sexta-feira, 4 de setembro de 2020

08/09/2020:NASCIMENTO DA VIRGEM MARIA


                                                   08/09/20

NATIVIDADE DE MARIA

                                Hoje se celebra a Natividade da Virgem Maria, um convite à alegria |  Comunidade Catolica Pantokrator

 

Primeira Leitura: Mq 5,1-4a

Assim diz o Senhor: 1Tu, Belém de Éfrata, pequenina entre os mil povoados de Judá, de ti há de sair aquele que dominará em Israel; sua origem vem de tempos remotos, desde os dias da eternidade. 2Deus deixará seu povo ao abandono, até ao tempo em que uma mãe der à luz; e o resto de seus irmãos se voltará para os filhos de Israel. 3Ele não recuará, apascentará com a força do Senhor e com a majestade do nome do Senhor seu Deus; os homens viverão em paz, pois ele agora estenderá o poder até aos confins da terra, 4e ele mesmo será a Paz.


Evangelho: Mt 1,18-23

18 A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19 José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria em segredo. 20 Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21 Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”.  22Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23 Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”.


"Tu formaste os meus rins, tu me teceste no seio materno. Eu te celebro por tanto prodígio, e me maravilho com as tuas maravilhas. ... Meus ossos não te foram escondidos quando eu era modelado, em segredo, tecido na terra mais profunda. Teus olhos viam o meu embrião. No teu livro estao todos inscritos os dias que foram fixados e cada um deles nele figura”

(Sl 139/138,13-16)


Este Salmo nos mostra que nascemos para este mundo por desígnio de Deus. Somente em Deus podemos encontrar a razão de nosso ser e existir neste mundo. É assim também o nascimento de Maria.


No dia 08 de setembro celebramos a festa da Natividade de Nossa Senhora. Esta festa em honra de Nossa Senhora se originou em Jerusalém, como a solenidade da Assunção. Trata-se da festa da conhecida basílica, no fim do século V, como basílica “Sanctae Mariae ubi nata est” (onde Santa Maria nasceu), e agora conhecida como basílica de Sant´Ana. No século VII, no rito bizantino e em Roma, neste dia celebrava-se a Natividade de Nossa Senhora. A eterna eleição de Cristo leva consigo a eleição de Maria, sua Mãe. O Filho e a Mãe são inseparáveis pelo mistério e não apenas pelo sangue. Por isso, a celebração da natividade de Maria nos leva para uma compreensão geral da história da salvação.


Nada nos diz explicitamente o Novo Testamento sobre o nascimento de Maria (somento o relato do nascimento do Filho). Nem sequer nos dá a data ou o nome de seus pais, ainda que segundo a lenda eles se chamavam Joaquim e Ana. Segundo a Tradição, a Virgem, Mãe do Senhor, nasceu em Jerusalém. A Liturgia oriental celebra o nascimento de Maria cantando poeticamente que este dia é o prelúdio da alegria universal em que começaram a soprar os ventos que anunciam a salvação. Por isso, nossa liturgia nos convida a celebrarmos com alegria o nascimento de Maria, pois dela nasceu o Sol de justiça, Cristo Nosso Senhor.


Em outras palavras, a natividade de Maria é celebrada por causa do nascimento de Cristo. Através de Maria é cumprido o desígnio de salvação de Deus que atravessou tantas gerações desde Abrão-Davi, como relatou o texto da genealogia de Jesus no Evangelho de Mateus que antece o texto proclamado nesta festa (Mt 1,18-23). Através da genealogia (Mt 1,1-16), Maria-Mãe é inserida no mistério do Filho-Deus-Conosco. Consequentemente, a natividade de Maria é, de certa forma, um “mistério” que deve ser celebrada, pois pertence ao “mistério do Filho”. Nisto podemos entender o oráculo do profeta Miqueias  que lemos na Primeira Leitura (Mq 5,1-4ª).


Tudo o que sabemos a respeito do nascimento de Maria se encontra no Evangelho apócrifo de Tiago segundo o qual Ana, sua mãe, se casou com um proprietário rural chamado Joaquim, Galileu de Nazaré. Joaquim significa “o homem a quem Deus levanta”. Descendência da família real de Davi. Levavam vinte anos de matrimonio e o filho tão sonhado não chegava. Os hebreus consideravam a esterilidade como uma prova do castigo do céu. Eram, por isso, menosprezados. No Templo, Joaquim ouvia as murmurações sobre os dois (Joaquim e Ana) como indignos de entrar na casa de Deus. Ana intensificou suas orações, implorando a graça de ter um filho. Joaquim e Ana foram premiados com o nascimento de uma filha única, Maria. Nasceu uma santa, fruto do presente de Deus pelas orações assíduas de Joaquim e Ana.


Maria, cheia de graça (Lc 1,28), vivia como uma perfeita filha de Deus, entre homens que havia perdido a filiação divina por causa do pecado. Maria como cheia de graça não pecou jamais. Ela nunca usou sua vida para pecar. A expressão “cheia de graça” (Lc 1,28) já diz tudo. A vida de Maria é plenificada pela graça de Deus.


Esforcemo-nos a viver como Maria: Maria criança, Maria adolescente, Maria jovem, Maria mãe carinhosa e solícita, trabalhadora, paciente na pobreza, nas perseguições e humilhações e nas adversidades. Educadora com a palavra e a vida de seu Filho, de seus filhos e filhas que somos nós todos. Assim seremos motivo de consolo, de força e de gozo para todos ao nosso redor.


A festa da natividade de Maria é uma das festas mais arraigadas na tradição popular cristã, pois o que se contempla biblicamente é o esplendor da aura, do nascimento, do auge da maternidade do Redentor que nos salva. Maria é, hoje, com efeito, como a aurora que anuncia a aparição do Sol da justiça, da vida, do amor. No plano de Deus, Maria faz parte dos segredos de Deus, e será a mulher que acompanha o Messias em seu caminho de salvação de toda a humanidade.


Esta festividade nos situa no marco de uma história na qual surge a ação divina a partir de baixo e proclama a num Deus que não tarda em cumprir Suas promessas. A partir deste acontecimento o cristão descobre em cada momento um momento de salvação. O krónos (tempo medido pelos segundos) se transforma em kairós (tempo da graça divina). O tempo é carregado da ação salvífica de Deus. A história carrega consigo os sinais de Deus que o ser humano precisa decifrar seu sentido. Deus atua em cada passo do campo humano de cada dia suscitando homens e mulheres, como Maria, Mãe do Senhor, que fazem possível e sacramental o atuar de Deus em função da salvação da humanidade. Assim foi Maria, com seu nascimento, fez possível a ação de Deus no mundo. De fato, percebemos que Deus não abandona a humanidade.


Nos textos litúrgicos escolhidos para honrar hoje a Maria não se fala na natividade de Maria: um fato que ficou no anonimato. Nos desígnios de Deus, a humildade, o silêncio, o passar desapercebido, é uma atitude habitual. Somente os acontecimentos posteriores vão iluminando em cada passo o mistério escondido no nascimento.


A liturgia se fixa no grande acontecimento da natividade de um Menino, de um Eleito, Predestinado: Jesus que, provindo da casa e da família de Davi, dá cumprimento a quanto na Bíblia se disse sobre o Messias, o Salvador.


Mesmo assim, pelos mesmos textos que nos propõe a liturgia desta festa não cabe dúvida de que existe uma estreita relação entre nascimento de Jesus e o de Maria. A importância desta festa é assinalada pela figura e pelo papel desta Mulher. Por seuSim” ao projeto de Deus, por seu amor e seus cuidados, por sua no Deus libertador é que Deus põe nela Sua morada. E por sua esperança é que Maria encarna as esperanças de seu povo.


Para explicar a origem de Jesus, no evangelho lido neste dia, o evangelista Mateus emprega um recurso literário utilizado na antiguidade que é a genealogia. As genealogias serviam para conhecer os antepassados de uma pessoa, e isto era de suma importância na cultura dos povos do oriente antigo, na qual o indivíduo se entendia a si mesmo e era visto pelos demais como parte de um grupo com que estabelecia uma relação de parentela pelos laços de sangue e da carne. A família era o depósito de honra acumulado por todos os antepassados, e cada um de seus membros participava da dita honra e era obrigado a defendê-la.


A intenção de Mateus ao começar seu evangelho com a genealogia é dar a conhecer a ilustre ascendência de Jesus, que se remonta nada menos que a Davi e a Abraão, apresentando-o assim como um personagem muito importante e honrável para os olhos de seus contemporâneos.


Através da genealogia Mateus quer nos dizer que Jesus é da descendência de Davi. Em outras palavras, Jesus é o Filho de Davi. Mais tarde este título sairá da boca dos dois cegos: “Filho de Davi, tem piedade de nós!” (Mt 9,27). E na sua entrada em Jerusalém Jesus será clamado de “Filho de Davi”: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor. Hosana no mais alto do céu!” (Mt 21,9).   Hosana (hebraico) = Salva, eu te peço! (cf. Sl 118,25).


Mas Mt não pára na identidade de Jesus como “Filho de Davi”. Através deste capítulo primeiro do seu evangelho Mt quer realmente nos mostrar que Jesus é o Filho de Deus, o Emanuel, que ele explicará nos vv. 18-24. Para explicar que Jesus é o Filho de Deus, Mt usa na genealogia a palavra “GERAR”: “Abraão gerou... Jacó gerou... Judá gerou... e assim por diante”.


 A palavra “gerar” na linguagem bíblica significa transmitir não apenas o próprio ser, mas também a própria maneira de ser e de comportar-se. O filho é a imagem do pai. Por esta razão, a genealogia se interrompe bruscamente no versículo 16 para dizer que José não é o pai natural de Jesus, mas apenas é o pai legal: “Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo”. (Nos vv 18-24 Mateus vai explicar detalhadamente esta questão). Isto quer nos dizer que a Jesus pertence toda a tradição anterior, mas ele não é imagem de José. Seu único pai será Deus; seu ser e sua ação vão refletir os do próprio Deus.


A lista de pessoas nesta genealogia contém alguns dos mais significativos nomes como também alguns nomes que têm má fama; contém tanto pecadores como santos.


Dos 14 reis judeus que Mateus elenca entre Davi e a deportação somente dois (Ezequias e Josias) poderiam ser considerados fiéis aos padrões de Deus. O resto não passou de um estranho bando de idólatras, assassinos, incompetentes e adoradores de poder e prodígios. O próprio Davi foi uma surpreendente combinação de santo e pecador. Houve naturalmente o assassínio premeditado do marido de Betsabé (Urias) de modo que Davi pudesse possuir legalmente a viúva.


Mas Deus é aquele que cumpre seus propósitos através daqueles que outros considerariam como não importantes e facilmente esquecíveis. Deus se serve tanto de instrumentos fracos como de instrumentos saudáveis, pois o agente principal da salvação é o próprio Deus.


Além dos reis fracos e pecadores, a escolha de mulheres mencionadas na genealogia é surpreendente. Nada ouvimos ou lemos a respeito das santas esposas patriarcais como Sara, Rebeca ou Raquel. Mt coloca na genealogia quatro mulheres de má fama:

·        Tamar: Uma cananéia, estrangeira que teve caso com o sogro, Judá.

·        Raab: Era uma verdadeira prostituta, mas que protegeu os espiões israelitas que tornou possível a conquista de Jericó (Josué 2).

·        Rute: Foi outra estrangeira, uma moabita que se relacionou com Booz cujo resultado foi o nascimento de uma criança que seria o avô do Rei Davi.

·        Betsabé: É uma vítima da luxúria de Davi, de quem nasceu Salomão, sucederia Davi na monarquia.


Todas estas mulheres tinham, então, uma história conjugal com elementos de escândalo e desespero humano. No entanto, eram instrumentos ativos do Espírito de Deus na continuação da sagrada linha do Messias.


Mateus quer nos relembrar e transmitir um Deus que não hesitou em usar a torpeza tanto quanto a nobreza, a impureza tanto quanto a pureza, homens a quem o mundo ouviu atentamente e mulheres que o mundo censurou. Este Deus continua a trabalhar com a mesma mistura e continua a nos surpreender. Tudo isso mostra que Deus está no comando da história. Ele é o agente principal e o homem é apenas um colaborador.


Deus pode nos usar como Seus instrumentos apesar de sermos pecadores, fracos, incapacitados e assim por diante. Mas que tenhamos uma disponibilidade de Maria para servir esse Deus que nos compreende profundamente nossos defeitos. Servir é uma adoração em ação, é uma continuação da minha adoração. Servir é prestar ajuda sem esperar recompensa e reconhecimento, pois servir significa ser servo e o servo está sempre à disposição de seu senhor. Quem serve com o Espírito de Deus jamais murmura, pois o tempo é precioso para ele. Quem não vive para servir não serve para viver tanto para si próprio como para os demais.


Nesta festa e na Eucaristia o Senhor se dirige a nós através de Sua Palavra pela qual nos convida a nos convertermos em fieis discípulos Seus, conhecendo, escutando Sua Palavra e pondo-a em prática. Ele nos mostrou que a vida da fé não pode limitar-se à oração. Cristo, o Senhor, entrega sua vida por toda a humanidade sem ter em conta classes sociais, etnias nem culturas. Se, nesta celebração do Mistério Pascal de Cristo, nós entramos em comunhão de vida com o Senhor, deixemos que Seu Espírito transforme nossa vida e faça de nós um sinal do amor de Deus nos diversos ambientes em que se desenvolve nossa existência. Deus nos chama a dar a vida para que todos tenham vida e a tenham em abundância a exemplo de Jesus (cf. Jo 10,10). Deus quer que em nosso coração tenha espaço para todos como o coração de Maria que cabe para toda a humanidade que Deus quer salvar.


A oração “Ave Maria” e “Salve Rainha” há um laço muito misterioso que une a Santa Virgem com os pecadores: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte”. A Igreja sempre viu em Maria, Mãe da Igreja, a grande intercessora pelos pecadores. No Salve Rainha, Maria é chamada “Mãe de Misericórdia” para que também nós clamemos e suspiremos. Maria é chamada de “nossa Advogada” e por isso, pedimos que Ela lance seu olhar de ternura sobre nós e nos mostre Jesus, bendito fruto do seu ventre. Sobre este laço misterioso entre Maria e os pecadores, o Papa Francisco comentou: “Maria é Mãe de todos os pecadores, do mais ao menos santo. É Mãe. Maria acompanha a estrada de nós pecadores, cada um com seus pecados. ‘Rogai por nós pecadores’ significa dizer: Sou pecador, mas a Senhora cuida de mim. Maria é Aquela que nos protege” (Ave Maria, Ed. Planeta, 2019, p.88).


Além disso, dirigimos a Maria, nossa Mãe, a seguinte oração: “Á vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita”. Nesta oração encontra-se a noção de “refúgio”, isto é, de um lugar espiritual, lugar onde o Espírito de Deus domina (ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo) e por isso, qualquer pecador arrependido pode se abrigar contra todos os ataques do adversário.

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Desejamos, neste dia 08 de setembro, muitas felicidades e muitas bênçãos para todos os verbitas no mundo inteiro. Hoje a Congregação do Verbo Divino, SVD faz o aniversário de sua fundação (08/09/1875).


Sobre Maria, Mãe de Jesus, a quem tinha muito amor e devoção, Santo Arnaldo Janssen, fundador da SVD, Societas Verbi Divini (e mais duas congregações femininas: SSpS e SSpS da Adoração Perpétua) dizia: “A relação de Maria com a Santíssima Trindade é a de filha, mãe e esposa. De todas as filhas da terra ela foi a escolhida do Pai celeste. O Filho Eterno a elegeu como mãe para que pudesse assumir a carne humana. O Espírito Santo a amou como esposa e fez dela um vaso santo e eleito das divinas graças. A humildade da Rainha dos Anjos foi uma virtude marcante. Ela que disse: "Eis aqui a escrava do Senhor”. Temos de aprender de Maria, de quem a escritura fala: ”Ela guardava todas estas palavras em seu coração”(Lc 2,19)”.


Santo Arnaldo Janssen levava a sério a vontade de Deus, como Maria que se entregou totalmente à vontade de Deus através do seu Fiat, “Faça-se!”: “Que a santa vontade de Deus seja bendita para sempre! Temos que adorar esta vontade e abraçá-la com amor, se queremos agradar a Deus. Peço ao bom Deus que nos permita reconhecer sua santa vontade e nos conceda uma alegre serenidade em cumpri-la”.


” Não são as longas orações e sim as ações generosas que comovem o coração de Deus” (Santo Arnaldo Janssen). “A confiança é a chave do incomensurável tesouro de Deus. A confiança em Deus é a virtude da qual o missionário deve haurir toda força e todo auxílio. O missionário deve ser um autêntico herói da confiança em Deus. A amabilidade é a palavra que anima, levanta, consola e fortalece. Assim como o orvalho refresca e embeleza as plantas que murcham”.


“Quem vive sempre unido a Deus, o mundo lhe pertence e cada dia é um milagre. Quem reza, prende a Terra ao Céu”. (Idem)


“A vontade de Deus é sempre salutar, mesmo quando não corresponde aos nossos desejos” (idem).


” Sempre é necessário rezar muito. A vida sem oração é o caminho certo para o inferno. E A língua que todos entendem é a linguagem do amor” (São José Freinademetz, um dos dois primeiros missionários da SVD enviados para a China aos 02 de março de 1879).


ORAÇÃO AOS NOSSOS SANTOS: ARNALDO JANSSEN E JOSÉ FREINADEMETZ


Deus, Pai de amor, Vós chamastes Arnaldo e José a seguir o Vosso Filho, o Verbo Divino, para proclamar o Evangelho a todos os povos. Ardentes de amor por Ele e repletos de seu espirito, dedicaram-se totalmente à obra da propagação do Vosso Reino de amor e de paz. Que o testemunho desses santos continue inspirando-nos hoje assim como inspirou tantas gerações de missionários e missionarias em muitos lugares no mundo. Como a eles, inflamai nossos corações de amor ardente a Jesus, que nos chamou a mesma missão. Ensinai-nos a construir comunidades onde se aprenda o diálogo e se criem relacionamentos geradores de vida. Que a total doação de Vosso Filho na Eucaristia seja exemplo para a nossa vida em comunidade, para que nos tornemos sinais do amor infinito que tendes pelo mundo. Ensinai-nos a experimentar a alegria na diversidade dos povos e transformai o nosso mundo em um só coração vivificado pelo Espirito de Jesus. Amém


Viva Deus Uno e Trino em nosso corações e nos corações de todas as pessoas. Amém!

                                     P. Vitus Gustama,svd





quinta-feira, 3 de setembro de 2020

07/09/2020:VALOR INCALCULÁVEL DO HOMEM

                                                 07/09/202

O BEM DO HOMEM ESTÁ ACIMA DE QUALQUER LEI POR SAGRADA QUE ELA PAREÇA SER

Segunda-Feira da XXIII Semana Comum

                            É PRECISO CAMINHAR  

Primeira Leitura: 1Cor 5,1-8

Irmãos, 1 é voz geral que está acontecendo, entre vós, um caso de imoralidade; e de imoralidade tal que nem entre os pagãos costuma acontecer: um dentre vós está convivendo com a própria madrasta. 2 No entanto, estais inchados de orgulho, ao invés de vestirdes luto, a fim de que fosse tirado do meio de vós aquele que assim procede? 3 Pois bem, embora ausente de corpo, mas presente em espírito, eu julguei, como se tivesse aí entre vós, esse tal que tem procedido assim: 4 Em nome do Senhor Jesus — estando vós e eu espiritualmente reunidos com o poder do Senhor nosso, Jesus—, 5 entregamos tal homem a Satanás, para a ruína da carne, a fim de que o espírito seja salvo, no dia do Senhor. 6 Vós vos gloriais sem razão! Acaso ignorais que um pouco de fermento leveda a massa toda? 7 Lançai fora o fermento velho, para que sejais uma massa nova, já que deveis ser sem fermento. Pois o nosso cordeiro pascal, Cristo, já está imolado. 8 Assim, celebremos a festa, não com velho fermento, nem com fermento de maldade ou de perversidade, mas com os pães ázimos de pureza e de verdade.


Evangelho: Lc 6,6-11

Aconteceu num dia de sábado que, 6 Jesus entrou na sinagoga, e começou a ensinar. Aí havia um homem cuja mão direita era seca. 7 Os mestres da Lei e os fariseus o observavam, para ver se Jesus iria curá-lo em dia de sábado, e assim encontrarem motivo para acusá-lo. 8 Jesus, porém, conhecendo seus pensamentos, disse ao homem da mão seca: “Levanta-te, e fica aqui no meio”. Ele se levantou, e ficou de pé. 9 Disse-lhes Jesus: “Eu vos pergunto: O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?” 10 Então Jesus olhou para todos os que estavam ao seu redor, e disse ao homem: “Estende a tua mão”. O homem assim o fez e sua mão ficou curada. 11 Eles ficaram com muita raiva, e começaram a discutir entre si sobre o que poderiam fazer contra Jesus.

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Viver De Acordo Com a Moral Cristã e Correção Fraterna

Irmãos, é voz geral que está acontecendo, entre vós, um caso de imoralidade; e de imoralidade tal que nem entre os pagãos costuma acontecer: um dentre vós está convivendo com a própria madrasta”, escreveu são Paulo duramente para a comunidade de Corinto.

 

A Primeira Carta de são Paulo para a comunidade de Corinto trata de dois grande temas que divide a Carta em duas partes. Os capítulo 1-6 falam das divisões e escândalos  dentro da comunidade. E os capítulos 7-15 tratam da solução de problemas. O texto da Primeira Leitura de hoje se encontra no contexto da primeira parte.


Especificamente, nos capítulos 5 e 6 da Primeira Carta aos Coríntios, são Paulo trata de dois problemas que surgiram dentro da comunidade que eram verdadeiramente scandalos, pois “de imoralidade tal que nem entre os pagãos costuma acontecer”. Em 1Cor 5 são Paulo fala do escândalo de ordem moral (convivência marital com a madastra). Trata-se do pecado de luxúria.  E em 1Cor 6 fala do escândalo contra a fraternidade.


Nestes dois capítulos (1Cor 5-6) percebemos que nem tudo foi luzes nas primeiras comunidades cristãs, porque houve também sombras: pecadores e pecados. A reação de são Paulo é bem firme e bem grave, pois a situação é grave: “Esses não herdarão o Reino de Deus” (1Cor 6,9-10). Nesta afimação está a chamada à conversão contínua. São Paulo compreende, desculpa e sabe tomar decisão firme diante de uma situação não conveniente para um cristão, pois a vida cristã é algo para ser levada a sério, pois somos membros de Cristo (1Cor 6,15) e do Espirito Santo de Deus que habita em nós (1Cor 3,16-17; 6,19-20). Trata-se de um ensinamento precioso e muito atual.


O texto da Primeira Leitura nos mostra que na comunidade de Corinto não tinha apenas as divisões internas (grupinhos rivais dentro da comunidade), mas também uma série de desordens morais. Se as desordens morais do tipo apresentado no texto de hoje que é a convivência marital com a mulher do próprio pai (relação com madastra) eram inconcebíveis entre os pagãos, quanto mais não deveriam acontecer numa comunidade cristã, como a de Corinto. O caso continua sendo grave porque tanto a lei judaica, como a romana, como a moral cristã proíbem terminantemente tal convivência.


São Paulo decide escrever para a comunidade de Corinto sobre o caso, pois ele acha estranho que entre os Coríntios se permita sem maior oposição diante dessa desordem no seio da comunidade: “Um dentre vós está convivendo com a própria madrasta. No entanto, estais inchados de orgulho, ao invés de vestirdes luto, a fim de que fosse tirado do meio de vós aquele que assim procede?”.  Para são Paulo o culpado de tal delito deve ser excluído da comunidade cristã e a própria comunidade é encarregada para esta decisão.


E o próprio são Paulo manifesta sobre um membro da comunidade que pratica o delito (convivência marital com a própria madastra) com a reprovação: “Em nome do Senhor Jesus — estando vós e eu espiritualmente reunidos com o poder do Senhor nosso, Jesus—, entregamos tal homem a Satanás, para a ruína da carne, a fim de que o espírito seja salvo, no dia do Senhor” (1Cor 5,4-5). É uma frase difícil de interpretar. Não se fala no texto se o pai ainda estava vivo ou se já morreu. O texto também não manifesta nenhum interesse se a madastra não era cristã. Mas são Paulo toma esta medida, por drástica que pareça, com uma intenção medicinal: “Entregamos tal homem a Satanás, para a ruína da carne, a fim de que o espírito seja salvo, no dia do Senhor” (Cf. Mt 18,6.8-9).


Aqui são Paulo já insinua claramente que o pecado de um cristão e a reconciliação do pecador são algo de toda a Igreja. Com efeito, os pecados não são assunto particular entre o pecador e Deus. A comunidade eclesial tem, segundo são Paulo, a responsabilidade de urgir e confirmar fraternalmente e ministerialmente a santidade de seus membros, por meio de sacramentos. Quando a santidade for quebrada por algum membro, a comunidade tem responsabilidade de alertá-lo e corrigi-lo fraternal e ministerialmente (Cf. Mt 18,15-18). Este é o sentido eclesial do sacramento da Penitência que são Paulo quer nos recordar.


Uma das mensagens do texto é que a comunidade deve sentir-se corresponsável do bem de cada um de seus membros. Quando detecta uma falta grave, deve exercer a correção fraterna como Jesus nos ensinou no Evangelho (Cf. Mt 18,15-18).


São Paulo põe a comparação do pão ázimo, sem fermento, que é o que os judeus usavam e continuam usando para a Páscoa. E ele aplica essa imagem à comunidade, que deve ser toda ela “pão ázimo”, sem “fermento de maldade ou de perversidade”, e sim um pão “azimo de pureza e de verdade”. Nós cristãos sempre vivemos na Páscoa, porque Cristo é o Cordeiro Pascal que foi imolado para nossa salvação.


 O motivo é que uma situação assim vai contra os valores básicos da ética humana e sobretudo, a ética cristã. Há fatos maus, pontualmente, porque todos nós somos débeis e pecadores e, portanto, dispostos à tolerância. Mas aqui se trata de situações continuadas, públicas, de incoerência grave com a identidade cristã, que podem se tornar contigiosas para toda a comunidade cristã, pois “um pouco de fermento leveda a massa toda”. Às vezes, o “fermento velho”, que pode contagiar toda a comunidade, se refere a problemas ideológicos. Outras, como no texto de hoje, se refere a atitudes de moral.


O Salmo Responsorial de hoje (Sl 5) nos fala de Deus que não quer o mal: “Não sois um Deus a quem agrade a iniquidade, não pode o mau morar convosco; nem os ímpios poderão permanecer perante os vossos olhos. Detestais o que pratica a iniquidade e destruís o mentiroso. Ó Senhor, abominais o sanguinário, o perverso e enganador. Mas exulte de alegria todo aquele que em vós se refugia; sob a vossa proteção se regozijem, os que amam vosso nome!”. Jesus que nos ensinou o perdão e a correção fraterna, também pronunciou umas palavras: “Se nem mesmo à Igreja der ouvido, trata-o como o gentio ou o publicano” (Mt 18,17), e “melhor lhe fora ser lançado ao mar com uma pedra de moinho enfiada no pescoço do que escandalizar um só destes pequeninos” (Lc 17,1-6).


São Paulo quer nos relembrar que somos criaturas novas em Cristo. nós que estamos unidos a Cristo por meio da fé e do Batismo não podemos continuar vivendo sob o sinal do pecado; não podemos facilitar a convivência de Cristo e do diabo dentro de nós. aquele que pertence a Cristo deve ser o fermento novo capaz de fazer fermentar a massa para convertê-la em alimento bom para todos. A Igreja deve alimentar toda a humanidade com as esperanças de salvação. devemos ser um sinal de Cristo ressuscitado. Homens novos pela presença do Espirito de Deus em nós. Por isso, quando nos dermos conta de que o mal começa a nos apropriar, teremos que iniciar imediatamente um processo de conversão para voltar ao Senhor com sinceridade, e não podemos ficar numa hipocrisia religiosa, dando ao Senhor o culto, enquanto nosso coração está longe d´Ele. Se somos de Cristo, então não podemos ir atrás da maldade e sim atrás do Espirito de Deus que nos conduzirá à Verdade plena e nos converterá em testemunhas autenticas do amor e da misericórdia que Deus tem para todos. Deus nos ama até o extremo aapesar de nossos grandes pecados. Ele não quer a morte do pecador e sim que ele se converta e viva. Ele continua nos comunicando sua vida na Eucaristia, fonte de amor, de vida e de salvação para nós, como também em outros sacramentos da Igreja. unidos a Cristo temos que passar a vida fazendo o bem a todos. Assim a Igreja de Cristo será no mundo um sinal de amor misericordioso e libertador de Deus, que sara as feridas que o pecado, a marginalização, o desprezo, a perseguição injusta, a pobreza ou a enfermidade causaram em muitos irmãos nossos. Mas quem permanece no pecado, está se ecluindo de misericórdia de Deus que nos manifestou em seu Filho, Jesus Cristo.


É Preciso Praticar o Bem Em Qualquer Lugar e Tempo e Para Qualquer Pessoa

O que é permitido fazer no Sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?”.


“Multiplicamos os lugares e coisas sagradas para nos eximirmos de reverenciar o homem, que é o mais sagrado sobre a terra. Rasgamos nossas roupas quando alguém profana um templo, e nos tornamos insensíveis diante da profanação diária do homem. Não endeuse as pessoas notáveis, esquecendo que toda pessoa é sagrada”, escreveu René Juan Trossero, escritor e psicólogo argentino.


Estamos na parte do evangelho de Lucas onde se encontram cinco discussões ou controvérsias entre Jesus, de um lado, e os fariseus e escribas, do outro lado (Lc 5,17-6,11). Jesus é Aquele que vem para dar o perdão àqueles que O acolhem com fé e simplicidade (Lc 5,17-26). Para os fariseus e escribas quem pode perdoar é somente Deus. Ao perdoar o paralítico, segundo eles, Jesus está blasfemando (Lc 5,21). Jesus é Aquele que vem como “médico” que cura os males e acolhe os pecadores para mostrar-lhes o caminho de Deus, possibilitando-lhes, assim, a conversão (Lc 5,27-32). Os fariseus e escribas não aceitam o comportamento de Jesus ao comer e beber com os cobradores de impostos e os pecadores (Lc 5,30), pois isso mostraria o nivelamento das relações. Para eles os publicanos e os pecadores têm que ser excluídos da convivência, pois são perdidos da Lei de Deus. Nas outras três controvérsias Jesus mostra o caminho da liberdade em oposição ao legalismo dos fariseus e escribas: Jesus mostra qual é o significado do verdadeiro jejum (Lc 5,33-39), como deve se comportar diante da vida em jogo (fome e doente) mesmo que esse comportamento esteja contrário à lei sabático (Lc 6,1-11), mostrando que o sábado foi feito para o homem e não o contrário (cf. Lc 6,5). Em nome do homem que necessita da salvação Jesus é capaz de “transgredir” a lei por sagrada que ela pareça ser.


“O que é permitido fazer no Sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?”. A omissão do bem é um mal. Não praticar o mal não significa que alguém pratique o bem. Mas quem pratica o bem se afasta do mal. É fácil odiar o mau por ser mau. O difícil é amá-lo por ser homem” (Santo Agostinho. Epist. 153,3). Nao basta não praticar o mal; é preciso praticar o bem e a bondade.


Não é fácil suportar na terra Aquele que declara o fim da falsidade, da opressão, do legalismo, da religião fácil e cômoda, da religião que se preocupa apenas com as regras ou com os preceitos e não com a necessidade vital de um ser humano. É muito difícil aceitar alguém como Jesus que coloca a pessoa humana acima de qualquer lei religiosa e de qualquer atividade. O “defeito” de Jesus é fazer o bem para qualquer pessoa e em qualquer situação e lugar sem se preocupar com a lei religiosa. Jesus passou a vida fazendo o bem, pois “Deus estava com Ele”, assim disse Pedro na sua pregação (At 10,38). Em nome do bem que deve ser realizado Jesus não quer saber das leis por sagradas que elas pareçam ser nem quer saber se o dia é o de preceito ou não. Em nome de um ser humano necessitado de libertação, Jesus não quer saber das conseqüências por graves que elas sejam como a morte na cruz. Em nome de um ser humano necessitado de libertação Jesus é capaz de “transgredir” uma lei que para o ser humano é sagrada. Para Jesus o que é sagrado é o ser humano, pois ele é o filho de Deus e é o templo do Espírito Santo (1Cor 3,16-17).


Por isso, aquele que é marginalizado e excluído é colocado no meio (Lc 6,8). Ao ser colocado no meio, o homem necessitado se torna centro para todos. Como se Jesus quisesse dizer aos presentes: “Em tudo o ser humano deve ser levado em consideração e deve ser o foco de qualquer atividade”.  Aquele que estava à margem segundo os critérios da sociedade, está no meio pelos critérios de Jesus. E Jesus o curou mesmo sendo num sábado, o dia sagrado para os seus contemporâneos. Para Jesus a libertação dos necessitados é mais importante do que todas as regras sabáticas por mais sagradas que elas pareçam ser. O amor pelo ser humano para Jesus é a exigência absoluta de sua vida (cf. Rm 13,10). O amor é que norteia toda a atividade de Jesus mesmo que ele seja odiado por isso. Podemos entender a pergunta feita por Jesus para todos os presentes para que seja refletida: “O que é permitido fazer no Sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?” (Lc 6,9). O livro de Provérbio diz: “Não negues um favor a quem necessita, se tu podes fazê-lo” (3,27). ... “O desejo dos justos é somente o bem, a esperança dos ímpios é a cólera” (11,23).


Dentro desse pensamento não é por acaso que o evangelista Lucas coloca o seguinte detalhe: “Aí havia um homem cuja mão direita era seca” (Lc 6,6b). Nas culturas antigas, a mão direita simbolizava o poder de fazer o bem. E a mão esquerda simbolizava o poder de fazer o mal. No julgamento final, segundo o evangelho de Mateus, os que praticarem o bem (as ovelhas), ficarão do lado direito (cf. Mt 25,33-40) e os cabritos (os que deixam de praticar o bem) ficarão do lado esquerdo (cf. Mt 25,41-45). No Credo rezamos: “Jesus subiu aos céus e está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso”. Até para cumprimentar alguém normalmente apertamos a mão direita.


Ao dizer que aquele homem estava com a mão direita seca, Lucas quer nos dizer que esse homem estava impossibilitado de praticar o bem. Somente a mão esquerda é que estava funcionando, isto é, as suas obras não eram boas do ponto de vista moral e ético. É provável que as pessoas o evitassem. Ninguém quer se relacionar com as pessoas más a não ser que tenha algum interesse mau também.


Mas em vez de afastar esse homem da convivência, Jesus o chamou para ficar no meio de todos, não para envergonhá-lo e sim para salvá-lo ou para libertá-lo de todas as obras de maldade e que todos são chamados a ser parceiros do bem. Para isso, o ser humano tem que ocupar o lugar central nas atividades e não os interesses mesquinhos muito menos usar a religião para marginalizar os outros.


A partir do evangelho de hoje cada um de nós precisa se perguntar: que lugar ocupa o ser humano nas minhas atividades diárias, tanto pessoal como profissionalmente? Será que sou capaz de “transgredir” uma norma religiosa em função da libertação de um ser humano, de uma vida sem sentido?  Se a mão direita simbolizava o poder de fazer o bem e a mão esquerda, o poder de fazer o mal, qual “mão” que está funcionando mais na minha vida: a mão direita ou a mão esquerda? Você tem certeza de que você estará sentado à direita do Pai quando chegar sua hora de partir deste mundo? “A caridade cristã é tridimensional. Pratica-se na terra pelas boas obras e busca ajudar a quem necessita: eis a sua profundidade. Sofre as adversidades pacientemente e persevera na verdade: eis sua extensão. Tudo faz com vistas a obter a vida eterna: esta é sua magnitude” (Santo Agostinho. Epist. 140,25).

P. Vitus Gustama,svd





quarta-feira, 2 de setembro de 2020

CORREÇÃO FRATERNA

Domingo, 06/09/2020

CORRIGIR O IRMÃO PARA SALVÁ-LO

XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM “A”

                       É PRECISO CAMINHAR

I Leitura: Ezequiel 33, 7-9

Assim diz o Senhor: 7 "Filho do homem, eu te constituí sentinela na casa de Israel. Logo que escutares um oráculo meu, tu lhe transmitirás esse oráculo de minha parte. 8 Se eu disser ao pecador que ele deve morrer, e tu não o avisares para pô-lo de guarda contra seu proceder nefasto, ele perecerá por causa de seu pecado, mas a ti pedirei conta do seu sangue. 9 Todavia, se depois de receber tua advertência para mudar de proceder, nada fizer, ele perecerá devido a seu pecado, enquanto tu salvarás a tua vida".


II Leitura: Romanos 13,8-1

Irmãos, 8 A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, a não ser o amor recíproco; porque aquele que ama o seu próximo cumpriu toda a lei. 9 Pois os preceitos: Não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e ainda outros mandamentos que existam, eles se resumem nestas palavras: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 10 A caridade não pratica o mal contra o próximo. Portanto, a caridade é o pleno cumprimento da lei.

 


Evangelho: Mt 18,15-20

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 15 “Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16 Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17 Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como um pagão ou um pecador público. 18 Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 19 De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está nos céus. 20 Pois, onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”. 

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 Um Olhar Geral Sobre As Leituras


Mt 18, de onde foi tirado o texto do evangelho deste domingo, forma uma parte distinta do resto do evangelho de Mateus. Nesta parte encontramos alguns ensinamentos de Jesus que se relacionam com a vida das Primeiras Comunidades cristãs. Esta parte é chamada o “Dicurso Eclesiastico”: a correção faterna e a oração em comum. Primeiro, Jesus manifesta a responsabilidade de seus discípulos e seguidores nas salvação de seu próximo. O discípulo de Jesus, o cristão, tem a viva responsabilidade de fazer o bem e de ajudar aqueles que praticam o mal ou aqueles que pecam para que voltem a viver uma vida de filhos e filhas de Deus. Aqui entra o mandato da correção fraterna  que se encontra no texto do Evangelho deste domingo.


Na Primeira Leitura (Ez 33, 7-9) nos é proposta, de forma muito oportuno, a imagem de sentinela: “Filho do homem, eu te constituí sentinela na casa de Israel”.


O sentinela nos tempos antigos possuía uma função decisiva nos combates entre os povos. Sua missão era a de observar os litorais e campos de batalha e dar a voz de alerta para que o exercito se preparasse para a batalha. Para qualquer sentinela basta dar alarm. Se o povo escuta ou não, já não é a responsabilidade sua. Se o sentinela dormisse, a vida do povo correria um grave risco. O sentinela é o homem que, a partir de seu lugar estratégico ou preeminente, dá a voz de alarme quando vê inimigo aproximar-se do acampamento ou das portas da cidade. Sua função é a de despertar a quem dorme e se encontra no perigo de ser surpreendido pelo inimigo.


Em nosso caso, o sentinela, que é o próprio profeta, adverte aos homens de sua má conduta, anuncia-lhes o perigo que se aproxima se não despertam sua letargia. Se o povo não quer ouvir, a responsabilidade não é mais a do profeta. “Se eu disser ao pecador que ele deve morrer, e tu não o avisares para pô-lo de guarda contra seu proceder nefasto, ele perecerá por causa de seu pecado, mas a ti pedirei conta do seu sangue. Todavia, se depois de receber tua advertência para mudar de proceder, nada fizer, ele perecerá devido a seu pecado, enquanto tu salvarás a tua vida" (Ez 33,8-9). O pastor de almas (bispos, sacerdotes, coordenadore etc.) é o sentinela que vela sobre o rebanho, aquele que se mantém na vigília durante a noite para que ninguém pereça. O pastor, como são Paulo, alertará, insistirá, pregará tanto no tempo oportuno como no tempo inoportuno a mensagem do Evangelho (2Tm 4,2). Ele é o principal sentinela que vela diante do inimigo.


Nisso, a Primeira Leitura antecipa o tema do Evangelho que fala da correção fraterna. Na vida como cristãos cada cristão deve ser sentinela para o outro para que o outro não persevere no mal. É alertar com caridade a quem tem má conduta.


A segunda advertência de Jesus para seus discípulos é a oração em comum:Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles” (Mt 18,20). São Paulo, por sua parte, antes de concluir sua Carta aos Romanos, dirige uma última exortação cheia de conteúdo que lemos no texto da Segunda Leitura: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, a não ser o amor recíproco; porque aquele que ama o seu próximo cumpriu toda a lei” (Rm 13,8). O amor é a lei ou o mandamento que regula toda a vida cristã. O amor é a marca da identificação de qualquer cristão (Cf. Jo 13,34-35). Tanto o sentinela como aquele que reza em comum, devem guar-se e nutrir sua alma com o espirito de Cristo, isto é, com aquele amor que dá a vida pelos que ama: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo. A caridade não pratica o mal contra o próximo. Portanto, a caridade é o pleno cumprimento da lei” (Rm 13,9-10).


Amar é cumprie a lei inteira. O amor é uma dívida que jamais terminaremos de pagar completamente. O amor é a chave de interpretação de todos os mandamentos. Assim são Paulo expressa na parte final da Carta aos Romanos (a Carta escrita entre os anos 55-57). É um tema que foi tratado no capítulo 13 da Carta aos Coríntios (a Carta escrita entre os anos 52-55). No fundo, trata-se de ir à raiz da vida cristã, porque “onde há caridade e amor, ali está Deus”. A caridade é que autentifica qualquer virtude, qualquer coencia, qualquer vida de piedade ou obra apostólica. Se alguém se levanta com grandes palavras e obras, mas sem amor, nada é. A caridade é o único critério com que se devem fazer ou deixar de fazer as coisas. A caridade é o princípio de discernimento de nosso falar ou calar, de nosso trabalho/compromisso ou de nossa omissão.


As palavras de Ch. Péguy são muito ilustrativas para resumir as leituras de hoje: “É necessário salvar-se juntos. É necessário chegar juntos ao bom Deus. É necessário apresentar-se juntos (diante de Deus). Não podemos chegar a Deus sem os outros. Devemos voltar todos juntos à casa do Pai. é necessário pensar nos outros. é necessário trabalhar uns pelos outros” (Ch. Péguy: Le Mistère de la charitè de Jeanne d´Arc, 1943 p. 39).


Um Olhar Específico Sobre o Evangelho Deste Domingo


O capítulo 18 de Mt é o quarto dos cinco grandes discursos de Jesus neste evangelho. O discurso neste capítulo é conhecido como “discurso eclesiológico” (discurso sobre a Igreja) ou “discurso comunitário” (sobre vida comunitára). Este capítulo, do qual são extraídos o trecho de hoje e o do próximo domingo, foi escrito para responder aos problemas internos das comunidades cristãs: Quem é o primeiro na comunidade? O que fazer se acontecem escândalos? E se um cristão se perde ou se afasta da comunidade, o que fazer? Como corrigir um irmão que erra? Quando é que uma oração pode ser chamada de comunitária e partilhada? E quantas vezes se deve perdoar?


Na comunidade de Mt (como muitas vezes na nossa) cresce a ambição e se cultivam sonhos de grandeza dos membros que se consideram mais importantes dos demais. Há pouca consideração para com os pequenos, até são desconsiderados e desprezados (quem são pessoas que não levamos em consideração na comunidade? Como será nossa vida, se nos colocarmos no lugar destes desconsiderados?) Estes pequenos correm risco de desviar-se e de se tornar incrédulos e de afastar-se da atividade comunitária. Nessa comunidade suscitam também pecadores notórios, inclusive as ofensas e os ressentimentos que abalam a convivência fraterna. Como encarar tudo isso?


Nesse capítulo, são dadas as diversas orientações e algumas normas que têm por objetivo desenvolver o amor e favorecer a harmonia entre os membros da comunidade. Para isso, Mt coloca em ordem o material transmitido pela tradição para regular as relações internas da comunidade.


Contra os sonhos de grandeza e de orgulho, Mt coloca a atitude de humildade que agrada a Deus e aos outros (18,1-4). Para os pequenos, os fracos na fé é necessário ter uma acolhida cheia de caridade e de desvelo (18,6-7). O desprezo é inadmissível para uma boa convivência. Para enfatizar mais este tema, Mt fala dos anjos que sempre estão do lado dos pequenos (18,10). Se um dos membros da comunidade afastar-se ou desviar-se do caminho reto, em vez de condená-lo, a comunidade toda deve esforçar-se para que esse irmão volte para a comunidade, pois Deus não quer que nenhum deles se perca (18,12-14). E para o irmão pecador, a comunidade inteira deve usar todos os meios para recuperá-lo (18,15-20). E para as ofensas, deve haver perdão sem limite, pois uma comunidade só pode sobreviver se existe o perdão mútuo(18,21-35). Se o pecado continua a existir, o perdão deve existir também.


O trecho de hoje enfrenta um destes problemas: que atitude tomar em relação a quem erra ou peca? Como corrigir o irmão que peca? A instrução sobre a correção fraterna é imediatamente precedida pela parábola da ovelha perdida (Mt 18,12-14) que termina com a seguinte frase: Assim, também, é da vontade de vosso Pai que está nos céus, que não se perca um só destes pequeninos (Mt 18,14). A parábola serve de ilustração para o ensinamento que segue, isto é, serve para ilustrar sobre o tema da correção fraterna. O “pequeno” é aquele que crê em Jesus (cf. Mt 18,1-3), mesmo assim também peca. E Deus se preocupa com ele como o pastor que procura a ovelha extraviada. Se o próprio Deus cuida do pequeno para que não se perca, a comunidade deve ter o mesmo procedimento para seus membros que erram.


O pecado tem sempre uma dimensão comunitária, pois sendo uma revolta contra Deus, prejudica toda a comunidade em seu relacionamento com Deus. Dai nasce a necessidade de conversão permanente. Onde dois irmãos procurarem a verdade maior, numa correção fraterna, “o Senhor estará entre eles” (Mt 18,20). A graça do perdão que o cristão recebeu de Deus é devolvida ao irmão, que pecou contra ele, por seu perdão. Ninguém pode receber o perdão de Deus sem oferecer o mesmo perdão para o irmão que errou ou pecou.


A Igreja, todos nós, não constitui uma comunidade de perfeitos, mas de pessoas em busca da perfeição. Ninguém de nós é perfeito, e não é porque seguimos a Jesus é que estamos livres de cometer erros. Todos nós, membros da Igreja de Jesus Cristo, somos convidados a manifestarmos nossa responsabilidade para com o irmão que erra ou peca. Não se trata de condenar, mas de fazer a correção fraterna para que se estabeleça o amor. A lei do amor, com certeza, obriga a um esforço para reconduzi-lo ao bom caminho.


Por isso, há uma coisa que absolutamente não deve ser feita (mas infelizmente, a primeira que se faz): espalhar a notícia do erro cometido. Porque isto é difamação. A difamação presta-se somente a humilhar quem errou, a irritá-lo, a fazê-lo teimar no mal. É mesmo que perder para sempre a oportunidade de recuperar o irmão. A difamação pode destruir o homem, como diz o Eclesiástico: “Um golpe de chicote deixa marca, mas um golpe de língua quebra completamente os ossos” (Eclo 28,17). A difamação(língua) pode matar um irmão, pode arruinar uma família e pode destruir um casamento. Há quem pense que por ter falado a verdade pode ficar tranqüilo. Mas a verdade que não produz amor, mas que provoca perturbação e desunião, que gera discórdias, ódios e rancores, não deve ser dita. A verdade que mata opõe-se à vida.


O caminho que Jesus propõe para dizer a verdade a um irmão que está cometendo erros ou pecados, inclui três etapas:


1ª. Falar Pessoalmente Na Caridade


Corrigir na caridade é ir falar pessoalmente com o irmão, de homem para homem, cara a cara na caridade, quando o irmão pecar. Se fizer na caridade isto quer dizer que tudo deve ser feito em segredo para evitar que alguém tome conhecimento do que aconteceu.


Esta primeira tentativa é mais delicada, porque, normalmente, ninguém gostaria de fazê-lo; ao contrário, todos preferem falar com os outros, não com a pessoa interessada. É também muito difícil encontrar palavras apropriadas para o(a) irmão(a) não ficar ofendido(a). Porém, se fizermos isso com o intuito de salvar o irmão teremos coragem de falar pessoalmente com o irmão para alertá-lo.


Numa situação dessas, o pensamento que lemos na segunda leitura pode nos ajudar muito: “Não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o próximo está cumprindo a Lei” (Leia Rm 13,8-10). Ao mantermos vivo o princípio do amor é fácil compreender o irmão que erra. Pois o amor é a essência da realidade, por isso, é a do cristianismo também. Ele é a última palavra da compreensão e o critério definitivo do juízo. Todos os demais preceitos dependem da lei do amor. Por isso, à medida que a vida avança, o critério do amadurecimento real é a capacidade de amar. Por isso também, “o céu é o lugar onde todos os presentes devem estar de tal forma “maduros” para o amor” (Carlo Carreto). Pois o amor é o resumo da vida eterna. Compreendê-lo e vivê-lo seria chegar à fonte da vida que é Deus, pois “Deus é AMOR” (1Jo 4,8.16). E geralmente, aquelas pessoas puras, que têm muito amor no coração, enxergam as coisas boas e procuram ignorar os defeitos dos outros, refletem a sua serenidade interior e transmitem a paz aos que, inclusive aos que erram na vida.


Quantos problemas na comunidade ou nas famílias que poderíamos resolver se tivéssemos um pouco de amor e um pouco de espírito dialogal no nosso coração.


2ª. Procurar Pessoas Que Tenham Sensibilidade E Sabedoria


O segundo passo que Jesus propõe é pedir ajuda a um ou dois irmãos da comunidade que tenham sensibilidade e sabedoria para evitar qualquer tipo de fofoca. Por isso, é preciso lembrar sempre que o objetivo é a recuperação do irmão, e não para encostá-lo na parede ou colocá-lo diante de testemunhas que possam acusá-lo. Ele deve perceber que está falando com amigos, com pessoas que lhe querem bem.


3ª. O Apelo À Comunidade


A última etapa que Jesus propõe é o apelo à comunidade. Isto somente pode acontecer nos casos nos quais a falta cometida seja um perigo de inquietação para todos os irmãos, especialmente para os mais fracos na fé. O Evangelho de hoje diz que se desta vez também o irmão que erra não quisesse corrigir-se, deveria considerado “como um pagão e como um publicano”. Mas isto não significa que tudo seja encerrado. Agora a comunidade deve procurar o irmão, assim como o pastor procura a ovelha perdida, porque “Jesus veio para salvar o que estava perdido” (Mt 18,1). A missão de Jesus deve ser também a nossa missão, já que somos cristãos, seguidores do Cristo.


Portanto, o Evangelho de hoje propõe uma coisa é que a força maior para todas as etapas proposta por Jesus é a oração partilhada ou comunitária. Acreditamos que Deus não gosta das pessoas que pensam só em si mesmas, que se preocupam só com sua própria vida espiritual, pois no Reino de Deus não há espaço para os egoístas já que Deus é Amor (1Jo 4,8.16). Ele quer encontrar um povo, quer relacionar-se com pessoas que vivem em comunidade. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em nome do Senhor Jesus, ele está no meio deles. Ainda vem uma promessa maior: “Em verdade vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa queiram pedir (em nome de Jesus), isso lhes será concedido por meu Pai que está nos céus”.


O Evangelho deste domingo nos convida a amarmos o nosso irmão, mas não a pactuarmos com as atitudes erradas cometidas.  Amar alguém é não ficar indiferente quando ele está no caminho errado; Faz parte do amor amar é corrigir, alertar, questionar, orientar, interpelar, aconselhar para o bom caminho etc.... Quem ama educa e corrige. Quando uma pessoa faz parte de uma comunidade ou família não tem como não chamar atenção de quem está no caminho errado moral e eticamente.


Será que nos sentimos ainda como uma comunidade? Será que tratamos aos outros membros da comunidade como irmãos? Existe sempre na comunidade um conflito entre os “antigos e os modernos”. Os “antigos” têm medo do novo, e o encaram como uma ameaça, um perigo, um erro; eles o condenam e, muitas vezes, o destróem. O novo incomoda. Os “modernos” também se irritam com o que é antigo e o rejeitam como errado, corrompido, ruim, conservador, e rompem com ele. E o responsável da comunidade pode ser crucificado por essas tensões. Mas, no fundo, não existe o conflito entre o “novo/moderno” e o “antigo”. O verdadeiro conflito existe entre o falso e o verdadeiro. Todos devem se submeter à verdade de acordo com a Palavra de Deus. Quando a verdade fica no meio e não o poder nem interesse individual, e todos aceitarem a verdade como critério, as tensões vão diminuindo aos poucos, pois “...a verdade vos libertará” (Jo 8,32).

P. Vitus Gustama,svd




Quarta-feira Da XXIV Semana Comum, Ano Par, 16/09/2026

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