SÃO MATIAS,
14 de
Primeira Leitura: At 1,15-17.20-26
15Naqueles
Evangelho: Jo 15,9-17
Naquele
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Neste
Ao falar do Apóstolo Matias não tem como evitar em falar de Judas Iscariotes, pois Matias foi escolhido para substituir o lugar de Judas Iscariotes. Apesar de ser ecônomo do grupo (Jo 12,,6b; 13,29ª), Judas Iscariotes, na realidade, é qualificado também como “ladrão” (Jo 12,6ª). Fica a pergunta: “Por que o Senhor escolheu Judas Iscariotes como um dos Doze Apóstolos?”. Ninguém é capaz de ter uma resposta. Trata-se do mistério da escolha. Permanece também o mistério da escolha porque Jesus pronuncia um juízo muito severo sobre Judas Iscariotes que entrega o Senhor aos inimigos por trinta moedas de prata (Mt 26,14-16).: “Ai daquele pelo qual o Filho do Homem será entregue” (Mt 26,24). Torna-se mais ainda denso o mistério sobre o destino eterno de Judas Iscariotes que “ se arrependeu e restituiu as trinta moedas de prta aos sumos sacerdotes e aos anciãos, dizendo: ‘Pequei, entregando sangue incocente’ (Mt 27,3-4). Logo depois ele se enforcou (Mt 27,5). Ainda que Judas Iscariotes tenha se afastado para se enforcar, não compete a nós julgarmos o seu gesto, colocando-nos em lugar de Deus, infinitamente misericordioso e justo.
A traição de Judas Iscariotes permanece um mistério, também, apesar de Jesus tratá-lo como um amigo (Mt 26,50). São João diz expressamente que “tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes que entregasse o Senhor” (Jo 13,2). Deus respeita a liberdade humana.
A exemplo de Judas Iscariotes, as possibilidades de perversão do coração humano são verdadeiramente inúmeras. Creio que o único meio de evitá-las consiste em não cultivar uma visão das coisas apenas individualista, autônoma, mas, ao contrário, em colocar-se sempre, de novo, ao lado de Jesus, assumindo seu ponto de vista, pois Ele ama cada ser humano incondicionalmente (Jo 13,1). São Bento dizia: “Nunca desesperar da misericórdia divina”, pois Deus é “maior do que o nosso coração” como diz são João (1Jo 3,20). Tenhamos presentes no nosso coração duas coisas. Primeira: Jesus respeita a nossa liberdade. Segunda: Jesus espera a nossa disponibilidade para o arrependimento e para a conversão, pois Ele é rico de misericórdia e de perdão.
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Pedro,
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E Pedro acrescentou:
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Fundamentalmente, há dois requisitos do apóstolo. Primeiro, o subtituto de Judas Iscariotes deve ser um discípulo da primeira hora, isto é, alguém que condividiu a atividade pública de Jesus, de modo que seja pessoalmente garante da tradição histórica (cf. Lc 1,2). Segundo, Ele deve ser alguém que fez a experiência do Senhor ressuscitado, O encontrou, O viu e escutou, e pode tornar público o testemunho deste fato., pois os Apóstolos são testemunhas do Senhor ressuscitado. Com estas duas condições fica asssegurada a continuidade histórica entre Jesus e a Igreja e para estabelecer a solidez da tradição sobre a qual se fundamenta a fé dos cristãos.
É digno de observar e de levar em conta a eleição do novo apóstolo num clima de oração. Os Onze apóstolo entram em oração para saber a vontade de Deus. Com isso os apóstolos querem nos dizer claramente que a eleição realizada não é obra dos apóstolos e sim totalmente a vontade e a intervenção de Deus. Esta lição é um ótimo ensinamento para nós: temos que deixar abertas nossas decisões à vontade de Deus e inspirar nossas opções nas opções de Deus. A oração é um dos temas preferidos de são Lucas em suas duas obras (evangelho e Atos). O homem precisa do silêncio e da solidão para encontrar Deus e para se encontrar com Deus. Por isso, a oração é também o momento ou lugar da revelação de Deus. O silêncio permite e possibilita a presença da eternidade. O silêncio pode nos levar a encontrarmos o nosso eixo. A vida nunca é o que se consegue. A vida não é o que se tem. Não pode ignorar que tudo quanto se alcança ou se ganha, materialmente, se perde. A vida é o que se é. E só o que se é, permanece. Deus escuta para quem tem tempo para rezar, e fala para quem tem tempo para escutá-Lo. É preciso colocar a vida na oração e a oração na vida. A história de nossa oração é também a história de nossa vida.
É digno de observar e de levar em conta a eleição do novo apóstolo num clima de oração. Os Onze apóstolo entram em oração para saber a vontade de Deus. Com isso os apóstolos querem nos dizer claramente que a eleição realizada não é obra dos apóstolos e sim totalmente a vontade e a intervenção de Deus. Esta lição é um ótimo ensinamento para nós: temos que deixar abertas nossas decisões à vontade de Deus e inspirar nossas opções nas opções de Deus.
Matias foi escolhido através da chamada divina para ocupar o lugar de Judas Iscariotes, como para compensar a traição de Judas. Como sabemos que Judas traiu Jesus, seu Mestre. O Verbo "trair" deriva de uma palavra grega que significa "entregar". Por vezes o seu sujeito é inclusivamente Deus em pessoa: foi ele que por amor "entregou" Jesus por todos nós (cf. Rm 8, 32). No seu misterioso projeto salvífico, Deus assume o gesto imperdoável de Judas como ocasião da doação total do Filho para a redenção do mundo. Matias precisamente ocupa o lugar de Judas Iscariotes. Deus precisa de cada um de nós para completar sua obra de redenção.
Tenhamos consciência de que na Igreja não faltam cristãos indignos e traidores. Mas compete a cada um de nós equilibrar o mal que eles praticam com o nosso testemunho transparente a Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.
O apóstolo é alguém que se sente chamado a amar, a amar até o extremo, a amar além de toda possibilidade humana, a amar a todos, sempre, a amar até a entrega total de si mesmo, a exemplo do prório Jesus. Por isso, o apóstolo, antes de tudo, deve “permanecer no amor”: no amor de Jesus a eles (apóstolos) e no amor do Pai a Jesus: “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor”. Permanecer no amor significa viver em comunhão perfeita que é, ao mesmo tempo, horizontal e vertical, isto é, com os irmãos na fé e com Deus, término último de nosso amor.
“Deus nos ama” é a mensagem muito forte do Evangelho de hoje. O amor de Deus por nós chegou até o extremo de entregar seu próprio Filho para o perdão de nossos pecados e para que n´Ele recebamos a própria vida de Deus. Jesus Cristo, sua vida, seu ministério, suas palavras, suas obras, sua própria pessoa, é a linguagem pela qual Deus nos diz quanto nos ama. Mas de nada servirá esta oferta de amor que Deus faz, se nos fecharmos e não nos deixarmos amar. Nossa felicidade não consiste apenas em ser amados, nem tampouco em amar aos demais como Cristo nos amou. Para que a felicidade seja nossa e chegue à sua plenitude em nós, devemos nos deixar amar, devemos aceitar conscientemente esse amor, devemos caminhar alegres por este amor, seguros e dispostos a tudo num compromisso de totalidade com Aquele que nos ama. Esse amor nos leva a darmos frutos, frutos de amor que permaneçam como um sinal de que glorificamos nosso Deus e Pai.
O amor, que Deus nos tem, nos reúne, como filhos e filhas seus, para participarmos da Mesa em que seu Filho não somente se faz presente entre nós mediante o Memorial de seu Mistério Pascal (Paixão-Morte-Ressurreição) e sim que se converte em alimento de Vida eterna para nós todos. Jesus, tendo nos amado, nos amou até ao extremo. Que abramos nosso ser completamente a esse amor para que o amor de Deus, que nos manifestou em seu Filho Jesus Cristo, seja nosso. O amor é que nos leva para a vida eterna. O amor nos eleva até Deus de amor. O amor nos torna divinos, isto é somos elevados até o Deus de amor. O amor nos torna irmãos para os outros, pois Deus é o Pai Nosso.
Por isso, podemos entender que o maior mandamento do Senhor é amar: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei”. O ponto de referência para nosso amor é o amor que o Senhor tem por nós. De que maneira o Senhor nos amou? São João respondeu: “... tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1), isto é, até a entrega de sua vida na cruz a fim de nos salvar. Por isso, o Senhor Jesus afirma: “Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando”. Ninguém valoriza tanto a vida como quem se expõe a perder a própria vida para que os outros vivam.
Entrar em comunhão de vida com Cristo, portanto, nos leva a aceitarmos ser perdoados e renovados em Cristo Jesus. Na Eucaristia não somente celebramos o amor de Deus por nós e sim que o tornemos nosso, de tal forma que, renovados em Cristo Jesus, não caminharemos sob o impulso de nossos caprichos nem de nossas paixões desordenadas e sim sob o impulso do Espirito de Deus e a Vida nova que de Deus recebemos em Jesus Cristo, Pão da Vida eterna para nós.
Todos os cristãos são chamados a exercer uma vida apostólica. Fazemos parte da Igreja católica-apostólica-romana. O verdadeiro cristão, seguidor de Cristo, se sente chamado a viver este amor “até o fim”, isto é, até a entrega de si mesmo. Não há a verdadeira amizade sem a entrega de si mesmo: “Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando”. Nisto se diferencia o amigo do servo!
São Matias, Apostolo, é pouco conhecido, mas é santo. Ele é como tantos homens e mulheres simples, de caridade enorme, de compaixão sem medida pelo próximo, mas silenciosos na sua missão e cuja vida é desconhecida pela maioria, mas são santos como São Matias: as santas mães, as santas costureiras pelos pobres, santas pessoas que dedicam seu tempo para ajudar os necessitados na caridade fraterna. É como uma formiga num formigueiro, mas ajuda na sua construção. O brilho dos santos silenciosos se marca nas pessoas que eles ajudam, pois eles sempre fazem tudo por amor de Deus e com muito amor a Deus e ao próximo. São “santos Matias” de hoje e de sempre.
P.
Vitus Gustama,svd
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