sábado, 28 de dezembro de 2019

02/01/2020
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SER VOZ E REFLEXO DE JESUS NA VIDA DIÁRIA


Primeira Leitura: 1Jo 2,22-28
Caríssimos: 22Quem é mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? O Anticristo é aquele que nega o Pai e o Filho. 23Todo aquele que nega o Filho também não possui o Pai. Quem confessa o Filho possui também o Pai. 24Permaneça dentro de vós aquilo que ouvistes desde o princípio. Se o que ouvistes desde o princípio permanecer em vós, permanecereis com o Filho e com o Pai. 25E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna. 26Escrevo isto a respeito dos que procuram desencaminhar-vos. 27Quanto a vós mesmos, a unção que recebestes da parte de Jesus permanece convosco, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine. A sua unção vos ensina tudo, e ela é verdadeira e não mentirosa. Por isso, conforme a unção de Jesus vos ensinou, permanecei nele. 28Então, agora, filhinhos, permanecei nele. Assim poderemos ter plena confiança, quando ele se manifestar, e não seremos vergonhosamente afastados dele, quando da sua vinda.


Evangelho: Jo 1,19-28
19Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: “Quem és tu?” 20João confessou e não negou. Confessou: “Eu não sou o Messias”. 21Eles perguntaram: “Quem és, então? És Elias?” João respondeu: “Não sou”. Eles perguntaram: “És o Profeta?” Ele respondeu: “Não”. 22Perguntaram então: “Quem és, afinal? Temos de levar uma resposta àqueles que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo?” 23João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’” — conforme disse o profeta Isaías. 24Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus 25e perguntaram: “Por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?” 26João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, 27e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”. 28Isso aconteceu em Betânia além do Jordão, onde João estava batizando.
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A Primeira Leitura se encontra na parte da Carta que fala da heresia ou do anticristo (1Jo 2,18-27). O anticristo é aquele que não tem a suficiente fé em admitir a verdadeira encarnação do Filho de Deus; é o negador do Cristo verdadeiro. Para este tipo de pessoa, o autor da Carta usa os termos “sedutores”, “pseudoprofetas” e “anticristos”. A palavra no singular e no plural (anticristo/anticristos) designa todos aqueles que se opõem a Cristo; eles negam que Cristo seja homem verdadeiro. Eles não admitem que o mundo de Deus (o mundo de cima) possa manchar-se tocando o mundo de baixo. Este tipo de crença se espalha dentro da comunidade para a qual a Carta foi dirigida (1Jo 2,19).


O ato de ser anticristo é uma heresia. Heresia é confundir Cristo com o nosso pensar e o nosso querer; é fabricar um Cristo a nossa imagem e semelhança. Este Cristo manipulado e tantas vezes mudado é claro que não pode ser o Cristo Salvador. A final, “Todo aquele que nega o Filho também não possui o Pai. Quem confessa o Filho possui também o Pai” (1Jo 2,23).


O fragmento da primeira leitura revela as linhas essenciais da falsa doutrina divulgada peloanticristoem uma época atormentada do final do século primeiro. Para essa falsa doutrina, Jesus não era considerado como o Messias nem como o Filho de Deus. Essa heresia cristológica considerava impossível que o Verbo Divino se fizesse carne à maneira humana. Mas para o apostolo João, testemunha ocular do Verbo Divino, o Verbo da vida (cf. 1Jo 1,1-4), negar a divindade de Jesus significa não ter comunhão com o Pai e não ter a verdadeira vida (1Jo 2,22-23; cf. Jo 20,30-31); negar a união do divino e do humano em Jesus significa seranticristoporque o humano em Jesus é o reflexo perfeito do divino, é o reflexo do Pai: “Aquele que me viu, viu o Pai(cf. Jo 14,9). E em outra ocasião Jesus disse: “Eu e o Pai somos um(Jo 10,30).


São João nessa Primeira Carta quer orientar nossa sensibilidade. Não se trata de fazer de Jesus um ídolo e sim de abrir nossos ouvidos à sua Palavra, pois Sua Palavra é vida e luz para nós todos: “No Verbo havia vida, e a vida era a luz dos homens” (Jo 1,4) e por isso nos orienta (cf. Jo 8,12). Um Jesus que não nos servir como caminho ao Pai (cf. Jo 14,6) é um Jesus que não nos interessa do ponto de vista da . Muitos querem um Jesus milagroso para ter uma vida confortável aqui neste mundo e esqueceram-se de um Jesus que os leva para a vida eterna. Jesus é o misterioso laço de união entre a humanidade caída e o Pai pronta para nos salvar: “Todo aquele que nega o Filho também não possui o Pai. Confessa o Filho possui também o Pai” (1Jo 2,23).


Como cristãos somos essencialmente ouvintes da Palavra da Salvação, aceitadores do Filho, e escutando-O nos realizamos como filhos do Pai celeste e irmãos dos demais homens. A Igreja é formada pela escuta da e pela vivência da Palavra de Deus. O que nos é pedido não é essencialmente nosso conhecimento ou nosso saber, e sim nossa fidelidade. Fidelidade é guardar ou observar o que é ouvido da Palavra de Deus (cf. Mt 7,24; Jo 14,23). Por isso, o verbo que mais vezes se repete na primeira leitura, é “permanecer”. É um verbo que fala de fidelidade, de perseverança, de manter na verdadeira sem deixar-se enganar. Permanecer em Jesus significa ter nele.  Há várias maneiras de ser fiel: com o pensamento e o coração, com as palavras de testemunho que damos diante dos demais e com as ações, com os compromissos, com as obras e com as decisões da vida diariamente, de acordo com o mandamento do Senhor resumido no amor fraterno.   


De nós não será pedido conta de nossos conhecimentos e sim de nossa fidelidade. Seremos cristãos e seremos salvos, se aceitarmos Jesus, o Enviado do Pai e nos identificarmos com Ele. É contemplar Jesus para contemplar Deus. Jesus é a única e verdadeira revelação de Deus. Há certas afirmações típicas de são João sobre esta revelação: “Ninguém vai ai Pai senão por mim” (Jo 14,6); “Quem conhece o Filho, conhece também o Pai” (Jo 8,19); “o Filho é o único capaz de revelar o Pai” (Jo 14,7).


E lemos no texto do Evangelho de hoje o testemunho de João Batista acerca de Cristo. Para a perguntaQuem és tu?”, João Batista confessa, evitando qualquer mal-entendido acerca de sua pessoa e de sua própria missão, que não é o Cristo, o Salvador esperado. Este testemunho em forma de afirmação negativa que sai da boca de João Batista é uma autêntica confissão de no messianismo de Jesus. João Batista se define apenas com as palavras do profeta Isaias: “Voz que clama no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’” para preparas vinda de Cristo. Ser voz é ser uma mensagem, é ser uma chamada aos demais para o bem, para a Luz que ilumina. A voz é feita para proclamar, para anunciar e para denunciar. É preciso nivelar as relações humanas, pois todos os seres humanos têm a mesma substancia humana. Não há super-criatura. É preciso aplainar. Onde houver estrada plana, haverá facilidade para caminhar. Quando um reconhece no outro como ser humano, a convivência se torna mais fácil. Ninguém tratará a outro desumanamente. Eu sou ser humano. O outro é ser humano. Deus se fez humano para salvar o ser humano.


João Batista não é a luz. Ele é apenas uma lâmpada que tem tempo limitado de duração. Ele é apenas aquele quetestemunha da verdadeira Luz que é o próprio Jesus Cristo (cf. Jo 8,12). Ele não é a Palavra Encarnada, mas somente a voz que prepara o caminho com a purificação dos pecados através de seu batismo: Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis”.


O testemunho de João Batista pretende suscitar a em todo mundo para o grande desconhecido, o Portador da salvação, que vive entre os homens (Jo 1,14). Por isso, a de João Batista está orientada ao anúncio de Jesus e não é apenas para o consumo próprio. João Batista é aquele que chama atenção, não para si mesmo e sim para Aquele é o verdadeiro Salvador. João Batista nos ensina que a deve ser transformada em anúncio, o fiel deve se tornar em anunciador da Boa Nova. Todo cristão é um propagador da Palavra de Deus na aridez espiritual de nosso mundo, um propagador que chama os outros ao encontro de Jesus Cristo que é “o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6).


João Batista testemunha Jesus Cristo com fidelidade e valentia. Não quer falar de si mesmo, nem contar seus méritos nem suas façanhas. João Batista somente quer que os outros o considerem como “a voz que clama no deserto”, a voz que prepara os caminhos de Deus, a voz que chama todos a preparar o lugar de Deus no mundo, especialmente no coração de cada um. A voz desaparece, mas a mensagem fica.


O cristão é chamado a ser anunciador da Boa Nova, a ser a voz que grita, com a própria vida, a verdade de Cristo apesar da pobreza que experimenta e da fragilidade de suas palavras humanas. O cristão é o homem que se define em função de Cristo, d’Aquele que vem sempre aos seus para comunicar salvação e vida.


Como cristãos e como pessoas do bem devemos ser a voz de Deus sobre o amor neste mundo. Podemos desaparecer, mas a marca de amor que testemunhamos e transmitimos deve ficar para sempre entre as pessoas. Além disso, nós, como João Batista, deveríamos falar menos de nós mesmos, acreditar menos em nós mesmos e nos converter em “a vozquetestemunho de Deus, de seu amor presente em Jesus Cristo.


Santo Agostinho comenta: João era voz, mas o Senhor é a Palavra que no princípio já existia. João era uma voz provisional; Cristo, do princípio, é a Palavra eterna. Ao tirar a palavra, o que será a voz? Se não houver conceito, tudo será nada mais do que ruído vazio. A voz sem palavra chega ao ouvido, mas não edifica o coração. João é a voz que grita no deserto, a voz que rompe o silêncio...”.


Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’”. Somos chamados a ser voz do Senhor neste mundo. Ser voz é uma vocação muito humilde, mas é maior de todas. Ser voz é ser uma mensagem, é ser uma chamada aos demais para o bem, para a Luz que ilumina. A voz é feita para proclamar, para anunciar e para denunciar. A voz deixará de ser voz, se não gritar, se não proclamar, anunciar e denunciar. A voz se condenará, se deixar de anunciar a mensagem sobre o bem. Uma voz do bem é capaz de renovar o mundo. Se faltarem as vozes do bem para anunciar e denunciar, o mundo perderá sua consciência. Por esta razão, como vale e quanto vale sua voz! Como vale e quanto vale sua palavra! Como vale e quanto vale sua mensagem! Como vale e quanto vale seu grito que rompe o comodismo, que rompe o modo de viver sem vida.


É preciso fazer o encontro pessoa com Jesus e contemplar Jesus Cristo, Luz do mundo para que sejamos reflexos de sua luz para os outros, iluminado suas vidas embora o reflexo dure apenas em pouco tempo. Ser reflexo de Cristo é levar um raio de esperança aos corações entristecidos. Ser reflexo de Cristo é levar um sorriso gratuito numa sociedade violenta. Ser reflexo de Cristo é saber apreciar o lado bom das coisas e das pessoas e entender que nem tudo é relativo, pois existe o Absoluto: Deus. Ser reflexo de Cristo é encontrar o sentido da vida a partir da luz da Palavra de Deus. Sejamos como vela. Ela se consome iluminando a circunstância. A vida de uma vela dura pouco tempo, mas é suficiente para espantar a escuridão e mostrar o caminho a seguir. Neste mundo todos os cristãos são vozes vivas de Cristo para os outros e são luzes para apontar o caminho certo a ser trilhado.
P. Vitus Gustama,svd

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

01/01/2020
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SANTA MARIA, MÃE DO PRÍNCIPE DA PAZ, DEUS-CONOSCO
SOLENIDADE

Primeira Leitura: Nm 6,22-27
22 O Senhor falou a Moisés, dizendo: 23 “Fala a Aarão e a seus filhos: Ao abençoar os filhos de Israel, dizei-lhes: 24 ‘O Senhor te abençoe e te guarde! 25 O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! 26 O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!’ 27 Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei”. 


Segunda Leitura: Gl 4,4-7
Irmãos: 4 Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei, 5 a fim de resgatar os que eram sujeitos à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva. 6 E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abá — ó Pai! 7 Assim, já não és escravo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro: tudo isso por graça de Deus.


Evangelho: Lc 2,14-21
Naquele tempo, 16 os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura. 17 Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. 18 E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam. 19 Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração. 20 Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. 21 Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.
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Hoje é o Dia mundial da Paz e a festa da Santa Maria, Mãe de Deus. E o evangelho lido neste dia é tirado do relato do nascimento de Jesus. Quem gerou o Príncipe da Paz é, certamente, Maria, Mãe de Deus. A Paz se fez carne pelo sim de Maria e pela benevolência de Deus simultaneamente. O nascimento do Príncipe da Paz faz os anjos e a multidão do exército celeste louvarem e cantarem o hino conhecido liturgicamente como o Hino da Glória: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens que Ele ama” (Lc 2,14).


Maria, Mãe De Deus É O Retrato De Uma Nova Mulher


“Mãe de Deus. Este é o título principal e essencial de Nossa Senhora. Trata-se duma qualidade, duma função que a fé do povo cristão, na sua terna e genuína devoção à Mãe celeste, desde sempre Lhe reconheceu. Lembremos aquele momento importante da história da Igreja Antiga que foi o Concílio de Éfeso, no qual se definiu com autoridade a maternidade divina da Virgem. Esta verdade da maternidade divina de Maria ecoou em Roma, onde, pouco depois, se construiu a Basílica de Santa Maria Maior, o primeiro santuário mariano de Roma e de todo o Ocidente, no qual se venera a imagem da Mãe de Deus – a Theotokos – sob o título de Salus populi romani. Diz-se que os habitantes de Éfeso, durante o Concílio, se teriam congregado aos lados da porta da basílica onde estavam reunidos os Bispos e gritavam: ‘Mãe de Deus!’ Os fiéis, pedindo que se definisse oficialmente este título de Nossa Senhora, demonstravam reconhecer a sua maternidade divina. É a atitude espontânea e sincera dos filhos, que conhecem bem a sua Mãe, porque A amam com imensa ternura. Mais ainda: é o sensus fidei do povo santo de Deus que nunca, na sua unidade, nunca erra”, disse o Papa Francisco na sua homilia no dia 1° de Janeiro de 2014.


Celebrar, no início de um novo ano, a maternidade de Maria como Mãe de Deus e nossa mãe significa avivar uma certeza que nos há de acompanhar no decorrer dos dias: somos um povo com uma Mãe, não somos órfãos. As mães são o antídoto mais forte contra as nossas tendências individualistas e egoístas, contra os nossos isolamentos e apatias. Uma sociedade sem mães seria não apenas uma sociedade fria, mas também uma sociedade que perdeu o coração, que perdeu o «sabor de família». Uma sociedade sem mães seria uma sociedade sem piedade, com lugar apenas para o cálculo e a especulação. Com efeito as mães, mesmo nos momentos piores, sabem testemunhar a ternura, a dedicação incondicional, a força da esperança. Aprendi muito com as mães que, tendo os filhos na prisão ou estendidos numa cama de hospital ou subjugados pela escravidão da droga, esteja frio ou calor, faça chuva ou sol, não desistem e continuam a lutar para lhes dar o melhor; ou com as mães que, nos campos de refugiados ou até no meio da guerra, conseguem abraçar e sustentar, sem hesitação, o sofrimento dos seus filhos. Mães que dão, literalmente, a vida para que nenhum dos filhos se perca. Onde estiver a mãe, há unidade, há sentido de pertença: pertença de filhos, disse o mesmo Papa Francisco na sua homilia no dia 1° de janeiro de 2017.


Na anunciação Maria é convidada pelo anjo a alegrar-se por causa da graça: “Alegra-te, ó cheia de graça” (Lc 1,280) e é convidada a não ter medo, devido à mesma graça: “Não tenhas medo, Maria, pois achaste graça” (Lc 1,30). No início, Maria não é chamada pelo nome, mas o Anjo do Senhor chama-a simplesmente de “cheia de graça”. Na graça se encontra a identidade mais profunda de Maria. A graça de Maria está certamente em função daquilo que vem depois no anúncio, a sua missão de Mãe do Messias, mas também como uma pessoa tão cara para Deus desde a eternidade. A graça na linguagem grega (charis= graça) significa aquilo que dá alegria (charà= alegria). A razão principal da alegria de Maria e de nossa alegria é a graça de Deus. Além disso, a graça de deus é a razão do ser de Maria e de nosso ser, como diz São Paulo: “Pela graça de Deus, sou o que sou” (1Cor 15,10). A graça de Deus também é a razão da coragem de Maria e de nossa coragem. Quando São Paulo se queixava do agulhão, Deus respondeu: “Basta-te a minha graça” (2Cor 12,9). Por isso, a exemplo de Maria, Mãe de Deus, é preciso fazer o possível para renovar cada dia o contato com a graça de Deus que está em nós. Trata-se de entrar em contato com uma pessoa, uma vez que a graça não é senão Cristo em nós, esperança da glória.


Por tudo isso, Maria é a nova Mulher e representa a nova mulher. Como Maria, Mãe de Deus, a Igreja e a sociedade necessitam da mulher consciente, adulta, cheia de amor e de amizade cristã. As crianças, os jovens e os adultos necessitam de mães cheias de mensagens de Deus, portadoras dos valores eternos e firmes. Ser nova mulher é fazer do lar uma pequena comunidade de fé de amor. Ser nova mulher é testemunhar a sinceridade, a lealdade e a autenticidade em casa e na vida pública, é ser uma pessoa de Deus, de oração e de meditação, ser pessoa apegada à verdade. A nova mulher salva, edifica, pacifica, educa, santifica e transforma. Nova mulher é aquela que diz “sim” ao filho que vai nascer. É aquela que diz “sim” à educação cristã e humana dos filhos. É aquela que diz “não” à malícia, à astúcia, à mentira, à violência, ao aborto.


Se toda a mulher for a nova mulher junto com o novo homem, a família terá mais amor, serenidade e ternura. Por tudo isso, temos razão de olhar para a Mãe de Deus, que fez nascer a Paz para este mundo e dirigir a nossa oração: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores agora e na hora de nossa morte. Amém”    


Maria É a Mãe Do Príncipe Da Paz


Com o nascimento do Verbo Divino, Jesus Cristo, através do SIM de Maria pela benevolência de Deus, a distância entre o Criador e a criatura, simbolizada pela menção do “céu” e da “terra”, é superada pela nova e definitiva Aliança de Deus com os homens em Jesus Cristo. Jesus, o Verbo encarnado, une o céu e a terra. O Deus “nas alturas” inclina-se sobre a “terra” dos “homens” por pura benevolência de Deus. O nascimento de Jesus é a expressão mais profunda do amor de Deus pelos homens, objeto do seu bem-querer. Jesus é a Palavra de graça e de salvação de Deus. Jesus é a última Palavra de Deus para os homens. Depois que o céu desceu à terra pela encarnação do Verbo eterno, o céu e a terra estão indissoluvelmente unidos. A salvação está na união do céu e da terra. Para que estejamos mais unidos entre nós na terra, e para que aconteça a salvação, temos que estar unidos com o céu.


Além disso, o texto quer nos mostrar que a origem e o fundamento da “paz na terra” estão na benevolência de Deus ou no seu bem-querer. A raiz última do desígnio salvífico de Deus está na sua benevolência. O evangelista Lucas certamente quer nos transmitir um Deus que não é um juiz frio e distante, que não se comove com o sofrimento humano, mas o Deus que “desce” ao encontro dos homens que ele ama, que respeita nossa liberdade, mas que espera nossa resposta ao amor que ele nos oferece. Deus nos quer bem, não porque nós somos bons e justos, mas porque Ele é bom, justo e misericordioso. Ao aceitar o Deus da bondade e da justiça seremos bons e justos também para com os outros. Por este tipo de Deus que o evangelista Lucas nos transmite é que o seu evangelho é conhecido como o Evangelho da graça, da misericórdia e da ternura. Por mais duro que seja um coração, ele não encontrará nenhuma resistência diante da ternura e da misericórdia de Deus. A nossa felicidade nesta terra, e a nossa segurança na caminhada diária estão na fé, na esperança e na certeza do amor absolutamente gratuito de Deus para conosco e na nossa acolhida deste amor gratuito. A paz anunciada pelos anjos aos pastores e que eles a acolhem fazem os mesmos irem “às pressas” a Belém para encontrar-se com o Príncipe da paz e saírem correndo para anunciá-la para os outros, pois a graça de Deus não permite a demora e não permite uma vida parada.


Portanto para que a paz anunciada pelos anjos reine verdadeiramente na terra é necessário que se realize uma única condição: que o coração humano se abra ao amor de Deus e o acolha. Nada tem uma força tão transformadora como o Evangelho da justiça, da misericórdia e da paz de Deus, quando ele é acolhido e testemunhado com um coração aberto a Deus e aos homens que Deus ama. Ao contrário, todo poder constituído sobre o egoísmo e a arrogância, sobre a prepotência e a opressão tem apenas os pés de barro. Cedo ou tarde ele desmorona.


No início do Ano Novo, certamente, nós desejamos a paz mutuamente. Não é por acaso que neste dia lemos como a primeira leitura um trecho do Livro de Números (Nm 6,22-27) que contém a bênção usada pelos sacerdotes no encerramento das celebrações litúrgicas no Templo: “Deus te abençoe e te guarde! Deus faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te seja benigno! Deus mostre para ti a sua face e te conceda a paz!” A cada uma das três invocações são acrescentados dois pedidos de bênção. É um dos textos mais ricos teologicamente e de maior elegância literária de todo o Pentateuco. As três versículos (v. 24; v.25; v.26) são paralelos entre si, tanto na forma como no conteúdo. E nos três versículos repete-se de forma explícita o nome de Deus para mostrar que a fonte e o princípio de toda a bênção é Deus; o sacerdote é apenas o mediador.


No v. 24 emprega-se os verbos “abençoar” e “guardar”. “Abençoar” e “bênção” são os termos clássicos empregados pelo AT para exprimir toda espécie de bens e de dons, tanto de ordem natural quanto de ordem sobrenatural. “Guardar” exprime a proteção de Deus que acompanha seu povo para defendê-lo de suas adversidades e salvá-lo de suas desventuras.  Se Deus quer nos proteger sempre, por nossa vez, devemos saber proteger os outros e desejar a bênção para os mesmos. Pois a bênção dada é a bênção recebida.


No v.25 usa-se uma fórmula de caráter antropomórfico (isto é, a descrição da essência e dos atributos divinos através do uso da figura humana; ou dar o rosto humano ao rosto divino. Tudo isto é o sinal da pobreza da linguagem humana para descrever a grandeza de Deus): Deus faça resplandecer o seu rosto sobre ti e conceda-te sua graça (ou seja, seus favores e seus benefícios)! Esta expressão pode-se encontrar nos Salmos (cf. Sl 79,4.8.20; Sl 66,2). Um rosto resplandecente é a expressão da bondade e da benevolência de Deus. Para que possamos irradiar os outros com a resplandecência de Deus, temos que contemplar “a face” de Deus, como os olhos que só funcionam quando existe a luz, pois na escuridão, embora tenham-se os olhos sadios, não podem enxergar nada.


No v. 26 pede-se a paz: “Deus mostre para ti a sua face e te conceda a paz!” Esta invocação final “te conceda a paz” junto a primeira te abençoe” é mais densa teologicamente porque os dois termos “bênção” e” paz” (SHALOM) são uma expressão mais plena dos bens da salvação no sentido mais pleno da palavra: os bens do céu e os bens da terra, a saúde do corpo e a saúde da alma, a prosperidade e a felicidade sem limites, a vida, a alegria, a plenitude e satisfação dos anseios e desejos mais profundos do homem, tanto nas relações inter-humanas como em sua projeção para Deus. Não é por acaso que o povo semita deseja entre si com a saudação “Shalom” pois o “Shalom” condensa todo o bem que se pode desejar a uma pessoa.


O povo grego traduz o termo hebraico “Shalom” por “EIRENE” que significa prosperidade, mas também repouso, tranquilidade de alma. Para os gregos, a paz é um estado de tranquilidade. Não há conflito. Neste estado de tranquilidade e paz, o ser humano pode criar uma existência segura e consequentemente ele pode alcançar a prosperidade. O termo “eirene” também tem a ver com a harmonia: tudo combina com tudo, formando um todo coeso. Se tudo está em ordem para o homem, ele pode conviver harmoniosamente com seus irmãos e irmãs. A paz é por isso, é uma tranquilidade da ordem onde cada um ocupa seu lugar e exerce seu próprio papel com responsabilidade e com justiça.


Os latinos, especialmente os romanos, traduzem o “Shalom” por “Pax” de onde vem a palavra paz em português. O termo “Pax” vem de “pacisci”, que significa conduzir negociações, firmar um pacto, concluir um contrato. Para os romanos a paz nascia na medida em que eles falavam entre si e chegavam a um acordo a partir de regras comuns. Na aliança firmada, ambas as partes se comprometiam a observar acordos comuns. A paz para os romanos, então, deve ser conquistada por meio de um acordo comum a partir de princípios iguais. Quando se trata da paz como um pacto por meio de um acordo comum a partir de princípios iguais, isto supõe que as pessoas devam se falar para que surja a paz. Isto quer dizer que a paz só nasce quando um escuta o outro, quando um dá a atenção ao outro e quando, nesse ouvir comum, surge um compromisso com o qual todos podem viver bem harmoniosamente.


Apesar de tudo isto, Deus sabe que o homem, por si mesmo, não é capaz de ter a paz consigo mesmo, com a criação e com os outros sem a presença do Príncipe da Paz. Por isso, o próprio Deus envia seu Filho, Jesus Cristo, o Príncipe da Paz. A paz é um dom de Deus para o ser humano. O evangelista Lucas anuncia Jesus como o Imperador da paz, pois traz a paz para o mundo inteiro, sem armas, apenas através do amor: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, diz Jesus aos seus seguidores (cf. Jo 15,12). Quando ele nasceu, os anjos anunciaram ao mundo a paz sobre a terra: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens que ele ama”. Os anjos nos convidam a abrirmos os nossos olhos e o nosso coração para a paz que Deus nos oferece através de glorificação de seu nome sobre a terra. Se a glória de Deus não ocupar o lugar principal na convivência humana, a humanidade carecerá de paz verdadeira. Se o ser humano der espaço para que o Príncipe da Paz, Jesus Cristo reine seu coração, os seus nervos se tranquilizam. Com a paz de Deus, os oprimidos ganham força, os aflitos e desesperados o alento e esperança, os desorientados a direção, os que estão na escuridão a luz, os inimigos a reconciliação, e os pecadores o perdão. Por isso, a paz é o maior dom que você recebe de Deus e o maior presente que você pode ou possa dar para os outros.


Para que a paz possa reinar nossa vida temos que ficar desarmados em todos os sentidos. Não são só os outros que estão armados. Cada um tem o seu próprio coração armado, à defensiva por causa da soberba, e agressivo por causa da ambição de poder e de domínio. Enquanto não estivermos desarmados completamente por dentro e por fora, falar da paz é uma perda de tempo e energia, pois a paz verdadeira está longe de nós. Enquanto não estivermos em paz com Deus, com a nossa consciência, com os de casa e resto dos familiares, com os vizinhos, amigos, companheiros de trabalho é inútil abrirmos a garrafa de champanhe ou vinho. Não há paz sem fraternidade, justiça, amor e perdão. É urgente ficarmos desarmados completamente por dentro e por fora. Única “arma” permitida na convivência é o amor mútuo, pois ele é o maior de todos os mandamento e o resumo da vida eterna.


Que Maria, a Mãe do Príncipe da Paz, interceda por nós para que, como ela, possamos também ser geradores ou construtores da paz neste mundo. Como dizia Sto. Agostinho: “Não basta ser pacífico. É necessário ser “promotor da paz” (Serm. 357,1). A paz entre o homem e Deus é a harmonia da obediência do homem à vontade de Deus. A paz de todas as coisas é a tranquilidade da ordem” (Cidade de Deus, 19,13,1).


Deus nos deu o Novo Ano. Deus nos dá tempo para que o valorizemos. Quem não valoriza o tempo, enterra muitas oportunidades. “Amas a vida? Então não desperdices o tempo, porque ele é feito de vida”, dizia Benjamin Franklin.


Portanto, dediquemos nosso tempo para trabalhar com entusiasmo, pois isto é o preço do triunfo. Dediquemos nosso tempo para pensar, pois isto é a fonte de nosso saber. Dediquemos nosso tempo para recriar e nos divertir, pois isto é o segredo da juventude. Dediquemos nosso tempo para ler, pois isto é a base de nosso conhecimento. Dediquemos nosso tempo também para rir e sorrir, pois isto é a essência para nosso contentamento. Dediquemos nosso tempo para os amigos, pois isto é também o caminho da felicidade. Dediquemos nosso tempo para sonhar, pois isto nos eleva para as estrelas de nossa vida. Dediquemos nosso tempo para amar e ser amado, pois isto é o caminho para nossa divinização. Dediquemos nosso tempo para orar, pois isto é o caminho para nos encontrarmos com Deus, nosso Pai. Dediquemos nosso tempo para planejar o tempo, pois isto é o segredo de renovação e de inovação. Por isso, no início do Ano Novo que começa, rezemos com o Salmista: “Ensinai-nos, Senhor, a contar nosso dias, para que tenhamos coração sábio” (Sl 90/89,12)
P. Vitus Gustama,SVD


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FELIZ ANO NOVO
Todo Ano Novo é hora de renascer, de florescer, de viver de novo. Não são dias que modificam o mundo. Nós é que somos transformadores do universo. Se iniciarmos o Novo Ano com propósitos renovados,
Podemos crer que será melhor que o anterior.


Entre e saia de casa com a vida limpa. Com semblante, com o coração e as mãos purificados. Deixe nos tapetes das portas a lama das difamações e das calúnias.


Deixe que os corações inquietos e perturbados se confraternizem. Faça um abraço fraterno, pois o abraço faz milagres, derruba ódios, vence desconfianças, desmancha suspeitas e transforma inimigos em amigos. Entre e saia de casa reconciliado, penitente, mais jovem e mais virtuoso. Entre em casa dizendo “Bom Dia!”, saudando pessoal. Leve o amor para distribuir, luz para orientar a família em direção a Deus.


Não esperemos que as pessoas nos modifiquem.
Não vamos exigir a melhora dos outros.
Sejamos nós os pioneiros e os promotores,
Os exemplos e testemunhos da verdade, da justiça e da paz.
Não esperemos por milagres, magias, truques e ilusões.
Se quisermos melhorar o mundo, devemos começar por nós mesmos, como pessoas retas, conscientes, justas e honestas.
Certamente nos sentiremos felizes, realizados, satisfeitos e plenos de Deus.


Não deixe arrastar por coisas passageiras.
Abandone tudo o que entristeceu no ano passado: as amarguras, as decepções, as contrariedades, mágoas, ressentimentos e assim por diante.


Não leve para o Ano Novo ganâncias, nem mentiras.
Leve somente soluções, respostas, aberturas, liberdade, justiça, honestidade, paz, luz e amor. Seja você, neste ano que se inicia, solução e não problema, luz e não treva, paz e não vingança.


Seja você um cultuador de Deus, do bem, da verdade, da paz e do amor.
Comece o Ano Novo com o coração cheio de bondade e de .


O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e se compadeça de ti! O Senhor volte para ti o seu rosto e te a paz(Nm 6,24-26). Assim seja!
P. Vitus Gustama,svd

31/12/2019
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FIM DO ANO:
OLHANDO-SE PARA TRÁS, A VIDA PODE SER COMPREENDIDA, E OLHANDO-SE PARA FRENTE COM FÉ A VIDA PODE SER VIVIDA


Primeira Leitura: 1Jo 2, 18-21
18 Filhinhos, esta é a última hora. Ouvistes dizer que o An­ticristo virá. Com efeito, muitos anticristos já apareceram. Por isso, sabemos que chegou a última hora. 19 Eles saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos, pois se fossem realmente dos nossos, teriam permanecido conosco. Mas era necessário ficar claro que nem todos são dos nossos. 20 Vós já recebestes a unção do Santo, e todos tendes conhecimento. 21 Se eu vos escrevi, não é porque ignorais a verdade, mas porque a conheceis, e porque nenhuma mentira provém da verdade.


Evangelho: Jo 1,1-18
1 No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus. 2 No princípio, estava ela com Deus. 3 Tudo foi feito por ela e sem ela nada se fez de tudo que foi feito. 4 Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5 E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. 6 Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. 7 Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. 8 Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz: 9 daquele que era a luz de verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano. 10 A Palavra estava no mundo – e o mundo foi feito por meio dela – mas o mundo não quis conhecê-la. 11 Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram. 12 Mas, a todos os que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornar filhos de Deus, isto é, aos que acreditam em seu nome, 13 pois estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo. 14 E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho uni­gênito, cheio de graça e de verdade. 15 Dele, João dá testemunho, clamando: “Este é aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim passou à minha frente, porque ele existia antes de mim”. 16 De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. 17 Pois por meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça e a verdade nos chegaram através de Jesus Cristo. 18 A Deus, ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer.
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Estamos no último dia do ano. O final do ano ressoa em nossa celebração. O nascimento de Jesus é “o princípio e a plenitude de toda a religião”, diz a oração da Coleta (Oração inicial da Santa Missa/Celebração). E o Evangelho nos mostra Jesus como ponto de referência única da história, pois o tempo é dividido entre antes e depois de Cristo. Hoje podemos falar de que todo nosso tempo, na vida humana e na fé, tem um único centro e critério: Jesus Cristo. Com Cristo chegamos à última hora: o tempo de decisão que se estende até a Parusia, até a manifestação gloriosa de Jesus: “Filhinhos, esta é a última hora” (1Jo 2,18).


O Evangelho nos convida a contemplarmos este Jesus: n´Ele está a graça e o amor de Deus; e esta graça e amor experimentamos no seu fazer-se homem, em sua “carne”.


Podemos dar graças pelo ano que acaba, pela salvação que Deus continua nos dando. É a ação de graças pela vida. E a vida é um dom e um presente de Deus, pela qual devemos dar graças. Ninguém pode pedir vida. Cada um simplesmente recebeu a vida. Trata-se de um dom, de um presente. Se mantivermos essa consciência de que a vida é um presente, viveremos em ação de graças todos os dias. Creio que muitos cristãos se esquecem disso, isto é, não sentem que a vida como um presente de Deus. Que belo é viver como dom!


Também podemos ou devemos pedir perdão pelo que há de “anticristo” em nós, como enfatiza a Primeira Leitura de hoje. Somos anticristos quando temos critério de “mentira”, critérios que não são os de Jesus. É pedir perdão pelas nossas limitações e debilidades durante o ano que termina.


Estamos no último dia do ano civil para entrar no primeiro dia do Ano Novo. Isto nos indica que a vida é realmente uma peregrinação ou uma viagem. E a Igreja recorda-nos que somos peregrinos. Ela mesma está “presente no mundo e é peregrina” (SC 2). Na peregrinação da vida dentro do tempo não há volta. Não há a marcha a ré. Por mais que as pessoas digam: “Ah! Se eu pudesse começar tudo de novo...”, mas nada disso acontece. Numa peregrinação tudo é para frente. Não tem volta: nem para as pessoas, nem para as coisas, nem para a história do mundo e da humanidade. O nosso nascimento já é um bilhete dessa peregrinação. Daí para frente tudo depende de nós na colaboração com a graça de Deus. Tudo é de nossa responsabilidade. Não dá para nascer novamente. Estamos em permanente peregrinação no tempo. Não há parada do ponto de vista temporal, nem quando dormimos, pois o tempo não pára. Fora e dentro de nós tudo continua em movimento. Mesmo que fiquemos sentados ou deitados, o tempo continua fluindo, nada pára. E somos responsáveis por cada momento dessa peregrinação.


Jesus vive essa forma de vida mostrando o seu significado pleno. Em Cristo, o próprio Deus se fez peregrino para vir ao encontro do homem nos seus caminhos. E o fato de ele não ter “uma pedra onde repousa a cabeça” (Lc 9,58) e sua vida apostólica itinerante revelam a sua identidade de peregrino por excelência.


Por isso, devemos fazer sempre de Jesus o centro de nossa vida e ser moldados num instrumento da graça de Deus. Precisamos confiar na profundidade de Deus em nós e viver dessa confiança. Esse é o caminho para continuar andando rumo à total comunhão com Deus.


E para sentir a liberdade de caminhar nesta peregrinação temos que experimentar a alegria do desapego. As maiores dificuldades no progresso, tanto material como espiritual, estão em nosso arraigado apego às coisas passadas, caducas e superficiais. Para caminharmos para frente e para o alto sempre devemos renunciar. A falta de renúncia atrasa a vida e mata a esperança. Quem deseja andar deve deixar muita carga, muito peso para trás de si mesmo. O homem que não se renova, que não renuncia às coisas superficiais, perde-se, degrada-se e infantiliza-se. Quem tem consciência de que nasceu para o alto e para a frente, tudo vence, tudo supera para alcançar a sua meta: a comunhão plena com Deus. Abraão Lincoln disse: “Podemos caminhar devagar mas nunca para trás”.


Hoje ressoa em nossas celebrações e orações o fim do ano. E o texto do Evangelho lido neste fim de ano nos mostra Jesus, a Palavra do Pai, como ponto de referência único da história. Por causa de Cristo o tempo é dividido antes e depois dele. Hoje podemos afirmar que todo nosso tempo, na vida humana e na , tem um único centro e critério: Jesus Cristo: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava junto de Deus e a Palavra era Deus. Ela estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por ela, e sem ela nada foi feito. E a Palavra se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,1-3.14).


O evangelho nos convida a contemplarmos este Jesus, Palavra divina feita carne, pois nela está toda a graça e o amor de Deus. Somente na vida concreta deste Jesus é que podemos encontrar a glória de Deus e o sentido de tudo, especialmente de nossa vida.


Podemos dar graças pelo ano que termina, pela salvação que Deus continua nos dando e pedir perdão pelo que há de “anticristo” em nós (1Jo 2, 18-21): somos anticristos quando temos critérios de “mentira”, e outros critérios que não são os de Jesus.


Em poucas horas este ano vai virar o passado. O passado é observável, mas não é modificável. O futuro é modificável, mas não é observável. Mesmo assim os eventos passados contribuem para o nosso agora. Nunca nos divorciamos de nosso passado. Estamos em companhia dele para sempre e ele nos introduz no presente. E nossa reações de hoje refletem nossas experiências de ontem e suas raízes estão no passado. Uma pessoa enfrenta o futuro, certamente, com o seu passado. E cada dia nos oferece preparação para o futuro, para as lições que virão, sem as quais não daríamos nossa plena contribuição para o projeto que contém a evolução de todos nós.


Por outro lado, reconhecemos que o passado e o futuro estão fora de nosso alcance. Não temos poder para voltar ao passado a não ser através de nossa memória. Nem temos uma bola de cristal para saber o que vai acontecer no próximo instante. A única realidade que temos é o presente. Não conversamos amanhã; não comemos amanhã; não morremos amanhã. Tudo acontece no nosso hoje. Se quisermos felizes no amanhã, sejamos felizes no hoje. Este instante é tudo que temos. podemos agir no momento presente ou nunca mais. É possível que tenhamos tido tempos no passado que foram especiais ou ruins para nós; pode ser que o futuro nos reserve momentos preciosos. Porém, o único tempo realmentenosso” é este instante em que estamos agora. Cabe a nós decidirmos o que fazer com este momento, este presente. Cada momento é meu para torná-lo belo ou doloroso de acordo com a minha escolha. A vida real tem lugar aqui e agora. Deus é presente. “Eu sou Aquele que é”, disse ele. Deus está presente neste momento, quer alegre ou triste. Quando Jesus falou de Deus, falou sempre de Deus presente onde nós estamos e quando lá estamos. Deus não é alguém que foi ou que será, mas Aquele-que-é; e que é para mim no momento presente. Deus me vê não como eu era e sim como eu sou neste momento. Eis porque Jesus veio para tirar de nós o peso do passado e as preocupações pelo futuro. Jesus nos diz: “Não fiquem preocupados com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações. Basta a cada dia a própria dificuldade. Pelo contrário, busquem primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e o resto será acrescentado por Deus” (Mt 6,25-34)?


Este último dia do ano é uma boa ocasião para fazermos um balanço do ano que passou e fixarmos propósitos para o ano que começa. É uma boa oportunidade para pedirmos perdão pelo bem que não fizemos, pelo amor que nos faltou, pelo perdão que não oferecemos; também é uma oportunidade para agradecermos a Deus de todos os benefícios que nos concedeu.


Neste último dia do ano, nós como cristãos devemos viver esta mudança de ano a partir de uma triple atitude:


(1). A primeira atitude é a de ação de graças pela vida. Finalizamos mais um ano de nossa vida. E a vida é um dom e uma dádiva de Deus pela qual devemos dar graças. Muitas vezes nos faz falta a vivência de sentir nossa própria vida como uma dádiva que Deus nos fez. Se olharmos para nossa vida a partir do ponto de vista de dádiva, chegaremos a dizer “Como é belo viver!”. Temos que dar graças por um ano vivido na graça de Deus.


(2). A segunda atitude é a de pedir perdão por nossas limitações e debilidades durante o ano que está terminando. É pedir o perdão pela falta de amor nas nossas conversas e em tudo que fizemos. Cada um de nós recebeu um número de talentos, mas nem todos conseguiram render os talentos. Martin Buber dizia: “A grande culpa do homem não é o pecado. A grande culpa do homem consiste em que em todo momento pode se converter, mas não o faz”. "O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer." (Albert Einstein).


(3). A terceira atitude é a de saber que tenho uma missão a cumprir neste ano novo que começa. O mesmo Martin Buber dizia: “Todos nós somos chamados a levar algo à plenitude no mundo”. A partir deste pensamento sabemos que sempre espera em alguma parte deste mundo alguma missão que tenho que realizar. Sempre há alguém em alguma parte deste mundo esperar que eu possa dar-lhe uma esperança nova. Sempre espera em alguma parte deste mundo uma dor que possa morrer em meu amor. Sempre espera em alguma parte da sociedade meu Deus em quem acredito, que me pede o amor para poder encarar tudo na vida, inclusive a dor da perda.


Que as luzes do Ano Novo que está para chegar nos mostrem a verdade de que ninguém chega antes ou depois, tirando menos ou levando mais da vida. Que neste ano novo possamos olhar para trás sem ferir os olhos de ninguém no que fizemos, sem perder no coração a fé do que nos resta a fazer. Precisamos começar o ano sem pisar em ninguém; começar o ano novo com o amor correndo por todas as veias, em todas as palavras, em todos os passos, em todos os encontros e diálogos; começar o ano novo com a maravilhosa promessa de fazer o bem. Que nos doze meses do ano que principiará, a fé, o amor e a esperança sejam uma riqueza constante em nossos lares, em nossos trabalhos e em qualquer lugar onde nos encontrarmos. Precisamos cortar o que precisa ser cortado; deixemos que nossa vida sangre um pouco para o nosso crescimento ao bem. Não nos deixemos arrastar por coisas passageiras. Abandonemos tudo o que nos entristeceu no passado. Esqueçamos as amarguras, as contrariedades. Não levemos para o ano novo ganâncias, nem mentiras. Leve somente soluções, respostas, aberturas, liberdade, justiça, amor e luz. Entremos no ano novo com a vontade de perdoar os erros dos outros. Não deixemos que o poder e o orgulho nos dominem.


Por isso, em nome do Senhor e com Ele desejamos uns aos outros que tenhamos um Feliz Ano Novo. Oxalá possamos apresentar-nos diante do Senhor, no fim do Ano Novo que começa, com as mãos cheias de horas de trabalho oferecidas a Deus no serviço aos nossos próximos, especialmente aos necessitados. Façamos o propósito de converter as derrotas em vitórias, recorrendo a Deus que transforma o impossível em possível e começando de novo. E peçamos à Virgem Maria, nossa Mãe, a graça de viver o Ano Novo que vai se iniciar daqui a algumas horas com muita paz e felicidade.


Desejo a cada um para o Ano Novo que se inicia:
        Mais gestos, e menos palavras.
        Mais dinamismo e menos acomodação.
        Mais discernimento e menos loucuras.
        Mais compromissos e menos teorias
        Mais abraços e menos medos.
        Mais saúde e menos agressões.
        Mais amizade e ética e menos interesses.
        Mais bonança e menos tempestades.
        Mais valores e menos artificialidade.


Diante da vitória, continue!
Diante da derrota, não desanime!
Diante da dor, não se entregue!
Diante do fracasso, aprenda!
Diante do novo, mergulhe!
Diante do passado, tire lição!
Diante do futuro, sonhe!
Diante do presente, vibre e se comprometa!
Diante do outro, seja você mesmo!
Diante de Deus, reze e confie, pois só Ele tem palavras de vida eterna!


No Ano Novo que começa, vamos buscar ser mais agradáveis com as pessoas, educados na forma de acolher, humanos no jeito de olhar e simples na maneira de viver e de falar. Vamos buscar sempre dialogar aprendendo do dom do outro e oferecendo o dom que temos ao outro. Vamos olhar o outro com profundidade, abraçar com generosidade e amar sem economizar o carinho. Não desistamos nunca de abrir novas portas para descobrir novos segredos de viver com plenitude; não desistamos de olhar para frente, de estender as mãos para os necessitados e de viver com o espírito de ação de graças. Paremos de reclamar sem esperança, de criticar sem oferecer solução, de chorar sem razão, de sofrer sem sentido e de trabalhar sem coração. Vamos de mãos dadas para aprender e para ensinar, para amar e ser amado, para viver e conviver e para confiar mutuamente, a fim de que o sucesso se torne realidade. Busquemos sempre escutar silenciosamente, aprender continuamente, crescer constantemente e falar respeitosamente. Vamos buscar compreender para ponderar, discernir para decidir sabiamente, amar para construir fraternidade e ser livre para libertar os outros.


Se começarmos o ano novo cheios de Espírito de Deus, com o coração e a mente livres do ódio e da arrogância, conservando a alma livre de amarras, sem apegos aos ídolos do poder e da posse, então o ano novo será dos melhores. Deus nos conceda tudo isto! E FELIZ ANO NOVO!!!
P. Vitus Gustama,SVD


ORAÇAO PARA O FIM DO ANO


Senhor Deus, Dono do tempo e da eternidade. Seu é o hoje e o amanhã, o passado e o futuro.


Os planos me pertencem, mas as horas Lhe pertencem, Senhor. Pois somente o Senhor tem uma bola de cristal sobre a minha vida e tenho apenas um mistério diante de mim que me chama a andar para entendê-lo passo a passo, mesmo que seja apenas uma porção dele para iluminar um pouco a minha caminhada diária.


Ao terminar este Ano quero Lhe dar graças por tudo que eu recebi de Sua bondade. Graças pela vida e pelo amor, pelas flores, pelo ar, pelo solo e pelo mar; pela alegria e a dor; por tudo que foi possível fazer.


Neste último dia do ano quero Lhe oferecer tudo que eu fiz, o trabalho que consegui realizar, as coisas que passaram pelas minhas mãos e que com elas pude construir minha vida e convivência.


Quero também lhe apresentar, Senhor, as pessoas que amei ao longo deste Ano, as novas e as antigas amizades; os mais próximos e os mais distantes e os que estiveram conosco no ano anterior e que partiram para a eternidade; os que eu pude ajudar; os que deram a mão para me levantar para andar em comunhão comigo rumo à felicidade eterna cujo prelúdio se inicia neste mundo. Agradeço-lhe, Senhor, pelos sucessos e conquistas que alcancei pelo meu crescimento e pelo bem dos que me amam; pela oportunidade para visitar e ajudar os doentes e necessitados.


Mas também, Senhor, hoje eu quero pedir-lhe perdão. Perdão pelo tempo perdido, pelo dinheiro mal gastado, pela palavra dita sem reflexão e por isso foi dita inutilmente, e pelo amor desperdiçado. Perdão, Senhor, por ter feito muitas coisas sem amar, por ter sofrido sem amadurecer, por ter sabido sem crescer. Perdão pelo tempo não valorizado e não usado indevidamente, e por isso enterrei muitas oportunidades e comecei a sentir a frustração. Perdão pelos comentários maldosos que causaram tantas feridas na vida dos ofendidos. Perdão pelas minhas murmurações. Perdão pelo trabalho mal feito e foi feito pela metade. Perdão por viver sem entusiasmo. Cure, Senhor, os corações que feri consciente ou inconscientemente. Que haja sempre o encontro de amor entre nós, mesmo que seja através de tantos sofrimentos e obstáculos.


Peço-lhe, Senhor, que complete o que ficou incompleto em mim para o Ano Novo que começa. Aperfeiçoe o que ficou imperfeito. Enchei o que totalmente ficou vazio de amor no meu coração. Santifique o que foi maculado pelas manchas da falha humana consciente ou inconscientemente. No lugar de indiferença coloque mais ternura, na frieza mais amor, nas loucuras mais discernimento, na acomodação mais dinamismo, na discórdia mais concórdia, nas guerras mais paz, nas palavras mais gestos, nos interesses mais ética, na artificialidade mais valores, nas críticas mais sugestões construtivas, na inteligência mais sabedoria, e nas preocupações mais fé. Para que eu possa viver cada dia com otimismo e bondade levando para todas as partes um coração cheio de compreensão e paz. Abra, Senhor, meu ser para tudo o que é bom e digno, encha meu espírito somente de bênçãos para que eu seja uma bênção para todos: para onde eu for e onde eu estiver.  Senhor, dê-me a capacidade de escutar para compreender, e amar para ser.


Se ando, ó minha Luz, iluminai-me.
Se estiver cansado, fortificai-me.
Se eu parar no caminho, empurrai-me, forçai-me, estimulai-me.
Se eu cair, levantai-me.
Se eu estiver cansado, fortificai-me.
Se estiver fraco, carregai-me.
Se for atacado, defendei-me.
Se estiver perdido, procurai-me.
Deixo-me conduzir pela vossa sabedoria.” (Jean Crasset)


E dê-nos um Ano Feliz e ensine-nos a partilhar a felicidade para que nossa felicidade seja completa. Ensina-nos, Senhor, a contar nossos dias para que venhamos a ter um coração sábio (Sl 89(90),12).


“É graça divina começar bem. Graça maior, persistir na caminhada certa, manter o ritmo... Mas a graça das graças é não desistir. Podendo ou não podendo, caindo, embora aos pedaços, chegar até o fim” (Dom Hélder Câmara).


Imagine que você tem uma conta corrente e a cada manhã você acorda com um saldo de US$ 86.400,00. Só que não é permitido transferir o saldo do dia para o dia seguinte. Todas as noites, seu saldo é zerado, mesmo que você não tenha conseguido gastá-lo durante o dia. O que você faz? Você irá gastar cada centavo, é claro!


Todos nós somos clientes desse banco de que estamos falando. Chama-se TEMPO.


Todas as manhãs são creditados, para cada um, 86.400 segundos. Todas as noites é debitado como perda. Não é permitido acumular esse saldo para o dia seguinte. Todas as manhãs, sua conta é inicializada e, todas as noites, as sobras do dia evaporam-se. Não há volta. Você precisa gastar, vivendo no presente o seu depósito diário.


Invista, então, no que for melhor: na saúde, na felicidade e no sucesso. O relógio está correndo. Faça o melhor para o seu dia-a-dia. Para você perceber o valor de UM ANO, pergunte a um estudante que repetiu de ano. Para você perceber o valor de UM MÊS, pergunte para uma mãe que teve seu bebê prematuramente. Para você perceber o valor de UMA SEMANA, pergunte para o editor de um jornal semanal. Para você perceber o valor de UMA HORA, pergunte aos enamorados que estão esperando para se encontrar. Para você perceber o valor de UM MINUTO, pergunte a uma pessoa que perdeu o avião. Para você perceber o valor de UM SEGUNDO, pergunte a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente. Para você perceber o valor de UM MILISEGUNDO, pergunte a alguém que ganhou uma medalha de prata em uma Olimpíada.


Valorize cada momento que você tem! E valorize mais, porque você deve dividir com alguém especial, especial suficiente para gastar o seu tempo junto com você. Lembre-se de que o tempo não espera por ninguém. O ontem é história. O amanhã é mistério. O hoje é uma dádiva; por isso, é chamado de PRESENTE!” (Anônimo)
P. Vitus Gustama, svd

Bem-Aventurada Virgem Maria Das Dores, 15/09/2026

BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA DAS DORES   15 de Setembro I Leitura: Hb 5,7-9   7 Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces ...