segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Quinta-feira Da XXI Semana Comum, Ano Par, 27/08/2026

ESTEJAMOS VIGILANTES NO AMOR, POIS O SENHOR VIRÁ REPENTINAMENTE

Quinta-Feira Da XXI Semana Comum

Primeira Leitura: 1Cor 1,1-9 (Ano Par)

1 Paulo, chamado a ser apóstolo de Jesus Cristo, por vontade de Deus, e o irmão Sóstenes, 2 à Igreja de Deus que está em Corinto: aos que foram santificados em Cristo Jesus, chamados a ser santos junto com todos que, em qualquer lugar, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso. 3 Para vós, graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. 4 Dou graças a Deus sempre a vosso respeito, por causa da graça que Deus vos concedeu em Cristo Jesus: 5 Nele fostes enriquecidos em tudo, em toda palavra e em todo conhecimento, 6 à medida que o testemunho sobre Cristo se confirmou entre vós. 7 Assim, não tendes falta de nenhum dom, vós que aguardais a revelação do Senhor nosso, Jesus Cristo. 8 É ele também que vos dará perseverança em vosso procedimento irrepreensível, até o fim, até o dia de nosso Senhor Jesus Cristo. 9 Deus é fiel; por ele fostes chamados à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso.

Evangelho: Mt 24,42-51

Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: 42 “Ficai atentos! porque não sabeis em que dia virá o Senhor. 43 Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 44 Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá. 45 Qual é o empregado fiel e prudente, que o senhor colocou como responsável pelos demais empregados, para lhes dar alimento na hora certa? 46 Feliz o empregado, cujo senhor o encontrar agindo assim, quando voltar. 47 Em verdade vos digo, ele lhe confiará a administração de todos os seus bens. 48 Mas, se o empregado mau pensar: ‘Meu senhor está demorando’, 49 e começar a bater nos companheiros, a comer e a beber com os bêbados; 50 então o senhor desse empregado virá no dia em que ele não espera, e na hora que ele não sabe. 51 Ele o partirá ao meio e lhe imporá a sorte dos hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes”.

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Viver Solidamente  e Solidariamente Como Uma Igreja Do Senhor

Deus é fiel; por ele fostes chamados à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso” (1Cor 1,9)

Durante mais ou menos três semanas vamos ler e meditar a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios que foi escrita provavelmente no ano 56 em Éfeso.

Corinto era e é uma grande cidade portuária, rica e famosa, mas também com má fama enquanto a seus costumes. Há grandes problemas morais, sociais e religiosos. O luxo excessivo de uns constrastava com a miséria da maioria constituída  de escravos e de pobres. A imoralidade, a corrupção e a ganância  eram muito grandes. A religião praticada era politeísta, pois havia adoração aos vários deuses romanos, gregos e egípcios. Era uma cidade de cultura greco-romana.

A Corinto antiga foi destruída pelos romanos no ano 146 a.C.. A Corinto do Novo Testamento foi construída por Júlio César no ano 44 a.C sobre as ruínas  da Corinto antiga.

A comunidade cristã de Corinto foi fundada pelo são Paulo em sua estada nos anos 51 a meados do ano 52 (Cf. At 18,1-18). Era uma comunidade muito viva com qualidades e problemas. São virtudes e defeitos de uns cristãos mais de dois mil anos atrás que nos iluminam em nossa vida comunitária de hoje. Corinto é uma comunidade cristã que vive num ambiente pagão: dai sua atualidade pastoral.

Pelo menos são Paulo escreveu quatro Cartas para os Coríntios para orientá-los sobre os problemas religiosos, morais e culturais que tinham na comunidade. A Primeira Carta são Paulo escreveu mais ou menos no ano 55 e foi perdida (Cf. 1Cor 5,9).  A Segunda Carta foi escrita no ano 56. Esta Segunda Carta é a atual Primeira Carta aos Coríntios que se encontra na Bíblia atual. Pelo fim do ano 56 São Paulo escreveu outra carta chamada “Carta das lágrimas(2Cor 4,17) que é a Terceira Carta. Porque apesar da carta enviada anteriormente e apesar do envio de Timóteo (1Cor 4,17) a comunidade não mudou muito e não se converteu. Mas esta carta também foi perdida. Finalmente, em 57 são Paulo escreveu a Quarta Carta aos Coríntios com muitos elogios, pois a comunidade se corrigia e se tornou modelo de vida comunitária. Esta carta é a atual Segunda Carta aos Coríntios que se encontra na Bíblia atual.

O começo da Carta, como lemos na Primeira Leitura de hoje, é muito positivo e cheio de esperança. São Paulo descreve os cristaos de Corinto como “o povo santo que Jesus Cristo chamou”, “a Igreja de Deus que está em Corinto”, os que receberam “a graça de Deus em Cristo Jesus”, os que “foram enriquecidos em tudo”, os que “não carecem de nenhum dom”.

São Paulo usa, de modo especial, uma bela expressão eclesiológica criada por ele: “Igreja de Deus que está em Corinto”. Essa Igreja é formada por todos os irmãos na fé; todos foram chamados por Deus, convocados por Deus. Com esta expressão a comunidade de Corinto é uma verdadeira “assembleia do Senhor” ou “Qahal” em hebraico, expressão que designa comunidade reunida, convocado por Deus. Este é o verdadeiro sentido da Igreja. Mas a Igreja de Corinto é a Igreja ligada à comunidade universal, pois a Igreja de Cristo é um só corpo cuja cabeça é o próprio Cristo e os cristaos são seus membros (Cf. 1Cor 12). A Igreja de Jesus Cristo é essencialmente comunitária e universal, pois a Igreja é uma só, pois nela tem somente uma Cabeça que é o próprio Cristo. E todos os membros tem uma mesma vocação: a vocação à santidade que nos é concedida no Batismo. Com o batismo participamos da morte e ressurreição de Jesus. A vida entrega a Jesus Cristo e aos irmãos é a vida premiada por Deus.

É destacado, também, o dom da sabedoria “em toda palavra e em todo conhecimento”. Os gregos se distinguem por sua sabedoria, são mestres em filosofia. Também os convertidos aparentemente estavam muito satisfeitos deste dom que são Paulo vai constatar frequentemente ao longo da Carta. A palavra “sabedoria” provém do latim “sapere” (sapientia) que quer dizer ter inteligência, ser compreendido. Mas propriamente significa ter gosto, exercer o sentido do gosto, ter este ou aquele sabor, capacidade desenvolvida de saborear. Etimologicamente, da palavra “sapere” derivam duas palavras: “saber” e “sabor”, duas palavras que indicam o mesmo: um saber que sabe saboreando a vida. É um saber que saboreia o fruto da vida, não um saber teórico sobre a vida. É o testemunho do experimentado, a experiência da vida mesma, de seu sabor de viver. A sabedoria é reunir o gosto pela vida. A sabedoria é refinar o gosto pela vida. Com a sabedoria a existência se torna mais saborosa, pois a sabedoria se alimenta pelos valores. Com a sabedoria o homem é capaz de dar respostas adequadas e magníficas para cada momento. Sabedoria é, segundo a palavra latina “sapientia”, conhecimento das coisas, natural ou adquirido. Aquilo que está conforme as regras da razão e da moral. Na teologia, a sabedoria se apoia no discernimento da ordem sobrenatural, uma vez que somente Deus é absolutamente sábio. O verdadeiro "sábio" é aquele que escolhe escutar as propostas de Deus, aceitar os seus desafios, e seguir os caminhos do bem que ele indica.  Com a sabedoria o homem é capaz de dar respostas adequadas e magníficas para cada momento. A sabedoria simplesmente significa a capacidade de fazer as escolhas corretas, de tomar as decisões certas, de escolher os valores verdadeiros que conduzem o homem à sua realização, e à sua felicidade. A sabedoria é um tipo de "luz" que indica caminhos e que permite discernir as opções corretas a tomar. Quanto mais sábia é uma pessoa, mais humilde ela se mostra.

Mas o que são Paulo sublinha mais no texto que lemos na Primeira Leitura é o protagonismo de Jesus. Nos versículos que lemos hoje nada menos que nove vezes aparece o nome de Jesus. Esta repetição quer enfatizar que Jesus é Quem dá sentido a toda a graça que Deus fez aos Coríntios e a sua resposta de fé.

Oxalá tenhamos todos nós a riqueza da graça e de dons de que fala São Paulo. Ao mesmo tempo nos “mantenhamos firmes ate o final”, porque todos nós somos chamados “a participar de Jesus Cristo, Senhor nosso, e Ele é fiel”. Faremos bem em ir lendo esta Carta para nós mesmos, desejando merecer os elogios de são Paulo e procurando nos corrigir de suas reprovações.

Também em nossa geração, uma comunidade cristã, situada em meio de uma sociedade de ateísmo e de consumismo desenfreado, trata-se de o novo paganismo, tem que cumprir sua missão evangelizadora, anunciadora da salvação de Deus como pede o Salmo Responsorial de hoje (Sl 144): “Uma idade conta à outra vossas obras e publica os vossos feitos poderosos; proclamam todos o esplendor de vossa glória e divulgam vossas obras portentosas! Narram todos vossas obras poderosas, e de vossa imensidade todos falam”.

Para que tudo isso possa se tornar realidade há uma condição indispensável: ter o amor no coração. O amor verdadeiro não tem como objetivo alcançar o amor e o prêmio  dos demais, pois quem ama profundamente ama “porque ama”, sem outros complementos. O amor é a porta de entrada em todos os corações, inclusive o coração de Deus. Amor com amor se paga ou se corresponde.

Viver Na Permanente Vigilância Faz Parte Inseparavel De Nossa Fé No Deus Que Virá Na Sua Parusia

“Não enganes a ti mesmo. Gostes ou não, não és mais que um convidado, um transeunte, um peregrino neste mundo. Podes, pois, adoçar teu caminho; porém, por mais que queiras, não poderás converter-te em residente(Santo Agostinho. In ps. 120,14)

O conjunto de Mt 24,1-25,46 forma o Quinto Discurso de Jesus no evangelho de Mateus: o Discurso sobre o fim do mundo. Trata-se de um discurso apocalíptico-escatológico.

O termo “apocalipse” é muito longe da linguagem moderna que suscita imediatamente idéias de catástrofe, de desastre total, de comoções cósmicas aterradoras. No entanto, a linguagem apocalíptica quer expressar a fé e a esperança numa orientação divina da história humana e da criação. Os autores de apocalipses, diante do desenvolvimento de fatos inevitáveis, de catástrofes, de ruínas e de mudanças históricas, cantam sua esperança no cumprimento das promessas movidos pela fé no triunfo de Deus, aparentemente impossível, porém seguro: Deus triunfará sobre o mal. Conseqüentemente eles querem transmitir a força, o ânimo e a perseverança em seguir os mandamentos do Senhor, pois no fim a última palavra será a Palavra de Deus e não a do homem.

Na primeira parte do quinto discurso de Jesus (Mt 24,4-41), ao revelar o futuro dos discípulos, um futuro “presente”, Jesus quer ajudá-los a entender como devem viver na história a missão que lhes é confiada para pregar o Evangelho do Reino a todas as nações (24,14; 28,18-20), confiando em Sua Palavra (Mt 24,25).

O quinto discurso é chamado também de “o discurso escatológico”. “Escatologia” é o discurso sobre o que ocorrerá no fim. Quando falamos de realidades futuras e finais (escatologia), o texto assinala duas expressões: “Vinda do Senhor” e “Fim do mundo”. Quando intentamos a viver à espera do encontro com o Senhor, que terá lugar para o final da história, então dizemos que estamos dando um “sentido escatológico” para nossa existência. O mandato será: “Vigiai porque não conheceis nem o dia nem a hora”. O discurso termina falando do “encontro” com o Senhor glorioso (Mt 25,31-46).

O texto do evangelho de hoje começa com a seguinte ordem: “Ficai atentos! Porque não sabeis em que dia virá o Senhor”. Esta é a mensagem que a Palavra de Deus dirige a cada um de nós hoje. “Ficai atentos! Estejais vigilantes!”. Por um lado, é a certeza da vinda-regresso do Senhor. Por outro lado, a incerteza do “quando” desta vinda. Esse fato põe, de manifesto, a importância do tema sobre a vigilância. São João Crisóstomo dizia: “Se os homens conhecessem o momento de sua morte, eles se preparariam com grande empenho e cuidado para essa hora”. Jesus nos disse isto com parábolas que encontramos neste quinto discurso.

Ficai atentos! Porque não sabeis em que dia virá o Senhor”. Ficai atentos! Estejam vigilantes! Velar ou vigiar, em sentido estrito, significa renunciar ao sono da noite para terminar um trabalho urgente e importante ou para não ser surpreendido pelo inimigo. Em um sentido mais simbólico significa lutar contra a negligência para estar sempre em estado de disponibilidade. É viver uma vida atenta à voz do Senhor e vigilante diante dos sinais da realidade. Vigiar significa não distrair-se, não adormecer-se; é estar atento em tudo e com tudo. Quem está atento com tudo, percebe com facilidade a realidade em que vive para poder se posicionar bem. Vigiar faz parte inseparável da própria atenção. O cristão não pode ser alienado. Ser vigilante faz parte do discipulado. Quem é vigilante nota com facilidade o que está acontecendo ao redor. A vigilância é a atitude própria do amor que vela. O amor mantém o coração alerta e a disponibilidade para ajudar. No meio de uma sociedade que parece muito contente com os valores que tem, o cristão é convidado a viver na esperança vigilante. Vigiar significa ter o olhar posto nos “bens de cima”. Vigiar é viver despertos, em tensão, mas não com angústia e sim com seriedade. O cristão precisa se esforçar por buscar sempre as “coisas do alto”, os valores que o edificam e salvam, como a fraternidade, o amor, a solidariedade, o projeto de Deus, entre “as coisas de baixo”, como egoísmo, ganância, exploração, arrogância, ódio e assim por diante. Em outras palavras, nós cristãos temos que ser protagonistas não somente da espera do Reino, mas também de sua construção desde agora neste mundo.

A vigilância perseverante nos leva a ser considerados bem-aventurados pelo Senhor quando vier: “Feliz o empregados cujo senhor o encontrar agindo assim quando voltar” (Mt 24,46). Será que o Senhor vai me considerar bem-aventurado quando ele chegar? É a pergunta que nos faz vigilantes e nos faz revermos nossas atitudes. Estou suficientemente atento e disponível para escutar os sinais, através dos quais Deus me apresenta as suas propostas?

A vigilância, para um cristão, não é opcional. O futuro de cada homem é imprevisível. A imprevisibilidade do futuro reclama vigilância. O homem prudente, sensato não considera a atitude vigilante como algo simplesmente possível, uma entre outras muitas opções. A vigilância é a melhor opção. Vigiar para ser capazes de dominar os acontecimentos, no lugar de ser dominados por eles. Vigiar para não perder jamais a paz. Vigiar para descobrir a escritura de Deus nas páginas da história. Vigiar para saber descobrir a ação do Espírito no nosso interior. Vigiar para manter íntegras a fé, a esperança e a caridade. A vigilância não é um opcional e sim uma necessidade vital. Vigiar é viver como o lavrador que semeia e está sempre pensando em ter boa colheita, e como o desportista que, desde o primeiro esforço, sonha em chegar primeiro à meta.

Um cristão não pode ser nem estar alienado. Ele deve estar em alerta constante, sempre pronto para a ação, e preparado para servir dia e noite. Servir para o cristão não é opcional, é lei constitutiva da vida cristã. O Senhor voltará com toda segurança no nosso encontro derradeiro. O discípulo não pode ficar adormecido. Ele deve permanecer alerta, sempre em tensão e em atenção. Somente assim ele assegurará a comunhão com o Senhor no gozo e no amor.

É sábio quem vive na vigilância permanente e sabe olhar para o futuro. Não é porque não saiba gozar da vida presente e cumprir suas tarefas de hoje e sim porque sabe que é peregrino nesta vida e o importante é assegurar-se sua continuidade na vida eterna. É viver com uma meta e uma esperança. Por isso, o trabalho neste mundo para o cristão é um compromisso pessoal para transformar-se a si mesmo e para transformar o mundo em que vive.

A fé é sempre um êxodo, uma saída, o começo de um caminho até o futuro de Deus que nos traz a salvação. Quem crê está sempre de passo, vive como um estrangeiro, como um nômade. Assim viveu Abraão, inclusive na terra que Deus lhe havia prometido (Gn 17,8; 20,1; 21,23; 24,37). A “terra prometidaé o símbolo da cidade futura, da cidade que Deus constrói para os que a buscam e põem nela toda sua esperança. No campo aberto pela promessa de Deus, o homem de fé se arrisca investindo toda sua vida e gera nova vida sobre sua debilidade ou fraqueza.

O cristianismo não está preocupado pela futurologia que se sustenta nas possibilidades humanas, nas previsões e tendências atuais para prever o futuro, e sim radicalmente pelo futuro que provem da promessa de Deus. Para Deus promessa significa certeza: “As minhas Palavras não passarão”, disse Jesus (Mc 13,31). Para Jesus o depois se inicia como algo já presente no agora. Isto que dizer que já agora temos que viver como viveremos depois, como rezamos no Pai-Nosso: “assim na terra como no céu”.

P. Vitus Gustama,svd

Quarta-feira Da XXI Semana Comum, Ano Par, 26/08/2026

COM O ORAÇÃO PURO É VIVER NA AUTENTICIDADE

Quarta-Feira Da XXI Semana Comum

Primeira Leitura: 2Ts 3,6-10.16-18 (Ano Par)

Nós vos ordenamos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos afasteis de todo irmão que se comporta de maneira desordenada e contrária à tradição que de nós receberam. 7 Bem sabeis como deveis seguir o nosso exemplo, pois não temos vivido entre vós na ociosidade. 8 De ninguém recebemos de graça o pão que comemos. Pelo contrário, trabalhamos com esforço e cansaço, de dia e de noite, para não sermos pesados a ninguém. 9 Não que não tivéssemos o direito de fazê-lo, mas queríamos apresentar-nos como exemplo a ser imitado. 10 Com efeito, quando estávamos entre vós, demos esta regra: "Quem não quer trabalhar, também não deve comer". 16 Que o Senhor da paz, ele próprio, vos dê a paz, sempre e em toda a parte. O Senhor esteja com todos vós. 17 Esta saudação é de meu próprio punho, de Paulo. Assim é que assino todas as minhas cartas; é a minha letra. 18 A graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos vós.

Evangelho: Mt 23, 27-32

Naquele tempo, disse Jesus: 27 “Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão! 28 Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça. 29 Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós construís sepulcros para os profetas e enfeitais os túmulos dos justos, 30 e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas’. 31 Com isso, confessais que sois filhos daqueles que mataram os profetas. 32 Completai, pois, a medida de vossos pais!”

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Não Se Deixar Contaminar Pelos Ociosos e Preguiçosos e Dos Que Vivem desordenadamente

O texto da Primeira Leitura de hoje (2Ts 3,6-10.16-18) interrompe a continuação do tema do texto anterior (2Ts 2,1-3a.14-17): do tema sobre o Dia do Senhor passa para o tema sobre o trabalho cotidiano; da espera da futura aparição do Cristo glorioso (parusia) muda para o tema sobre o presente comunitário com as tensões que o permeiam.

A tonalidade de 2Ts 3,6-15 é bastante dura, porque a ordem dada se apresenta como uma sanção disciplinar, imposta com a própria autoridade de Cristo: “Nós vos mandamos que vos afasteisdaqueles que vivem ociosos (2Ts 3,6). A razão do afastamento dos ociosos é que os ociosos não só não trabalham, mas também transgridem o ensinamento tradicional (ensinamentos recebidos da tradição) e “andam desordenadamente” (vivem sem ordem) e são preguiçosos. A comunidade devia estar sendo contaminada por este comportamento. Dai surge a exortação. O mau exemplo não deve se tornar contagioso.

Na perspectiva cristã, herdeira da tradição israelita é que o homem é um ser encarnado e por isso, sua relação com as coisas, inclusive com o trabalho não pode ser alienante. Por isso, o trabalho manual do homem (homo faber) não é um trabalho inferior como a cultura grega considerava. Pois, com o trabalho o homem humaniza o mundo em dois sentidos: primeiro, no sentido de que o homem faz do mundo uma moradia mais habitável, hospitaleira e confortável. Segundo, no sentido de que o mundo torna-se o reino do homem e não de outras potências e de outros seres, graças ao trabalho. O mundo é o material para trabalhar, pois no mundo o homem descobre tudo aquilo de que necessita para seu crescimento. Dentro deste sentido, o autor da 2Ts explora o testemunho de Paulo sobre seu trabalho em Tessalônica, presente na Primeira Carta (1Ts 2,9). Por isso, no texto de hoje Paulo é apresentado como exemplo a ser imitado: Bem sabeis como deveis seguir o nosso exemplo, pois não temos vivido entre vós na ociosidade. De ninguém recebemos de graça o pão que comemos. Pelo contrário, trabalhamos com esforço e cansaço, de dia e de noite, para não sermos pesados a ninguém.(2Ts 3,7-8).

2Ts 3,16-18 é a conclusão da 2Ts. Em contraste com a desordem e a agitação dos preguiçosos interpelados nos versículos anteriores da Primeira Leitura de hoje, aparece a realidade tranquilizadora da paz: “Que o Senhor da paz, ele próprio, vos dê a paz, sempre e em toda a parte. O Senhor esteja com todos vós” (2Ts 3,16). “O Senhor da paz” é mencionado como o Doador deste dom, e pode ser identificado ou com o Pai ou com o Senhor Jesus Cristo.

A paz é um dom, vem do alto, fruto do Espírito Santo (cf. Gl 5,22): não surge da decisão do homem. Por isso, não pode reduzir-se ao nível de sentimento. Trata-se de uma palavra que salva, que vai à raiz, lá onde está a origem da verdadeira paz (a origem do mal). A paz de Jesus tem como efeito banir/expulsar do coração dos discípulos/cristãos todo e qualquer resquício/resíduo de perturbação ou de temor que leva ao imobilismo. A paz é a harmonia com tudo e com todos.

Viver Com Cristo É Viver Na Autenticidade

 Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora aparecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão”.

Mais acusações de Jesus contra a hipocrisia dos fariseus e escribas: aparecer por fora o que não é por dentro.

Antigamente, hipócrita era quem, simulando virtudes, nobres sentimentos e boas qualidades, enganava as outras pessoas no intuito de conquistar a estima delas. Um hipócrita sempre quer parecer bom e não se esforça para ser bom. Ele refugia na simulação de possuir virtudes. Ele não se preocupa em ser bom, mas em parecer bom.Onde não há virtude não há retidão”, dizia Santo Agostinho. “A simulação de uma virtude é sacrilégio duplo: une à malicia a falsidade”, acrescentou Santo Agostinho.

Jesus critica duramente a distância que há em nós entre o “parecer” e o “ser”; entre o que deixamos que apareça de nossa vida e o que ocultamos. Se alguém falar muito de si pode ser uma forma de se ocultar. “Quem não sabe julgar o que merece crédito e o que merece ser esquecido presta atenção ao que não tem importância e se esquece do essencial” (Buda). Jesus quer que tenhamos o mesmo cuidado tanto de nossa aparência como de nosso interior. A dignidade da pessoa humana não consiste em parecer bom, mas em ser bom. De uma pessoa de bondade só saem as coisas boas. Mas um coração não convertido nunca produz frutos bons para a convivência.

Para denunciar a hipocrisia dos mestres da Lei e dos fariseus, Jesus serve-se, no evangelho de hoje, de uma expressão forte. Ele chama os fariseus e escribas de “sepulcros caiados”: belos por fora, cheios de podridão por dentro.      

Os sepulcros, na cultura judaica, eram cuidadosamente pintados de branco, de modo a serem bem visíveis. Desta forma, evitava-se o contato das pessoas com o túmulo e, por extensão, com o cadáver nele sepultado. Se os sepulcros fossem tocados por inadvertência, impedia a pessoa de participar das atividades religiosas, pois ficou impura. É assim o formalismo: pecar sem saber. O formalismo cobre a consciência de que a pessoa está cometendo o pecado.       

Jesus compara a vida dos mestres da Lei e os fariseus a um sepulcro. Não adianta querer esconder cadáveres no porão, porque eles acabam cheirando mal. Como sepulcros caiados, eles parecem justos por fora, mas por dentro estão repletos de hipocrisia e de maldade. De que adiantam a beleza exterior e esplendor externo quando há miséria interior?      

Mas Jesus não se deixa enganar porque ele conhece o coração de cada ser humano. O olhar de Jesus é o de Deus: não fica na superfície, mas penetra profundamente, atinge o coração e vê o que está no íntimo do homem, a parte mais recôndita da alma. É iníquo quem atua contra a Lei de Deus e tem seu coração longe d’Ele.

O cristão que lê o texto do evangelho de hoje precisa voltar a ler conjuntamente Mt 6,1-6.16-18 onde Jesus disse três vezes aos seus discípulos que não vivam como hipócritas, e precisa ler novamente Mt 7,1-5 onde Jesus chama “hipócrita” o discípulo que espera dos demais o que ele mesmo não quer fazer. Isto significa que o perigo de ser como os fariseus está sempre presente na comunidade.       

Não estamos isentos do exibicionismo e da hipocrisia dos escribas e fariseus. Se cada um de nós empregar na busca do bem todo o tempo e todas as energias que desperdiça em mendigar os louvores dos outros, talvez tenha a consciência tranqüila e a satisfação de ser admirado. Mas, preferindo os louvores em vez do bem, ele está convulsionando a ordem das coisas e acabará ficando com o coração vazio.       

A dignidade da pessoa humana não consiste em parecer bom/boa, mas em ser bom/boa. O verniz encobre o mal, mas não o suprime; um sepulcro pintado de branco parecerá menos lúgubre, mas continuará um sepulcro.

Nós andamos, muitas vezes, preocupados com o que os outros pensam de nós. Mas na verdade devemos trabalhar pela pureza de nosso interior para que nossos atos e ações também sejam puros e não simplesmente para agradar ninguém. E nós mesmos também queremos, muitas vezes, que os outros se comportem como desejamos. Na verdade precisamos estar em sintonia com o querer de Jesus Cristo. Jesus quer que estejamos preocupados com a justiça, a fidelidade e a misericórdia, como ele falou no evangelho do dia anterior.

Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós construís sepulcros para os profetas e enfeitais os túmulos dos justos, e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas’. Com isso, confessais que sois filhos daqueles que mataram os profetas. Completai, pois, a medida de vossos pais!”, assim terminou o texto do evangelho de hoje.

Esta última acusação é o ato de ruptura de Jesus com Israel e é um olhar panorâmico sobre toda sua história, uma história de sangue e de recusa contínua de todos os enviados de Deus como se manifestou na parábola dos vinhateiros assassinados (Mt 22,1-14). Mas os contemporâneos de Jesus não se sentem responsáveis: “Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas”. No entanto, sua atuação é uma hipocrisia total, pois eles repetem o passado e enterram para sempre a voz dos profetas que se faz ouvir em Jesus e estão prontos para enterrar a voz de todos os enviados de Jesus, matando-os. Desta maneira, eles completam a obra de seus pais.Os contemporâneos de Jesus fingem ser bonzinhos, mas seu coração está cheio de maldade que se manifesta no assassinato dos enviados de Deus.

A pergunta que cada um de nós deve fazer, como mensagem do evangelho deste dia: “Será que nossa aparência de piedade é autêntica ou falsa?”. O nosso modo de viver é que vai dar a resposta exata para esta pergunta. Porque é que você vira inimigo quando alguém fala a verdade? A mentira dói, mas a verdade liberta. É tão prazeroso viver com o coração limpo, pois podemos ter um sono sadio, a leveza para viver e lutar diariamente.

P. Vitus Gustama,svd

domingo, 23 de agosto de 2026

Terça-feira Da XXI Semana Comum, Ano Par, 25/08/2026

JUSTIÇA, MISERICÓRDIA E FIDELIDADE SÃO ESSENCIAIS PARA A VIDA DO SER HUMANO

Terça-Feira da XXI Semana Comum 

Primeira Leitura: 2Ts 2,1-3a.14-17

1 No que se refere à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa união com ele, nós vos pedimos, irmãos: 2 não deixeis tão facilmente transtornar a vossa cabeça, nem vos alarmeis por causa de alguma revelação ou carta atribuída a nós, afirmando que o Dia do Senhor está próximo. 3ª Que ninguém vos engane de modo algum. 14 Deus vos chamou para que, por meio do nosso evangelho, alcanceis a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. 15 Assim, portanto, irmãos, ficai firmes e conservai firmemente as tradições que vos ensinamos, de viva voz ou por carta. 16 Nosso Senhor Jesus Cristo e Deus nosso Pai, que nos amou em sua graça e nos proporcionou uma consolação eterna e feliz esperança, 17 animem os vossos corações e vos confirmem em toda boa ação e palavra.

Evangelho: Mt 23,23-26

Naquele tempo, disse Jesus: 23 Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós pagais o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho, e deixais de lado os ensinamentos mais importantes da Lei, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vós deveríeis praticar isto, sem contudo deixar aquilo. 24 Guias cegos! Vós filtrais o mosquito, mas engolis o camelo. 25 Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós limpais o copo e o prato por fora, mas, por dentro, estais cheios de roubo e cobiça. 26 Fariseu cego! Limpa primeiro o copo por dentro, para que também por fora fique limpo.

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Viver o Presente Com Responsabilidade Cristã

No que se refere à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa união com ele, nós vos pedimos, irmãos: não deixeis tão facilmente transtornar a vossa cabeça, nem vos alarmeis por causa de alguma revelação ou carta atribuída a nós, afirmando que o Dia do Senhor está próximo. Que ninguém vos engane de modo algum”, é o conselho do autor da Segunda Carta aos tessalonicenses que lemos na Primeira Leitura.

A grande questão das duas Cartas de são Paulo aos Tessalonicenses é a Parusia, isto é, a vinda escatológica de Jesus, a última vinda do Senhor. O Dia do juízo é especificado: trata-se da parusia de Cristo, o “encontro” dos fiéis com Ele e o “Dia do Senhor”. O termo “parusia” significa “presença”, “vinda”. No contexto cristão o termo indica o retorno glorioso de Cristo ressuscitado ao final da história, na qualidade de juiz escatológico.

A mensagem central da Segunda Carta aos Tessalonicenses é esta: o autor da 2Ts quer resolver certas inquietudes e ansiedades provocadas pela demora da vinda do Senhor. A segunda vinda do Senhor (Parusia) é certa, porém seu momento é incerto. Na incerteza do momento da chegada do Senhor todos têm que estar vigilantes, porém sem ansiedade. Todos os seguidores do Senhor devem continuar a construir a cidade terrena onde o amor fraterna reina. Não é por acaso que o autor da 2Ts alerta: “Quem não quer trabalhar também não há de comer. ...que trabalhem na tranquilidade, para ganhar o pão com o próprio esforço (2Ts 3,10.12).

A finalidade da exortação do autor da 2Ts no texto de hoje é para equipar os Tessalonicenses perante o risco de mal-entendido sobre o momento exato deste encontro. Para o autor, o Dia do Senhor não está nada presente nem mesmo iminente. Por isso, pede-se que os Tessalonicenses não fiquem pertubados por causa disso. O autor inisiste para que ninguém se deixe enganar. A parusia não está às portas (2Ts 2,3b-12), porque antes, segundo autor, deve acontecer a “apostasia” e a manifestação do “homem da iniquidade” ou “filho da perdição”, “adversário”, “aquele que está contra tudo o que é divino e sagrado” (2Ts 2,3-4). A apostasia é a deserção (abandono) deliberada da fé e foi contada entre os pecados mais graves, porque marcava o abandono de uma realidade tão preciosa como a própria fé.

Quando o homem iníquo ou perverso for revelado, então Cristo, segundo o autor, o destruirá. Aquele será o momento verdadeiro da parusia do Senhor, que o “matará com o sopro de sua boca, destruindo-o com a manifestação de sua vinda (2Ts 2,8). Cristo na sua parusia, portanto, se apresentará como um guerreiro vitoriosos sobre os inimigos só com a força da sua Palavra e da sua Presença. Certamente, satanás vai colocar em campo todos os seus encantos sedutores, tentando imitar as ações prodigiosas de Deus e dando vazão ao seu poder (2Ts 2,9-10), mas o ápice de seu sucesso será também o início da sua ruína. Por isso, vale a pena ser fiel a Cristo seja no momento de alegria (sem problemas), seja no momento das perseguições.

Alguns cristãos tessalonicenses  estavam persuadidos da iminência do retorno de Jesus Cristo e os esperavam com tal impaciência que eram negligentes em seus deveres cotidianos. São Paulo pretende simplesmente repetir o que Jesus havia claramente proclamado: Ninguém sabe nem o dia nem a hora... o dia do Senhor vem como um ladrão... há que estar sempre vigilantes... (Mc 13; Mt 24; Lc 21). O “dia do Senhor”, segundo toda a tradição profética é o dia que marcará o ato final da história.

Por isso, são Paulo pede aos Tessalonicenses que “não deixeis tão facilmente transtornar a vossa cabeça, nem vos alarmeis por causa de alguma revelação ou carta atribuída a nós, afirmando que o Dia do Senhor está próximo”. Aqui parece dizer que não é iminente a última vinda do Senhor e que os Tessalonicenses não façam caso do rumores sobre visões e revelações neste sentido.

Ao longo da história sempre houve e continua havendo vários períodos em que se agitam os ânimos sobre a possível iminência do fim do mundo. Os sonhadores que anunciam o fim do mundo trazem sempre confusão, especialmente para os inocentes e simples. A orientação de são Paulo vale para qualquer cristão em qualquer lugar e época que assuma a realidade do momento presente, isto é, que faça algo com responsabilidade para o bem de todos. Quem fica pensando somente na morte é sinal de que não está vivendo bem sua vida nem leva a sério a responsabilidade como cristão. Quem fica pensando na morte, perde tempo para fazer o bem.

A vida real tem lugar aqui e agora. E o Deus em Quem acreditamos é um Deus do presente. O Deus em quem acreditamos é Aquele-que-é, que-era e que vem, e que é para mim no momento presente. Deus está presente neste momento quer seja difícil ou fácil, quer alegre ou triste (Cf. Mt 28,20). Eis porque Jesus veio para tirar de nós o peso do passado e as preocupações pelo futuro. “Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. Cada dia basta o seu cuidado” (Mt 6,34). Temos que aprende a viver um dia de cada vez e dar o melhor de nós para o mundo ao nosso redor. Deste modo, a vida vale a pena ser vivida.

Convém para nós olharmos para frente, pois isso nos ajuda a endireitarmos nossa rota e a motivarmos nosso trabalho de cada dia. Não tenhamos medo de praticar  bem mesmo que encontremos dificuldades ou experimentemos o cansaço. O que mais importante para nós é como vamos fazendo o caminho com consciência de o povo peregrino sem cidadania definitiva neste mundo, e como nos preparamos para o encontro derradeiro com o nosso Pai misericordioso.

Por isso, o autor da 2Ts fez uma oração, no fim do texto de hoje, pelo fortalecimento: Nosso Senhor Jesus Cristo e Deus nosso Pai, que nos amou em sua graça e nos proporcionou uma consolação eterna e feliz (boa) esperança, animem os vossos corações e vos confirmem em toda boa ação e palavra. (2Ts 2,16-17).  “A boa esperança pela sua graça” (Elpis agathe). A expressão “Boa esperança” era usada pelas religiões de mistério para descrever a felicidade após a morte. O novo contexto, contexto cristão, muda seu foco para a Parusia do Senhor (cf. 2Ts 1,12).

Viver o Essencial e Viver Em Função Do Bem Comum

Continuamos a acompanhar os “ais” de Jesus endereçados aos dirigentes religiosos do povo (escribas e fariseus). Como foi dito no dia anterior, o capítulo 23 do Evangelho de Mateus é uma página mais dura dirigida aos escribas e fariseus, pois a hipocrisia que eles vivem afeta a vida e a salvação do povo. No texto do evangelho de hoje Jesus desmascara todos aqueles que se escondem atrás de uma fachada religiosa para enganar o povo/os outros com o seu ensinamento.

Jesus se enfrentou abertamente com as autoridades judaicas. Ele os criticava a falta de responsabilidade sobre o povo de Deus, pois só pensavam nos próprio interesses e não no bem comum. As comparações que Jesus faz põe em evidência a mentira com que os fariseus se encobrem. Aparentemente eles são homens puros, mas em seu interior somente acumulam a cobiça, a corrupção e a maldade. Os fariseus se mostram como homens extremamente cumpridores da lei, mas não lhes importa a justiça nem a fidelidade a Deus.

Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós pagais o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho e deixais de lado os ensinamentos mais importantes da lei como a justiça, a misericórdia e a fidelidade”, disse Jesus aos fariseus. Os fariseus (e os escribas) se preocupam em pagar os dízimos até as mínimas coisas, mas esquecem-se de observar o mais essencial. Os pontos essenciais da lei que as normas se referem ao amor ao próximo são a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Justiça indica o comportamento para o homem que compreende todo o campo da justiça social, tal como entendiam os profetas (cf. Am 5,24; Os 4,1-2, etc.). Justo é aquele que vive de acordo com os mandamentos do Senhor resumidos no amor fraterno. Daqui nasce a “misericórdia”, isto é, amar até os que não merecem ser amados (misericórdia= dar o coração aos miseráveis) que tanto se enfatiza neste evangelho: “Ide e aprendei o que significam estas palavras: Eu quero a misericórdia e não o sacrifício” (Mt 9,13; cf. Mt 12,12-13). Da justiça nasce também a “fidelidade” entendida como verdadeiro cumprimento da vontade de Deus (cf. Mt 22,34-40). Jesus não despreza as mínimas coisas, mas que não se esqueça o essencial para a vida e a salvação do homem.

O que essencial no ensinamento de Jesus é amar a Deus e ao próximo. Toda a ação pastoral deve ser direcionada para essa essência. Muitas vezes acontece que gastamos bastante tempo para discutir os secundários, e gastamos menos tempo para o essencial! Ame! Amor. “Por este caminho não há outro caminho”, dizia Santo Agostinho.

Os cristãos receberam, no Batismo, uma das três funções: a função profética. A comunidade cristã é chamada e enviada para continuar a ação profética de Jesus. A comunidade cristã não pode guardar silêncio diante dos que usam o poder sem escrúpulo que enganam o povo com mentiras e projetos fantasiosos e promessas enganosas. Quem tem um olhar profético e permanece em Cristo percebe facilmente tudo que é falso e mentiroso, e logo toma posição contra.

Vós pagais o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho e deixais de lado os ensinamentos mais importantes da lei como a justiça, a misericórdia e a fidelidade”. Os judeus eram minuciosos em algumas bagatelas e não se preocupavam com os assuntos importantes. Jesus nos recorda as grandes exigências de todos os tempos: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Justiça é reconhecer os direitos dos outros, é dar a outro o que lhe compete ou lhe pertence. Não tem como praticar a caridade sem praticar a justiça. Para praticar a caridade o homem tem que reconhecer o direito do outro. Simplesmente, podemos dizer que a justiça é dar a alguém o que é dele e dar a mim o que é meu. A caridade é dar a alguém o que é meu. Do mesmo modo podemos dizer quer não tem como pedir o perdão de Deus se não formos capazes de ser misericordiosos para com os outros. Não tem como sermos fieis, se nossa vida for contaminada pelas traições praticadas violando nossa própria dignidade e conseqüentemente a dignidade dos outros.

Vós pagais o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho, e deixais de lado os ensinamentos mais importantes da Lei, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade”. Hoje diríamos: a ajuda aos mais pobres, a defesa dos débeis e dos oprimidos, a pureza do coração, a honestidade profissional, a justiça social, respeito devido a toda pessoa, e assim por diante. Jesus quer que a fidelidade às observâncias cultuais seja o reflexo de uma fiel observância do amor aos demais durante toda a vida.

Os defeitos apresentados no evangelho de hoje não são exclusivos dos fariseus, podemos tê-los também hoje em dia. Na vida há coisas de pouca importância para as quais há que dar pouca importância. E há outras coisas muito mais transcendentes para as quais vale a pena que se preste atenção a elas. Em outras palavras temos que dar a importância para as coisas de acordo com seus valores para nossa vida e nossa salvação. Temos que saber discernir o que é importante e urgente para ser realizado e o que não é importante nem urgente. Há coisas que são importantes, mas não são urgentes para serem realizadas. É preciso a aprender a viver de acordo com a escala de valores. Para isso, temos que aprender a viver de acordo com os valores. Não podemos nivelar o valor do ouro com o da prata.

Seremos como os fariseus se reduzirmos nossa vida de fé a meros ritos exteriores sem nenhuma ligação com a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Seremos fariseus se dermos mais importância ao parecer do que ao ser, à aparência do que à transparência, ao bonzinho do que ao bom. Tudo é puro quando sai de um coração limpo. A impureza do coração afasta a pessoa da vontade de Deus. Pelo contrário, buscando-se a pureza interior, tudo o mais se torna puro. Autenticidade atrai, a falsidade afasta as pessoas. Uma pessoa simples atrai a simpatia dos outros; uma pessoa complicada afasta as outras pessoas de seu círculo.

Ao fazer qualquer coisa devemos também nos perguntar: Será que aquilo que estou fazendo é essencial? Será que aquilo que estou vivendo e praticando serve para minha edificação e para minha salvação e das pessoas com quem vivo? Não deixemos “de lado os ensinamentos mais importantes da Lei, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade” é a mensagem forte da Palavra de Deus hoje para cada um de nós 

P. Vitus Gustama,svd

sábado, 22 de agosto de 2026

São Bartolomeu, Apóstolo, 24/08/2026

SÃO BARTOLOMEU, APÓSTOLO

24 de Agosto

Primeira Leitura: Ap 21,9b-14

9b Um anjo falou comigo e disse: “Vem! Vou mostrar-te a noiva, a esposa do Cordeiro”. 10 Então me levou em espírito a uma montanha grande e alta. Mostrou-me a cidade Santa, Jerusalém, descendo do céu, de junto de Deus, 11 brilhando com a glória de Deus. Seu brilho era como o de uma pedra preciosíssima, como o brilho de jaspe cristalino. 12 Estava cercada por uma muralha maciça e alta, com doze portas. Sobre as portas estavam doze anjos, e nas portas estavam escritos os nomes das doze tribos de Israel. 13 Havia três portas do lado do oriente, três portas do lado norte, três portas do lado sul e três portas do lado do ocidente. 14 A muralha da cidade tinha doze alicerces, e sobre eles estavam escritos os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.

Evangelho: Jo 1,45-51

45 Filipe encontrou-se com Natanael e lhe disse: “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e também os profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José”. 46 Natanael disse: “De Nazaré pode sair coisa boa?” Filipe respondeu: “Vem ver!” 47 Jesus viu Nata­nael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48 Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49 Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. 50 Jesus disse: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” 51 E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.

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Hoje é a festa de São Bartolomeu, Apóstolo. Seu nome é patronímico porque é formulado com uma referência explicita ao nome do pai.  Bartolomeu quer dizer filho de Tholmay (Bar Tholmay). Tholmay quer dizer arado ou agricultor. O nome de Bartolomeu aparece nos evangelhos sinóticos e nos Atos dos Apóstolos dentro da lista dos Apóstolos (Mt 10, 3; Mc. 3, 18; Lc. 6, 14; At. 1, 13). No Quarto Evangelho (evangelho de João) não se encontra o nome de Bartolomeu. Encontra-se apenas o nome de Natanael duas vezes. A tradição identifica o Apóstolo Bartolomeu com Natanael (Natanael significa dom de Deus ou Deus deu).

Bartolomeu, que era um dos doze apóstolos, foi pintado pelos antigos com a pele em seus braços, porque a tradição diz que seu martírio consistia em que a pele fosse arrancada de seu corpo, enquanto ele ainda estava vivo.

“Da sucessiva atividade apostólica de Bartolomeu-Natanael não temos notícias claras. Segundo uma informação referida pelo historiador Eusébio do século IV, um certo Panteno teria encontrado até na Índia os sinais de uma presença de Bartolomeu (cf. Hist. eccl., V 10, 3). Na tradição posterior, a partir da Idade Média, impôs-se a narração da sua morte por esfolamento (sua pele é tirada de seu corpo), que se tornou muito popular. Pense-se na conhecidíssima cena do Juízo Universal na Capela Sistina, na qual Michelangelo pintou São Bartolomeu que segura com a mão esquerda a sua pele, sobre a qual o artista deixou o seu auto-retrato. As suas relíquias são veneradas aqui em Roma na Igreja a ele dedicada na Ilha Tiberina, aonde teriam sido levadas pelo Imperador alemão Otão III no ano de 983. Para concluir, podemos dizer que a figura de São Bartolomeu, mesmo sendo escassas as informações acerca dele, permanece contudo diante de nós para nos dizer que a adesão a Jesus pode ser vivida e testemunhada também sem cumprir obras sensacionais. Extraordinário é e permanece o próprio Jesus, ao qual cada um de nós está chamado a consagrar a própria vida e a própria morte” (veja: Bento XVI AUDIÊNCIA GERAL Quarta-feira, 4 de Outubro de 2006).

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A festa de qualquer apóstolo nos leva a professarmos nossa fé na Igreja apostólica: “Creiom na Igreja, una, santa, católica e apostólica...” (Símbolo Niceno-Constantinopolitano). “A Igreja é apostólica por ser fundada sobre os Apóstolos, e isto em tríplice sentido:

1.    Ela foi e continua sendo construída sobre “o alicerce dos apóstolo’ (Ef 2,20), testemunhas escolhidas e enviadas em missão pelo próprio Cristo.

2.    Ela conserva e transmite, com a ajuda do Espírito que nela habita, o ensinamento, o depósito precioso, as salutares palavras ouvidas da boca dos Apóstolos.

3.    Ela continua a ser ensinada, santificada e dirigida pelos Apóstolos até a volta de Cristo, graças aos que a eles sucedem na missão pastoral: o colégio dos Bispos assistido pelos presbíteros, em união com o sucessor de Pedro, pastor supremo da Igreja.” (Catecismo Da Igreja Católica, 857).

O texto do evangelho de hoje é lido em função do apóstolo Bartolomeu. E o texto fala sobre Filipe e Natanael em relação a Cristo. A necessidade de comunicar a experiência de Jesus faz com que Filipe vá buscar Natanael, como fez André para Simão Pedro, seu irmão. Filipe identifica Jesus pela sua família e lugar de procedência: “Jesus, Filho de José de Nazaré” (v. 45).      

De imediato, a reação de Natanael é negativa: “De Nazaré pode sair algo de bom?” (v.46). Nazaré não se emciona nunca no Antigo Testamento, mas se converteu em uma das cidades mais famosas depois da vinda de Jesus. É possível que com a frase de desprezo pronunciada por Natanael o evangelista queira refletir sobre a desconfiança que tinham provocado os movimentos de libertação messiânicos, surgidos, sobretudo, na região da Galiléia, aos quais se oporá o messianismo de Jesus.        

Diante do ceticismo de Natanael, Filipe remete-se à experiência. Convida Natanael com palavras quase iguais às que Jesus usou para convidar os dois discípulos de João a irem ver onde residia (Jo 1,39). Mas o convite aqui refere-se à pessoa e não ao lugar. Os que não conhecem a Jesus têm que primeiro conhecê-lo. Jesus jamais se define a si mesmo; o contato com ele é que fará compreender sua pessoa.        

Natanael demonstra seu desejo de ver Jesus e está disposto a comprovar pessoalmente a afirmação de Filipe.        

Jesus assume a iniciativa e descreve Natanael como modelo de israelita porque nele não existe falsidade: Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”.  De onde sai esta frase? “Não há falsidade”, isto é, trata-se de um homem simples,  de um homem reto, de um homem sem duplicidade, de um homem autêntico. Por isso, Jesus sente simpatia por Natanael. A qualificação “verdadeiro israelita” que Jesus aplica a Natanael, o homem sem falsidade, qualifica-o como alguém que conserva a autenticidade da primeira época e não atraiçoou ao seu Deus. Com isso, Jesus mostra sua intenção de integrar o verdadeiro Israel na comunidade de Jesus/messiânica, renovando a eleição feita outrora por Deus (Os 9,10). 

O verdadeiro encontro com Jesus sempre muda a vida de qualquer pessoa completamente. Vários relatos dos evangelhos nos mostram essa verdade. Quando se encontrou com Jesus, Natanael/Bartolomeu mudou completamente de vida: de uma atitude insolente quase agressiva: “De Nazaré pode sair coisa boa?” para uma rendida confissão de fé: “Mestre, Tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel”. O verdadeiro encontro com Jesus transforma: uma pessoa agressiva em uma pessoa doce, gentil, educada; uma pessoa dura em uma pessoa flexível; uma pessoa que ataca em uma pessoa que reconcilia; uma pessoa que atrapalha em uma pessoa que ajuda; uma pessoa preocupada em uma pessoa serena; uma pessoa violenta em uma pessoa pacífica; um bandido crucificado com Ele em companheiro de viagem para o Paraíso: Hoje mesmo tu estarás comigo no Paraíso(Lc 23,43); Zaqueu, de ladrão em amigo de Jesus (Lc 19,2-10); a Samaritana, de uma mulher frívola em evangelizadora (Jo 4,28-30.39-42); São Paulo, de um assassino em grande evangelizador (At 9,1-19); até a água Jesus transformou em vinho saboroso (cf. Jo 2,1-11), pois “para Deus nada é impossível” (Lc 1,37). Basta ler a Bíblia, poderíamos aumentar esta lista. 

A mudança da vida de Natanael/ Bartolomeu brotou de um testemunho, da mediação de Felipe: “Vem e verás!”. Com estas palavras Natanael/ Bartolomeu ficou plasmado e foi ao encontro de Jesus e a partir daquele encontro sua vida mudou completamente; ele passou a ser um dos apóstolos de Jesus, aquele que é enviado para levar o que é digno, o que salva para os outros homens. “Venha e você verá!”. O apóstolo Bartolomeu, plasmado nesta frase, ilumine também nosso viver.

No evangelho de hoje Jesus faz o elogio sobre Natanael/ Bartolomeu: “Ai vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. É muito difícil ser buscador da verdade e estar disposto a ser fiel à mesma, inclusive até sentir o desprezo e abandono de muitos em nome da verdade: tudo para ser apostolo, missionário. Os apóstolos ouviram dos lábios de Jesus: “Ide e pregai, batizai e perdoai, curai e sarai. A primeira missão da Igreja é evangelizar: levar e espalhar o que é bom para a dignidade da vida humana e para sua salvação. 

Os apóstolos acabaram sua vida no martírio como Bartolomeu. Foram testemunhas da verdade, e fieis até a morte. Graças ao testemunho dos apóstolos o evangelho chegou até nós. Nós formamos uma cadeia com eles pelo evangelho. É preciso que continuemos essa obra tirando o que é bom dentro de nós para que todos possam viver felizes como irmãos de uma família evangelizadora apesar da resistência do mundo. O sentido de nossa vida está na partilha do bem e da alegria, na solidariedade e na compaixão com os necessitados e na certeza de nosso futuro com Deus que se inicia já agora neste mundo sendo evangelizadores. O apostolo Bartolomeu interceda por nós! 

A memória dos Apóstolos nos fala de nossa própria vocação. Também fomos chamados por Cristo para ser enviados. Alguém nos apresentou Jesus, um dia, ou alguém nos introduziu na presença de Jesus Cristo, como Filipe para Natanael, ou simplesmente fomos chamados por Cristo através de outros meios, como um retiro ou um encontro de espiritualidade, ou simplesmente ouvimos o que Jesus nos disse: “Segue-me!”. A nós, como para cada um dos Apóstolos, foi confiada uma missão na Igreja conforme nossas capacidades ou talentos e nossas responsabilidades. Não podemos deixar que nossa vocação fique adormecida. Ser enviado (ser apóstolo) para anunciar o bem e servir a Igreja do Senhor nos irmãos faz parte de nosso ser Igreja. Sejamos colaboradores da fé e da Igreja e não consumidores da fé!

P.Vitus Gustama,svd

Quinta-feira Da XXI Semana Comum, Ano Par, 27/08/2026

ESTEJAMOS VIGILANTES NO AMOR, POIS O SENHOR VIRÁ REPENTINAMENTE Quinta-Feira Da XXI Semana Comum Primeira Leitura: 1Cor 1,1-9 ( Ano Par ...