chamado de Rabi, Mestre.


Ao perceber que os dois estão O seguindo, Jesus os interroga: “O que estais buscando?”. “O que esperais de mim?”. São as primeiras palavras de Jesus no quarto Evangelho. É uma pergunta ao mesmo tempo existencial e essencial. Esta pergunta é dirigida a pessoas que estão em busca, que andam inquietas, que se interrogam sobre o essencial nesta vida tanto para os religiosos como para os leigos, tanto para os jovens como para os adultos. Afinal, o que você está procurando nesta vida? Que sentido tem sua vida? Para onde a vida vai levá-lo? O homem, enquanto estiver vivo, permanecerá um perguntador. Ninguém pode dar sentido à própria vida a não ser interrogando-se sobre o seu estar no mundo e ser interrogado pelos outros sobre o modo de viver, pois o homem não somente vive, mas convive. Nossa vida está cercada por outras vidas. Viver significa completar-se, desenvolver-se e crescer por meio de “algo outro”. Mas paradoxalmente na hora de buscar respostas para suas perguntas, o homem acaba encontrando novas perguntas. Nascer é vir ao mundo, ver o mundo; é manifestar-se e abrir-se. Cada porta aberta somos acompanhados por uma série de perguntas e o desejo de ter respostas, embora, no fim, acabemos encontrando novas perguntas.


Diante da pergunta de Jesus “O que estais procurando”, em vez de responder, os dois discípulos lançaram uma pergunta: “Mestre, onde moras?”. Onde vives, Rabi? Qual é o segredo de Tua vida? De onde vens? O que é para Ti viver, Mestre?


“Vinde e o vereis” é a resposta de Jesus para a pergunta dos dois discípulos de João. Fazei vós mesmos a experiência da minha vida. Não busqueis outra informação. Vinde conviver comigo para saber quem sou e o que estou fazendo e querendo alcançar e vós descobrireis que comigo vossas vidas serão transformadas. O importante não é buscar algo e sim buscar Alguém que dá sentido para nossa vida e para nossas lutas de cada dia apesar de tudo.


 O que estais buscando?”. No fundo, todos nós estamos sempre em busca de algo mais e por isso sempre insatisfeitos. Consciente ou conscientemente somos todos garimpeiros à procura do diamante da felicidade, andarilhos à procura da pérola preciosa, pela qual estamos dispostos a “vender”, com alegria, tudo o que possuímos (cf. Mt 13,44.46). Jesus conhece nossos desejos mais profundos e sabe muito melhor das nossas necessidades fundamentais mais do que nós mesmos sabemos. Quando nos interpela com a pergunta essencial, “o que estais procurando?”, é para obrigar-nos a expressá-lo. Jesus quer que seus seguidores explicitem, diante dele, os motivos da sua busca e do seu seguimento. Esta explicitação é necessária porque as motivações nossas podem ser equivocadas, precipitadas, imaturas ou ilusórias.


A busca pela vida mais significativa e satisfatória é um dos temas mais antigos do homem e de qualquer religião. Ela continua válida para qualquer tempo e tempo e para qualquer pessoa que vive profundamente seu ser. No fundo percebemos que nossa vida não está sedenta de fama, de conforto, de propriedades ou de poder. Estes supostos valores criarão muitos problemas assim que os alcançarmos. Nossa vida tem fome do significado da vida: o que é vida ou a vida? Por que e para que estamos vivos. Que sentido tem minha vida? O que é essencialmente estou procurando nesta vida? Para onde a vida vai me levar, enfim? O que nos frustra e rouba a alegria de viver é a ausência do significado de nossa vida ou de nossa presença neste mundo. Percebemos, pela experiência, que não passamos a ser felizes perseguindo ou caçando a felicidade. Nós nos tornamos felizes vivendo e partilhando uma vida que signifique alguma coisa. As pessoas mais felizes geralmente são pessoas que se esforçam para ser generosas, prestativas, prontas para ajudar os outros na sua necessidade. A melhor maneira de ser feliz e de conservar a felicidade é partilhá-la. Quem ama, partilha. Creio que os homens que vivem para os outros, chegarão um dia a reconstruir o que os egoístas destruíram (Martin Luther King).


Se neste momento Jesus lhe perguntar: “O que estais procurando nesta vida e por quê?”, qual será sua resposta?
P. Vitus Gustama, svd
03/01/2019
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SOMOS FILHOS DE DEUS E DEVEMOS VIVER COMO FILHOS DE DEUS
03 de Janeiro


Primeira Leitura: 1Jo 2,29 – 3,6
Caríssimos: 2,29 Já que sabeis que ele é justo, sabei também que todo aquele que pratica a justiça nasceu dele. 3,1 Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai. 2 Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é. 3 Todo o que espera nele, purifica-se a si mesmo, como também ele é puro. 4 Todo o que comete pecado comete também a iniquidade, porque o pecado é a iniquidade. 5 Vós sabeis que ele se manifestou para tirar os pecados e que nele não há pecado. 6 Todo aquele que peca mostra que não o viu, nem o conheceu.


Evangelho: Jo 1,29-34
29No dia seguinte, João viu Jesus aproximar-se dele e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim. 31Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel”. 32E João deu testemunho, dizendo: “Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. 33Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo’. 34Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!”.
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Somos Filhos e Filhas De deus


Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai. Caríssimos, desde já somos filhos de Deus”, escreveu o autor da Primeira Carta de são João.


São João nem sequer usa o termo “adoção”. Ele afirma e insiste que somos filhos de Deus: filhos no Filho, porém filhos verdadeiros. Participamos da forma de ser do Filho enquanto isso nos é possível, pois temos possibilidade de viver no espírito mundano.


Em segundo lugar, ainda não se vive plenamente essa condição de ser filhos de Deus. Ainda que agora realmente sejamos filhos de Deus, no entanto não se goza em sua totalidade. Aqui são João se aproxima da concepção paulina da tensão entre o “já” e o “todavia não”.


Desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos!”.


A realidade dos filhos de Deus é uma realidade escondida diante de nossos olhos e não somente diante dos olhos do mundo, pois não temos ainda plena consciência do que somos e as dificuldades da vida presente encobrem a grandeza e a dignidade insuspeitada dos filhos de Deus. Vai chegar um dia em que veremos tudo com claridade e aparecerá o que já agora somos por antecipação. Quando chegar este dia em que veremos Deus cara a cara, saberemos o que somos e seremos semelhantes (mas, não iguais) a Deus, nosso Pai. Deus erguerá seus olhos e se manifestará que Deus é amor e que aqueles que amam nasceram de Deus.


Pelo Batismo nos tornamos “filhos de Deus”. Trata-se de um conteúdo real. É um fato por parte de Deus que nos dá a nova vida. Ser filho de Deus é um dever para nós que nos obriga a viver de outra maneira. Nascido de Deus (Jo 1,12; 3,5) por obra do Espírito (Jo 3,6), somos de Deus e não deste mundo.


Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai”. O mundo da qual fala são João são os homens que se opõem a Deus com sua incredulidade, com seu ateísmo prático (1Jo 2,15-17). Quem não ama a Deus, como Pai de todos, não ama seus filhos.


Quando mantivermos nossa consciência de que somos filhos e filhas de Deus teremos a alegria de viver e com serenidade encararemos as dificuldades, pois Deus, nosso Pai não nos deixará lutar sozinhos.


Ser Cristão É Ser Testemunho De Cristo a Exemplo De João Batista


O texto do evangelho deste dia fala do testemunho de João Batista sobre a pessoa de Jesus, O Verbo feito carne (Jo 1,19-36). Um dos temas preferidos do evangelista João é, certamente, testemunho. O evangelista usa o verbo “testemunhar” (martyrein) em 33 ocasiões e o substantivo “testemunho” (martyria) 15 vezes.


O testemunho de João Batista ilustra concretamente o que foi dito em Jo 1,6-8.15 de sua missão que era dar testemunho de Jesus para que todos pudessem crer nele. Dar testemunho é muito importante neste evangelho. O testemunho, neste evangelho, tem sempre por objeto a pessoa de Jesus, seu significado profundo para a vida dos homens. Em outras palavras, o testemunho aqui é sempre cristológico. É isto que João Batista faz a respeito de Jesus.


Testemunha é a pessoa que teve a experiência direta de algum fato e que narra o que viu ou ouviu, ou alguém que observou um acontecimento e pode informar a respeito dele para provar, para acusar, ou para inocentar (Lv 5,1; Nm 5,13; Dt 17,6s etc.). O testemunho, neste evangelho, supõe o ver, mas não o simples ver físico, mas o ver que sabe perceber a presença de Deus em Jesus. Para que uma pessoa possa perceber a presença de Deus em Jesus, na vida ou nos acontecimentos, ela deve limpar o coração do ódio, pois Deus é Amor (1Jo 4,8.16). “Quanto mais amas, mais alto tu sobes” (Santo Agostinho).


Antes de proferir o seu testemunho, João vê Jesus vir na sua direção. João Batista, no Quarto Evangelho, percebe a presença de Deus em Jesus Cristo como Aquele que tira o pecado do mundo. Quando Jesus aparece pela primeira vez no Quarto Evangelho, ele é mostrado no ato de “vir”. Com isso, se realiza o anúncio de Isaías: “O Senhor vem” (Is 40,10).


Jesus continua vindo em nossa direção, como aconteceu com João Batista. Somos convidados a olhar para ele com fé. É o olhar da fé que descobre a realidade sob as aparências, e confere seu verdadeiro sentido a todo o mundo visível no qual Jesus aparece. João Batista passou pela escola do deserto, onde se exercitou na humilde docilidade interior. A sua figura é, no início do Evangelho, o símbolo de todos os crentes que se põem em seguimento do Verbo encarnado. Ele realiza as condições da busca e da descoberta. Não se deixa enganar por nenhum poder, nem sequer o dos fariseus; procura a Deus só e, livre de todo o preconceito, reconhece-o tal como vem aos homens, na humildade da encarnação.


Jesus que continua vindo em nossa direção nos faz filhos de Deus como disse a Carta de São João: “Caríssimos, desde já somos filhos de Deus...”. (cf. 1Jo 2,29 – 3,6). Somos filhos no Filho. O amor do Pai ao Filho é o mesmo amor com que nos ama. Quando fecho meus olhos e me digo: “Quem sou eu?”. Para esta pergunta pode ter mil maneiras de responder: com meu nome, o lugar, a data de nascimento, os pais e irmãos, o povo, os estudos, a profissão e assim por diante. No entanto ninguém me define tão profundamente nem tão realmente como minha relação com Aquele que é a origem, o término, o horizonte constantemente presente: Eu sou filho, filho de Deus, já agora! Precisamos deixar esta convicção aflorar em nossa consciência, pois nos traz gozo, alegria e força para viver firmemente sabendo que Deus nos ama, pois somos Seus filhos e filhas. Mas é também fonte de onde brota nosso comportamento e compromisso: o caminho dos “filhos de Deus” é o caminho do “Filho de Deus por excelência, Jesus”. Precisamos viver aquilo que Jesus viver e sentir aquilo que ele sentiu.


Diante de Jesus que está vindo em sua direção, João reage em profundidade: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Palavras que se repetem seis vezes na celebração eucarística (2x na Glória, 3x depois da saudação da paz e a sexta vez, imediatamente antes da comunhão). João fala do “pecado do mundo” (em singular) e não dos “pecados do mundo” (em plural. O que é este “pecado”?


O pecado fundamental para João é não aceitar o Filho de Deus entre nós com todas as consequências que isso comporta (cf. Jo 16,8-9). Aceitar Jesus e seus ensinamentos leva a pessoa a viver na fraternidade e no amor. Para João guardar os mandamentos do Senhor é uma clara expressão de que a pessoa ama a Jesus (cf. Jo 14,21).


Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Somente João está disposto a reconhecer Aquele que Deus envia, não obstante afirmar que não o conhecia (v.31.33). Não conhece de vista ou por contato, mas já conhece interiormente, pela ação do Espírito Santo que o envia e que ele não pára de interrogar.


João Batista vê Jesus que vem. Mas não guarda para si como seu segredo, como propriedade privada, o que viu. Ele quer que todos vejam o que ele vê: “Eis...”, João diz, o que implica um convite a olhar. João Batista não chama a atenção para um messias ausente e vindouro, mas para um messias que está no meio de nós e que não o conhecemos. A primeira condição de toda busca da fé é, certamente, o senso de observação das pessoas, das coisas e da vida em geral.


“Eis o Cordeiro que tira o pecado do mundo”! Infelizmente, o pecado é uma realidade onipresente entre nós e dentro de cada um, ontem, hoje e sempre. Em qualquer lugar encontramos a exploração que gera a fome, a pobreza, a violência, marginalização. As pessoas são dominadas pela soberba, avareza, luxúria, inveja, ódio, rivalidade, vingança, rancor, falta de perdão e assim por diante. Apesar de tudo isso, ser cristão hoje é ser testemunha entre os homens que Jesus venceu o pecado em nossa vida, porque ele nos fez filhos de Deus e nós adotamos seus sentimentos e atitudes evangélicas na vida cotidiana, e queremos viver os valores evangélicos do amor, da fraternidade humana, da justiça e da solidariedade com os mais necessitados. Basta alguém aceitar Jesus o poder do mal não tem vez nenhuma, pois Jesus vem para tirar o pecado do mundo.


Apesar de sabermos que o pecado é a “mercadoria” global cuja produção nunca entra em crise e cuja demanda desconhece limites e que não temos balança em condição de calcular seu peso, nós acreditamos que pecado nenhum consegue esgotar a paciência de Deus em Jesus Cristo, nenhum pecado consegue cansar a misericórdia de Deus e bloquear seu perdão e pôr limites a seu amor infinito. Por isso, Jesus é nossa vitória, nossa libertação e nossa paz. Por ele e com ele somos capazes, e é nosso dever de vencer o pecado cada dia, dentro de nós mesmos, dentro de casa, em nossa vida e no ambiente que nos cerca através da construção do Reino de Deus e Sua justiça na nossa vida.
P. Vitus Gustama,svd